Brownies Fofos de Chocolate Negro e Framboesas

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A cada pausa no trabalho, decido sempre que me vou dedicar mais ao blogue, aos projectos pendentes que de tão inspiradores não deviam estar parados, à escrita, à partilha cibernética de coisas boas. Mas a cada pausa, a vida parece impor-se, parece que exige que eu a sinta em pleno, sem restrições virtuais. Claro que eu lhe faço a vontade e deixo-me ir ao sabor do que ela sugere, dos passeios que propõe, das amizades que renova, dos sítios com que me quer inspirar. Acreditem não há melhor sensações do que a de sentir que se está a viver.




Nestas férias, que terminaram hoje, regressei a lugares onde já tinha sido muito feliz, conheci chefs jovens que conversaram comigo debruçados sob o balcão do restaurante e me confiaram os seus segredos, conheci um pouco mais deste país que tanto adoro e que é meu, chapinhei que me fartei com a mais pequena da família, "piqueniquei" imenso e descobri que quero mais disto todos os meses sem a pressão das rotinas. Também houve espaço para descobrir novos sabores, novos restaurantes maravilhosos, novas receitas e tempo para repetir as receitas favoritas. Este verão, e desde que começou a temporada das framboesas, houve uma receita que foi repetida vezes sem conta e quase todas as semanas nos lambuzámos com esta pequena delicia. E vocês, que receitas marcaram o vosso verão?


Brownies Fofos de Chocolate Negro e Framboesas

Ingredientes
200gr de chocolate negro (minimo 70% de cacau)
175gr de manteiga
100gr de açúcar refinado
130gr de farinha com fermento
100gr de framboesas
3 ovos

Pré-aquecemos o forno a 170ºC. Colocamos o chocolate e a manteiga numa taça resistente ao calor sobre um tacho com água quase a ferver. Atenção que a base da taça não deve tocar na água. Deixamos ficar até que o chocolate esteja derretido e macio. Retiramos do calor e adicionamos o açúcar. Envolvemos, até que este fique bem incorporado. Adicionamos a farinha e mexemos até que os ingredientes fiquem bem ligados. Acrescentamos os ovos e misturamos até obtermos uma massa espessa e macia. Por fim, juntamos as framboesas, previamente lavadas, à massa. Com a ajuda de uma colher, deitamos a mistura no tabuleiro, previamente preparado, e levamos ao forno durante cerca de 30 - 35 minutos, ou até ficar com uma aparência escamosa por cima mas macia no centro. É preciso algum cuidado para que os brownies não cozam excessivamente. Deixamos arrefecer. completamente antes de servir ou provar.


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Três praias fluviais muito especiais

Uma partilha
Se por um lado é inevitável associar as imagens de praias de areia dourada e mar às férias de Verão, por outro lado cá por casa gostamos de aproveitar a pausa estival para conhecer o interior que tanto adoramos. Deixamo-nos encantar pelos pinhais verdes que alternam com o amarelo dourado dos campos agrícolas em descanso. Deixamo-nos embalar pelas curvas das estradas nacionais, pelas noites estreladas com banda sonora das cigarras. Deixamo-nos enfeitiçar pelas histórias ricas de quem conhece as regiões, os mitos e as lendas. E neste interior que tanto amamos existe outro tipo de praias, as de água doce, repletas de rochedos e de águas límpidas que enregelam os ossos mas retemperam a alma. Ainda andamos à descoberta, porém felizmente cá em casa temos sido brindados com revelações fantásticas neste campo. Agradam-me as praias que oferecem qualidade e apoio aos banhistas mas que ao mesmo tempo conseguem manter quase intacta a sua imagem natural. Para já, estes são os três sítios que me inspiraram a umas braçadas memoráveis.

Praia Fluvial de Loriga


Subindo a Serra da Estrela, desde a cidade de Seia em direção à aldeia de Loriga, encontramos este pequeno tesouro do Parque Natural. Rodeada de vegetação e de imponentes rochedos graníticos, esta praia oferece uma verdadeira piscina de água cristalina, uma espécie de varanda suspensa nas alturas com vista privilegiada para os relevos intensos da serra. Apesar de alguma intervenção humana para garantir condições de segurança, esta é uma praia que mantém as suas características naturais. A água gélida pode assustar os mais friorentos, mas acreditem depois de habituar o corpo, vale bem cada mergulho, cada braçada. Talvez tenham a sorte de estarem a nadar e ver os pastores a passarem com os seus rebanhos. Uma imagem tão rara para quem mora na cidade. Para quem gosta de aliar os mergulhos às caminhadas pedestres, este sítio é o indicado, pois são várias as rotas na região. De salientar também, a vigilância da praia, o bar de apoio e as casas de banho. Algo bastante importante, uma vez que a aldeia de Loriga ainda fica afastada alguns quilómetros desta praia.













Praia Fluvial do Piódão


Chegar à aldeia do Piódão é uma verdadeira aventura. As estradas sinuosas e estreias, edificadas em escarpas altíssimas, não deixam ninguém indiferente. Foram várias as vezes que estremeci ao cruzar-me com carros que seguiam no sentido oposto. Pensei sempre, como vão caber aqui dois carros? A verdade é que, apesar da desafiante paisagem, há espaço mais que suficiente para uma condução segura. Para além da adrenalina ao volante, a primeira imagem da aldeia não desiludo. As casas de xisto empoleiradas serra acima cativam o olhar e inspiram a caminhadas, a conversas com os habitantes locais e a provar os petiscos da terra. Como a última visita ocorreu em pleno mês de Agosto, acabei por experimentar a Praia Fluvial da aldeia. Vestimos os fatos-de-banho respetivos,  de forma indiscreta dentro do carro e refrescámos o corpo naquelas que considero as águas mais frias em que alguma vez meti o meu corpinho. Os meus pulmões recusaram-se a respirar, o coração acelerou de forma desenfreada e o meu corpo tornou-se leve muito leve. Quase que parece a descrição de uma hipotermia, mas foi mesmo isto que senti durante alguns minutos, até conseguir habituar o corpo àquela temperatura. Esta praia, também de águas cristalinas que provém de nascentes no cimo da serra, assemelha-se a uma piscina de jardim, nota-se que é um espaço mais intervencionado. No entanto, tendo em conta que  foi construído recorrendo aos materiais característicos da aldeia, mais a envolvência natural que foi mantida, este espaço parece bastante bem enquadrado. Apesar de improvisada, o primeiro mergulho nesta praia foi muito especial. Uma vez que a maior parte dos turistas se concentram no centro da aldeia ou na Praia Fluvial de Foz D'Égua (local muito próximo do Piódão), este foi um mergulho apenas a dois, sem mais ninguém nas redondezas. Foi uma descoberta verdadeiramente romântica.



Paia Fluvial de Folgosa






É a única praia fluvial do concelho de Castro Daire. Pelo menos foi essa a informação que me disponibilizaram. E acreditem, este concelho do interior não necessita de mais nenhuma. A Praia Fluvial de Folgosa conquistou-me à primeira vista. Situada às portas da cidade de Castro Daire, este é ainda um sítio bastante isolado, encaixado num vale onde impera o silêncio que apenas é quebrado pelos veraneantes. O Rio Paiva, um dos mais limpos da Europa, flui livremente pelas margens, repleto de peixes, que nos tentam "beijar" os pés. É possível passear pelas suas margens e ouvir o som da água a correr, vislumbrar pequenas quedas de água, sempre imbuídos de uma serenidade genuína. Tirando um pequeno pontão em cimento, criado pelo ser humano, que permite uma represa em jeito de piscina fluvial, tudo o resto é completamente natural. Para os que preferem não se aventurar, o leito tem uma extensão enorme onde é possível "ter pé". Zona completamente indicada para as crianças e para os pais que queiram passar um dia sossegados. Mas para os mais aventureiros, esta praia também se adequa. Basta dar umas braçadas mais longas e subir o rio, fugir aos restantes turistas e encontrar um local ainda mais sossegado, mais secreto. Pode ser um rochedo no meio do rio a servir de ilha ou outras represas que vão aparecendo no caminho. Também os barcos de borracha permitem explorar melhor estas margens tão ricas. De salientar, que apesar do isolamento, os veraneantes encontram aqui infraestruturas de apoio como casas-de-banho e um bar onde é possível alugar espreguiçadeiras.



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(Espécie de) Gelado Perna-de-Pau

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Os dias de pausa já começaram. Finalmente!!!! E embora os dias de férias propriamente ditas ainda estejam longe do horizonte, os planos familiares, principalmente com a mais pequenita, já começaram. Já houve mergulhos em águas paradas e frias, já houve desafios de jogos de tabuleiro, lanches divertidos. Claro que está, nada de sestas depois do almoço tal como eu almejava. Isso está oficialmente fora dos planos (que eu não controlo). Mas atenção não me queixo, ter tempo para a familia, para fazer as rotinas com mais calma, ou mesmo encaixar novas actividades nas rotinas é um privilégio. Um dos sitios que temos habitado com gosto é a cozinha. A mais pequena perguntou-me se podiamos confeccionar um gelado. O que é que acham? Férias pedem gelado certo? Fomos à frutaria preferida da cidade e comprámos a sua fruta favorita: morangos. Da confusão da cozinha surgiu uma espécie de Gelado Perna-de-Pau, sem chocolate. Lambuzámo-nos, é só o que posso dizer. Eu gostava que tivessem "ouvido" isto da boca da mais pequena, mas quando lhe pedi para ser ela a escrever este post a resposta saiu-lhe da boca prontamente: Não, nem pensar! Consegui convencê-la a transpor para o "papel" a receita que de forma intuitiva preparámos, com as palavras dela. Espero que gostem. Na realidade, esperamos que gostem e que usem esta receita para passarem bons momentos com as pessoas de quem gostam.





(Espécie de) Gelado Perna-de-Pau


Ingredientes
200ml de natas
200g de morangos frescos
100ml de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de açúcar refinado
1 iogurte grego

Preparação:
Bater as natas durante um minuto e a seguir acrescenta-se duas colheres de açúcar refinado. Bater as natas por mais dois minutos até ficarem firmes. Colocamos as natas no frigorífico. Depois acendemos o fogão e num tacho juntamos os morangos e o açúcar amarelo. Em lume médio, deixar o açúcar derreter e os morangos libertarem o seu sumo e ficarem mais macios. Trituramos os morangos. Voltamos a pô-los ao lume até o liquido reduzir. Convêm ir mexendo para a mistura não colar à taça. Deixamos arrefecer. Voltamos a pegar na taça das natas, e juntamos o iogurte grego. Quando a mistura dos morangos já não estiver muito quente pegamos nas formas e vamos enchendo-as, alternando as natas com os morangos.




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Livros que inspiram - Dicionário Prático da Cozinha Portuguesa

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Cá em casa adoramos dicionários e sempre que aparece um novo não lhe conseguimos resistir. Pode parecer um gosto estranho, mas a verdade é que não suportamos aquela sensação de ficar com a pulga atrás da orelha sobre determinados assuntos. Pode até parecer que este é um gosto bafiento. Muitas pessoas nos dizem, porque precisam de tantos livros se hoje existe a internet. Desculpem-me mas nada, mesmo nada substitui uma boa estante de livros. A cara-metade concorda comigo. E por isso damos por bem entregue o investimento que fazemos em papel repleto de nomes, curiosidades e explicações que põe o nosso cérebro a pensar. E desenganem-se se acham que estou apenas a falar de dicionários gramaticais. Nada disso, nas estantes cá de casa há dicionários para todos os gostos: sobre insultos, sobre a história de Portugal, sobre provérbios e dizeres e claro está sobre culinária. E se estão a ler isto e ainda a torcer o nariz, então é porque ainda não leram o Dicionário Prático da Cozinha Portuguesa, de Virgílio Nogueira Gomes. Uma obra prática e útil que permite enriquecer os conhecimentos gastronómicos de qualquer pessoa. Acho que depois de lerem a entrevista vão querer esta obra na vossa estante.



Como e porque é que surgiu este livro?
Há anos que “colecciono” palavras ligadas ao universo culinário português. Também faço uma recolha de receituário regional. Surgiu um convite da Makro para um livro a ser editado no seu 25ª aniversário em Portugal, gostaram do projecto e foi um ano de trabalho árduo a juntar termos, produtos e receitas.

O que é que o leitor pode encontrar nesta obra?
Neste livro, sob a forma de um dicionário, encontramos por ordem alfabética termos da nossa arte culinária, receitas e identificação dos produtos qualificados e outros. Também encontramos alguns termos de países de língua portuguesa e muitos deles já entraram nos nossos diálogos.

Há vários que escreve livros sobre gastronomia e tem um conhecimento vasto sobre a matéria. Necessitou de efectuar pesquisa/investigação para redigir esta obra? Ou já conhecia todos os termos que usou?
Claro que um livro deste género obriga a investigação e muita pesquisa para confirmar que, pelo menos, tem o fundamental de cada região portuguesa. Verifiquei vários inventários e publicações regionais. Foram poucos os termos que não conhecia. A colecção dos meus apontamentos que diariamente recolho é longa.

Como é que foi feita a selecção do que iria ser incluído no dicionário? Que critérios utilizou?
O critério principal foi o espaço geográfico. Portugal Continental e Ilhas dos Açores e Madeira. Depois acrescentar países de língua portuguesa.

Teve de deixar algum conteúdo de fora da versão final?
Uma obra desta dimensão nunca está acabada. Já encontrei alguns termos ou receitas que podem ser incluídas em próxima edição. Felizmente a lista ainda é muito pequena. Depois há termos regionais ou receitas que são apenas conhecidas em algumas localidades ou por poucas pessoas.



Ao longo do livro encontram-se termos/receitas/produtos familiares ao ouvido, outros nem tanto. Tendo em conta a sua experiência, que palavras/nomes os leitores estranham mais? Tem esse feedback?
Não é fácil enumerar. Tenho tido reacções muis agradáveis e elogiosas como perguntarem como descobri alguns termos muito localizados. Outros que a forma como fazem a receita tem ligeiras diferenças.

A quem se destina esta obra?
Ao público em geral e em especial ao que mais curiosidades têm sobre a alimentação. Será importante para todos os que gostam de cozinhar e tirar algumas dúvidas sobre receitas. É importante para os alunos das escolas de cozinha e muito em particular para os empregados de mesa que têm dificuldade em explicar rapidamente um prato.


Algum conselho de leitura para quem adquirir este livro?

Não se lê como um romance… Serve especialmente para tirar dúvidas ou encontrar algumas curiosidades da nossa arte prazeirosa da mesa.

Fotografias (r) Direitos Reservados
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Vinagreta de Mostarda e Mel

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Aproximam-se as férias a passos largos, a minha cabeça já só pensa na mala que é preciso preparar, nos pesos da alma que precisam de ser lavadas na água salgada, no reservatório de energia positiva que é necessário atestar, nas cocegas que é preciso alimentar, no tempo que urge recuperar com aqueles que mais amamos. Neste momento, sinto-me a conspirar contra todos os pormenores laborais de última hora. Apetece-me carregar no foward, para me sentir full outra vez.





A mais pequena da família suspira ao telefone por dias passados à beira da piscina local. E enquanto ela imagina as jogatinas de cartas, os pontapés na bola, as raquetadas, eu imagino-me a apregoar os benefícios da sesta mediterrânea . Ela não vai entender o poder curativo de passar pelas brasas sem qualquer preocupação ou responsabilidade. E eu agradeço esta inocência, de quem sente as férias, não como pausas, não como um momento para recarregar baterias para mais um ano de rotinas, mas sim como a vida a fluir livremente, na simplicidade dos dias. Bem-dita inocência.



Vinagreta de Mostarda e Mel

Ingredientes para duas pessoas

3 colheres de sobremesa de mostarda
2 colheres de sobremesa de mel
2 colheres de sobremesa de azeite
2 colheres de sobremesa de vinagre balsâmico

Numa tigela colocamos a mostarda com o mel. Batemos bem, para que a mistura fique homogénea. Acrescentamos aos poucos o azeite em fio, batendo sempre para que a Vinagreta não fique liquida. Do mesmo modo juntamos o vinagre. Caso a mistura fique líquida, adicionamos um pouco mais de mostarda. Podemos acrescentar sal e pimenta a gosto. Acompanha bem uma salada de verduras, salmão fumado, queijo edam e queijo roquefort (como na imagem).

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Tarteletes Rústicas de Mirtilos e Framboesas

4 sensações partilhadas
Quando andava na universidade, há cerca de 14 anos, o fenómeno dos blogues estava a aparecer em Portugal. Nas aulas de jornalismo, bebíamos os ecos que atravessavam o atlântico e davam conta do que já se fazia nos EUA. Às vezes ouvíamos coisas sobre um tal de Facebook, mas tudo parecia muito longínquo. Os blogues estavam na moda, apesar de na altura ainda não se conhecer o verdadeiro potencial desta ferramenta. Lembro-me que dada a minha paixão pelo jornalismo, eu dedicava-me a estudar este fenómeno apenas e só do ponto de vista desta área. Não havia muitos blogues em Portugal. Lembro-me inclusive que foi um fartote quando um professor desafiou a turma a criar um blogue coletivo, para o curso. Descrentes achámos que ninguém ia falar nisso e assim, através de um comentário de uma colega, o blogue ganhou o nome de Aahninguémfala. Foi um processo engraçado, mas a verdade é que continuávamos a não saber nada de blogues, nem de redes sociais.






Lancei-me a solo nestas danças ocultas em 2006, com o Fatia de Melancia. O nome soava a coisa sumarenta e fresca, pelo menos era essa a ideia. Mas confesso que aquilo deu-me preguiça. Qual seria o foco do blogue? E seria que conseguia passar o dia inteiro a escrever e chegar à noite e agarrar-me novamente ao computador a escrever? Para que queria eu um blogue? Muitas perguntas, poucas respostas ditaram o fim do blogue que teve apenas um leitor, o meu atual marido. O Reservatório de Sensações só surgiria em 2007 quando meio mundo já avançava rapidamente para o Facebook. Sentia a necessidade de possuir um espaço que me libertasse das amarras éticas e necessárias do jornalismo. Precisava de um espaço onde pudesse partilhar os meus textos mais lúdicos, mais estapafúrdios, mais livres e mais pessoais.



Durante cerca de três anos, estas minhas sensações partilhadas virtualmente não envolviam o meu gosto pela culinária, não envolviam o meu gosto pela fotografia, não envolviam o meu gosto pelo meu campo. Mas tal como o mundo pula e avança, também este meu cantinho acompanhou as transformações que surgiram dentro de mim e à minha volta. Nele cabem mais paixões, mais liberdades e mais pessoas. Muitas pessoas me perguntam como é que consigo passar um dia inteiro à frente do computador, maioritariamente a escrever, e depois ao final do dia dedicar o meu tempo ao blogue. Não é nada fácil, mas a resposta é muito simples. Para dedicar tempo ao blogue tenho de primeiramente enfarinhar a minha cozinha, partilhar degustações caseiras com quem se ama, desfolhar um belo livro, caminhar sem destino no meu campo, beber inspiração em tantos outros sítios que me enriquecem a alma. Cada vez mais olho para este meu espaço de sensações como um hobbie e uma terapia, no qual só há uma linha de orientação: Keep it simple e sê sincera, sempre.



Qual será o futuro do blogue? O futuro faz-se caminhando. E acredito que o percurso trará com ele muitas alterações. Não as vou impedir. Se de hoje para amanhã os meus gostos pessoais se concentrarem nas descobertas espaciais, será disso que começaram a "ouvir" da minha "boca". Todavia, não se preocupem para já a única questão ligada ao espaço que continuo a promover é andar sempre com a cabeça na lua, ou não fosse eu uma sonhadora. Seja qual for o futuro, espero contar convosco, com o vosso feedback nos próximos...vá...90 anos?

Tarteletes Rústicas de Mirtilos e Framboesas

Ingredientes Massa Areada
(adaptado do livro Receitas Tipos de Massas e Outras, de Rosa Cardoso, autora do blog Be Nice, Make a Cake)
270gr de farinha sem fermento
100gr de açúcar
125gr de margarina (usei planta)
2 ovos
1 pitada de sal
1 clara de ovo

Ingredientes Recheio
210gr de framboesas
290gr de mirtilos
2 colheres de sopa de açúcar
sumo de 1 limão médio
açúcar amarelo para polvilhar

Numa tigela colocamos as framboesas, os mirtilos lavados juntamente com o sumo de limão e o açúcar. Reservamos enquanto preparamos a massa. Juntamos a farinha o sal e a margarina na taça da batedeira eléctrica e batemos até obtermos uma consistência arenosa. Adicionamos os ovos aos poucos até ficar numa bola. Se preferirmos podemos amassar um pouco numa bancada. Envolvemos a massa em película aderente e levamos ao frio por 30 minutos. Voltamos a pegar na mistura das frutas. Adicionamos nesta mistura duas colheres de farinha de coco. Voltamos a reservar. Pré-aquecemos o forno a 170ºC. Polvilhamos ligeiramente uma superfície de trabalho com farinha e estendemos a massa com a ajuda de um rolo de massa. Forramos as várias tarteiras e picamos a base da massa com um garfo. Recheamos a base com a mistura da fruta. Voltamos a estender a restante massa e cortamos algumas tiras a gosto para cobrir as tarteletes. Pincelamos com a clara de ovo e polvilhamos com o açúcar amarelo. Levamos ao forno durante aproximadamente 40 minutos. Após 30 minutos de cozedura colocamos uma folha de alumínio por cima das tarteletes para evitar que o topo da massa coza em demasia. Deixamos arrefecer por completo antes de servir.




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