Paço dos Cunhas de Santar

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Cada vez mais sinto que comer é mais do que alimentar o corpo. Sinto que a comida deve ser temperada com com algo que alimente a alma. É sem dúvida, um luxo, tenho noção disso. mas quando cá em casa quando desejamos assinalar uma data especial com um almoço ou jantar ainda mais especial procuramos o tal aditivo espiritual. No caso do Paços de Cunha de Santar foi sem dúvida a envolvência que nos chamou a atenção.




Chegámos cedo para esticar as pernas, sentir a vida a fluir nos beijos apaixonados e banhar o corpo nos raios de sol de uma Primavera a despontar. Pensámos: porque não tivemos este sol no dia de casamento, há um ano atrás? Sorrimos, porque na realidade a meteorologia é apenas um actor secundarissimo nesta nossa história. Passeámos ao longo das vinhas, enquanto os melros se escondiam da inusitada presença humana. As árvores centenárias abrigaram também os nossos sorrisos e tontices à medida que nos enredávamos na sombra fresca dos jardins. Deambulámos durante uma hora, trocando palavras e abrindo o apetite para o menu principal. Embora por razões profissionais já conhecesse o espaço, faltava-me degustar a gastronomia e, confesso, a curiosidade era muita.





Sentámo-nos ao pé de uma das poucas janelas da sala granítica, acariciada pela madeira robusta e quente. Não levámos nada em mente, e fomo-nos deixando levar pela ementa. A escolha recaiu num Creme de Perdiz de Castanha, um Risotto de Alecrim e Vazia Grelhada. A terminar com (para ele) um Creme Queimado de Citrinos com Esferificação de Maracujá e Crumble de Cereais, e com (para mim) um Brownie de Chocolate com Creme de Mirtilos, Esferificação de Mirtilos e um Chantily de Coco. Tudo envolvido num espumante da Quinta do Encontro.




Antes de as nossas escolhas subirem ao palco gastronómico, que é como quem diz à mesa, o chef teve a amabilidade de iniciar o almoço com um Pastel de Massa Tenra de Caça, em Cama de Grelos Salteados e Micro-vegetais. Uma das melhores entradas que já provei. .Provámos tudo com gosto. Sentimo-nos convencidos, com as energias recarregadas para voltar para junto da família e comemorar um ano dentro de tantos outros harmoniosos, felizes, de companheirismo já vividos. Para além do sossego em torno do restaurante, que a meu ver é um dos pontos fortes deste espaço, fiquei desejosa de tentar em casa confeccionar/recriar o Pastel de Massa Tenra e o Creme Queimado de Citrinos. Se não conhecem, acreditem vale a pena dar uma saltada até Santar.




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Papas de Aveia à moda de Reservatório de Sensações

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Desengane-se quem acha que mudar para o campo é sinónimo de slow living. Já lá vão três meses (mais coisa menos coisa) e não me lembro de que quando foi o último fim-de-semana em que me sentei no sofá sossegadinha a ver o tempo passar. Bem, também diga-se que se há coisa que não aprecio é estar sentada no sofá, aparecem sempre uns bichos-carpinteiros malandros. Mas percebem o que quero dizer, certo? No campo, mesmo que o meu campo para já se resuma a 10 metros quadros de jardim, há sempre tanto para fazer. Folhas para apanhar, jardim para renovar, planear o jardim vertical, armazenar lenha já a pensar no inverno (já???), passear a cãomiúda, colher o que o campo nos dá, voltar a plantar as flores que a cãomiúda arranca, sentir o sol.





 Todavia, não me arrependo nada desta mudança. Sou mulher de campo, de aldeia, sempre o disse, sempre o senti. Claro que a diferença é que nos dias que correm tenho de conciliar as mais de oito horas de vivência diária na cidade, com os transportes, com as rotinas de casa, da família e do campo. Mais ritmo, mais trabalho, menos horas de sono. Um cansaço que vale a pena. Todas as noites de céu limpo tenho milhares de estrelas só para mim, para me conduzirem em sonhos lindos. Contudo, há uma coisa que me chateia. A falta de tempo para a cozinha. Ultimamente, os dias são habitados por receitas express, daquelas que se confeccionam rapidamente e ao mesmo tempo que deitamos mão a tantas outras tarefas.






Mas é curioso como uma destas receitas, embora rápida de fazer está tão intimamente ligada a uma transformação pessoal. Com a mudança para o campo, com um maior cansaço no lombo, comecei a sentir que o meu pequeno-almoço precisava de me dar realmente energia. Algo que não estava conseguir obter do sempre habitual pequeno-almoço de torradas e chá. Confesso, que a mudança é recente e nada tem a ver com as dietas da moda, da comida saudável, etc. Obviamente, que se comermos de forma saudável seremos mais enérgicos, mais bem-dispostos e por aí fora. Mas esta mudança teve apenas e só a ver com a necessidade de eu não passar os dias moribunda, sempre cheia de fome. Portanto, desde há umas semanas para cá, inicio os meus dias em modo aveia, trigo sarraceno, espelta. Uma maravilha que me tem ajudado imenso. Devem estar a pensar. "Oh, não, ela vai mesmo partilhar uma mera receita de papas de aveia. Quando o que mais há na net são receitas de aveia." Sim é verdade, e acreditem não têm nada de especial. Mas esta receita tem contribuído para a minha felicidade. E só por isso merece vir parar ao meu Reservatório de Sensações.



Papas de Aveia à moda de Reservatório de Sensações


Ingredientes
40g de flocos de aveia
150ml de água
geleia de coco
amoras brancas
bagas goji
fruta

Num pequeno tacho juntamos a aveia e a água, levamos a lume brando. Mexemos sempre para evitar que a aveia agarre ao fundo do tacho. Quando tiver a consistência de papa cremosa (demora entre cinco a dez minutos) vertemos para uma taça. Adicionamos raspa de limão ou algumas gotas de limão. Mexemos bem novamente. Juntamos uma colher de sobremesa de geleia de coco, amoras brancas, pepitas de cacau cru, bagas goji e fruta a gosto (como por exemplo Kumquats). Está pronta a comer.
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Lua-de-Mel (sem praias calientes)

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Há um ano atrás (e um mês), aterrava em Dublin, para umas férias muito especiais. Tratavam-se da minha Lua-de-Mel. Muitos dizem que a Lua-de-Mel é a viagem de uma vida. Ouvi isso vezes sem conta, primeiro durante a organização de casamentos de amigas e depois durante o tempo que antecedeu o meu próprio matrimónio. Não concordo nada com esta ideia, acho-a redutora, limitadora dos sonhos de um casal. Parece-me que o Para sempre necessita de muitas viagens de uma vida, necessita de vários planos, de vários desafios que de vez em quando façam um shake shake na rotina do dia-a-dia. Quem sou eu para falar destas coisas? Ninguém! Mas a verdade é que estou um bocadinho farta do que é impingido socialmente como aceite e recomendável. Claro que não há um certo ou errado no que toca a viagens a dois ou a gostos pessoais. Todavia, tenho falado com muitos casais que se sentiram pressionados a escolher a “tal viagem” das águas paradisíacas de catálogo de agência de viagem com tudo incluído. Não se sintam obrigados a escolher algo só porque é isso que esperam de vós. Conversem com o vosso par, respeitem os gostos de ambos e acima de tudo o orçamento. Não vão querer estoirar um orçamento de uma vida e viverem o Para sempre com uma divida tremenda à perna.




Cá em casa foi isso que tentámos perceber, quais os zeros que não tínhamos para gastar, combinar gostos e acima de tudo respeitar vontades. Por isso, enquanto as agências de viagens nos abriam os catálogos brilhantes de azul celestial, nós sonhávamos com o norte frio da Europa, o centro histórico da Europa, com direito a passagens low-cost. Tendo em conta o nosso orçamento e os nossos gostos pensámos em três sítios: Carcassonne (França), Bruges (Bélgica) e Dublin (República da Irlanda). Carcassonne pareceu-nos lindo mas para uma escapadinha e não para uma semana inteira de férias. Bruges ficou de parte por causa dos atentados em Bruxelas e de toda a situação instável dos transportes. Não por uma questão de medo. O medo nunca pode sobrepor-se à nossa liberdade. Mas percebemos que em caso de atentado as linhas de transporte ficam totalmente bloqueadas e poderíamos nem sequer chegar a Bruges.  Só posso dizer que a vontade de conhecer esta cidade é elevada e como tal continua na nossa lista. 







E por exclusão de partes, a nossa escolha recaiu em Dublin. Somos fãs assumidos das Ilhas Britânicas, das quais só nos faltava conhecer a Irlanda (quer dizer das ilhas principais, só nos faltava conhecer esta, porque na verdade ainda não descobrimos Ilha de Man, Jersey e Guernsey). Adoramos as paisagens verdejantes destas ilhas, adoramos as falésias de imponentes rochas, adoramos a comida, adoramos os sotaques. Hey, o que há para não adorar? Pessoalmente, tinha muita curiosidade em conhecer Dublin. Na Universidade dividi casa com um colega que participou num programa de Erasmus na República da Irlanda e só falava bem deste país. Além disso, deixei-me inspirar pelos posts sempre lindos de morrer da Sara do Little Tiny Pieces of Me, que para além de escrever de uma forma acessível e apelativa sobre viagens, tira umas fotos de encantar. E a cada post que ela publicava sobre Dublin, eu já só pensava na Lua-de-mel. (Eu vou partilhar alguns apontamentosdesta viagem, mas visitem o blogue da Sara, vão encontrar dicas preciosas para organizarem a lista de coisas a ver na cidade. Vejam as dicas dela aqui e aqui.)




Esta foi sem dúvida uma viagem especial. Até me podem dizer que foi só ali ao virar da esquina, mas Dublin tem uma magia especial. Tem as pessoas mais simpáticas do mundo (lembrem-se do Europeu de 2016), tem uma história rica, tem um feriado em Abril, devido a uma revolução (tão comum com Portugal), tem música com inspiração celta, tem programas culturais sempre diversificados, tem um ar cosmopolita, assim como grandes áreas rurais e de contacto com a natureza. Com tanta coisa, não sentimos em nada falta de águas cristalinas e temperaturas de biquíni ou shorts (embora este tipo de cenário também esteja na lista para algo futuro). Nos próximos posts partilho um pouco desta nossa aventura.



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Sugestões: Dia da Mãe

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Mais um Dia da Mãe que se aproxima a passos largos. Todos os anos digo para mim mesma que lhe vou preparar muitos miminhos com antecedência, mas acabo sempre por correr meio mundo à última da hora. No entanto, é sempre com muito carinho que procuro as surpresas que acho que se identificam com ela. Na realidade, chego sempre à mesma conclusão, os melhores mimos são aqueles que saem do coração e que muitas vezes não envolvem um consumismo desenfreado. Contudo, vale sempre a pena procurar inspiração.






Roger & Gallet
Nem sempre é fácil oferecer um perfume. Pelo menos eu acho isso. Primeiro porque cada pessoa tem um perfil muito próprio em termos de olfacto. Em segundo lugar, e muito pessoalmente, acho que os perfumes devem ser um complemento e não a personalidade. Talvez por isso adore os perfumes Roger& Gallet. Fragrâncias sofisticadas, mas ao mesmo tempo subtis e elegantes. A natureza está no centro de cada perfume, sendo que cada um tem até 95% de ingredientes de origem natural.

Almofadas Flash
Mãe dá colo, mãe mede a febre, mãe acaricia quando estamos doentes, mãe acalma quando andamos stressados. Porque não serem os filhos a proporcionar isso às mães? Podem-no fazer com as Almofadas Flash. Ainda no fim-de-semana estiveram à venda no Mercado do CCB, mas podem encontrar em diversas lojas e até no Facebook. Eu estou completamente rendida. São ideais para substituir a tradicional botija de água quente e é indicada para relaxamento, aliviar dores, cólicas, etc. Usada como almofada fria alivia picadas e nódoas negras. A alfazema que se encontra no enchimento da almofada ajuda a serenar, a acalmar e a aromatizar a gaveta ou o armário onde as possam arrumar.Só coisas boas para mimar as mães certo?

Bordalo Pinheiro
Dizem que a comida das mães é sempre a melhor. Eu concordo. Não troco por nada deste mundo as delícias que a minha mãe prepara. Porque não oferecer uma peça da Bordallo Pinheiro? Além das peças serem lindas, contemporâneas e quotidianas, ao oferecerem um prato lindo, uma travessa original, etc, estão a fazer-se convidados para almoçar ou jantar mais umas quantas vezes à conta da mãe.




Samelas
Esta será sempre uma proposta para adoçarem o coração das mães. Samelas é mais do que um mel, é um produto que respeita a natureza e uma das montanhas mágicas de Portugal: a Serra da Estrela. O mel é delicioso, os frascos lindíssimos. Ficam bem à mesa do pequeno-almoço, do lanche, do brunch e por aí fora.

Vichy
Vá, deixemo-nos de coisas, as nossas mães são sempre as mais bonitas. E quando olhamos para elas não vemos rugas, apenas histórias e memórias. Mas nem sempre as mães se vêem assim ao espelho.  Portanto, oferecer um creme de beleza da Vichy é sempre um proposta bem-vinda. É um mimo vaidoso, uma maneira de ajudarmos as mães a se cuidarem mas ao mesmo a não perderem o seu charme.

Clavel's Kitchen
Já noutro post falei da Clavel's Kitchen, um projecto que é uma cozinha totalmente equipada e preparada para workshops, laboratórios e cursos de culinária. Já se imaginaram lado a lado com as vossas mães a aprender a confeccionar bolos, salgados e a aprender técnicas de cozinha? Eu acho o máximo.

Amor e carinho
Mas mais que prendas, compras ou marcas. Há algo que as mães valorizam: amor e carinho. Portanto, um ramo de flores preparado por vocês, um desenho, uma carta, uma foto, uma tshirt com uma citação que defina a vossa relação, uma sessão de filme e pipocas em vossa casa será algo que ficará gravado no coração das vossas mães.
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Maio: To do list

Uma partilha
Abril talvez não tenha sido um mês lá muito inspirador, mas foi com certeza um mês que me ensinou umas quantas lições. Uma delas, e talvez a mais importante, é que nos últimos tempos tenho sofrido de um estado recorrente chamado de procrastinação. Algo que me tem incentivado a adiar tarefas, projetos e quiçá alguns dias felizes. Portanto, neste 1º de Maio, assumo o compromisso comigo mesma, com uma To Do List e cinco objetivos que me possam inspirar a ir mais longe.

 Terminar a leitura de Ser Blogger - Como Criar, Comunicar e Rentabilizar um Blog.
 Como profissional da área da comunicação tenho sentido, nos últimos tempos, a necessidade de me actualizar no que toca à área de Marketing Digital. Além disso, como sou uma apaixonada por blogues estou sempre à procura de informação importante sobre esta plataforma. Nem toda a gente tem perfil para criar um blogue, mas a verdade é que os blogues continuam a ser considerados uma importante fonte de informação e referência. Ser Blogger, livro de Carolina Afonso e Sandra Alvarez, tem sido uma óptima descoberta, pois reúne uma série de dicas e regras para criar um blogue, elaborar uma estratégia e como coloca-la em prática de forma eficaz. Só pergunto: porque é que este livro não foi lançado quando criei o Reservatório de Sensações?

Escrever mais e melhor para o Blogue
Aproveitando a leitura do livro Ser Blogger, quero muito voltar a escrever com regularidade para o blogue. Quero apostar em novos artigos sem ter medo de me desviar do meu gosto principal:a comida. Mas sinto que tenho de dar mais de mim se quero realmente ter um Reservatório cheio de Sensações.

Combinar mais cafés com os amigos
Há lá algo melhor para recuperar a inspiração do que umas saídas com os amigos? Parece-me que não. Muitas vezes usamos a falta de tempo como desculpa para adiar os encontros, quando o que nos falta mesmo é a disposição. E isso, cabe a cada um de nós arranjar.



Tirar aquele projeto da gaveta
Ainda não há muito para falar sobre ele. Mas talvez seja a altura de deixar os medos de lado e avançar com toda a paixão que tenho dentro de mim. Porque lá no fundo eu sei que esse é um dos caminhos que quero seguir.

Investir em mais formação ou actividades de desenvolvimento pessoal
Nada sei. É assim que me posiciono no mundo e daí parto sempre em busca de mais informação, mais conhecimento. Talvez por isso me divida por tantos assuntos, são tantas as áreas que me atraem. Todavia, sei que quero participar em mais workshops na área da gastronomia, quero muito investir nesta área. Ando há imenso tempo de olho nas formações da Clavel's Kitchen, talvez seja este o mês para me inscrever.



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Primavera é sinal de morangos

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Nota-se que a Primavera veio para ficar. Mesmo que os dias cinzentos voltem, que a chuva faça das suas ou que as temperaturas ainda estejam incertas, já nada abafa o verde espalhado pelos campos e os salpicos de cores que se formam nos jardins. A vida renasceu. E, felizmente este ano, tenho sentido este brotar de vida com outra intensidade. Desde que me mudei para o campo em meados de Fevereiro, que sabe bem acordar abrir a janela, sentir a aragem, os cheiros a terra, a quente, a erva orvalhada, a pólen, a vento, a chuva, a sol, a frenesim agrícola e a existência. Foi maravilhoso assistir à transformação da mãe da natureza.

Quando cheguei à casa nova as árvores em redor apresentavam-se despidas sob o efeito do Inverno. Mas rapidamente ganharam botõezinhos verdes e em semanas estavam cobertas de folhas e flores. Dentro em breve serei presenteada pelos seus frutos, ou não estivéssemos a falar de uma época tão abundante, de tanta diversidade. O meu vizinho que me desculpe, mas terei que me saciar com os abrunhos que brotam do seu terreno e me entram janela da sala de jantar a dentro.






À volta dos campos agrícolas outrora desnudados, há um frenesim encantador. Os tractores desenham sulcos na terra, enquanto as pessoas lançam às profundezas as sementes da vida e da subsistência. Confesso, que acordar às seis e meia da manhã embalada pelos sons rurais não é muito confortável. Todavia, mil vezes os mais de trinta mil (vá estou a exagerar, devem ser uns três) galos a cacarejar incessantemente às quatro da manhã do que o barulho da recolha do lixo às cinco da manhã, o barulho dos bêbados a sair dos cafés às duas da manhã, o barulho das vizinhas do prédio engalfinhadas all night long ou o barulho da máquina de arrefecimento dos servidores dos vizinhos de baixo. De certeza que há imensa gente que não irá concordar comigo, mas para mim os barulhos naturais são bastante mais suportáveis que os barulhos humano-citadinos. Parece que o corpo consegue entender melhor o ciclo do dia /noite.






Contudo sobre as benesses de morar no campo falarei noutro post. O que me interessa ressalvar é que estou cada vez mais apaixonada pela Primavera. Sinto a necessidade de deitar mãos à terra, de contribuir para a riqueza natural. E uma das grandes riquezas desta temporada primaveril são sem dúvida os morangos. Adoro. Amo morangos. Quando a Primavera se instala sei que está na altura de preparar novas receitas com estas belezas. No outro dia no mercado da cidade consegui uns morangos pequenos, daqueles caseirinhos e meio selvagens que sabem e cheiram mesmo a morangos. Uma delícia. Como tal, merecem destaque aqui no blogue, não com uma, mas sim duas receitas. Espero que gostem. 



Compota de Morango

Ingredientes
1kg de morangos
800g de açúcar amarelo
sumo de 1 limão

Tiramos o pedúnculo aos morangos e deitamo-los numa tigela de cerâmica, vidro ou aço inoxidável. Polvilhamos com o açúcar e salpicamos com o sumo de limão. Levamos ao frigorífico de um dia para o outro. No dia seguinte colocamos um pires no frigorífico a refrescar. Deitamos o conteúdo da tigela numa panela grande e cozinhamos em lume médito até o açúcar dissolver. Fervemos durante cinco minutos em lume alto. Apagamos o lume e verificamos o ponto: deitamos uma colher generosa da mistura quente no prato fresco que estava no frio e levamos ao frigorífico por cinco minutos; para verificar o ponto, empurramos uma beira da compota com o dedo indicador; se enrugar a compota está pronta. Depois de estar no ponto pretendido, deixamos arrefecer por cinco minutos e escumamos a espuma branca. Passados 10 minutos, guardamos a compota em frascos esterilizados.





Lollipops de Ricotta e Compota de Morango

Ingredientes
150g de queijo Ricotta
50g de compota de morango
1 base de massa folhada
Mini-espetos de madeira

Pré-aquecemos o forno a 160ºC. Numa taça juntamos o queijo Ricotta e a compota de morango, ambos à temperatura ambiente,  e batemos bem até obtermos uma mistura homogénea. Reservamos. Estendemos a massa folhada e cortamos círculos com a ajuda de uma forma, ou com a ajuda de várias formas, tendo em conta o que pretendemos. Depois forramos um tabuleiro com papel vegetal, e dispomos metade dos círculos. Colocamos o recheio nestes círculos e um dos mini-espetos. Fechamos os lollipops com as outras rodelas da massa folhada. Levamos ao forno durante 20 minutos ou até que os chupa-chupas fiquem dourados. Retiramos do forno e deixamos arrefecer no forno.


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