Bolo Clássico de Cereja

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Existem dias em que me apetece fugir a sete pés da internet, dos algoritmos e dessas cenas tipo “engagement”. Existem dias em que o vive e deixa viver se transforma num“o que é isto” enfurecido. Existem dias em que escrevo por impulso, quando sempre disse que não o ia fazer. Mas o sempre é um erro de vocabulário. Existem sempre aquelas excepções cliché. Como o hoje.


Quem chafurda nas redes sociais, sabe que os algoritmos gostam de modas, de estímulos seguidos por milhares, de tretas, de assuntos que se tornam virais e que acima de tudo sejam possíveis de comercializar. Sabem aquela vinheta do Batman a bater no Robin, sendo que o Batman quer que o Robin pare de fazer alguma coisa (o conteúdo depende de quem o partilha)? gGstava de ter uma dessas vinhetas para acabar com a conversa das "Mulheres Reais". Mas que raio são as mulheres reais? OK, as mulheres reais são mulheres de carne e osso, sendo que o oposto serão as mulheres virtuais, desenhos, hologramas, 3D computorizados, criadas por programação informática. Será?

Quando começaram a aparecer campanhas um bocadinho fora da norma, do que até à data se fazia no mundo publicitário, confesso que achei que era um passo em frente. O mundo permitia que todas as mulheres, altas, baixas, gordas, magras (etc, etc, etc) pudessem ocupar o mesmo lugar, ter a mesma mediatização, ter a mesma atenção independentemente do corpo que carregavam. Surgia a possibilidade de todas nós apareceremos lado a lado, em igualdade, sem julgamentos. A selecção de top-models abria-se a novas possibilidades, abrangendo assim mais mulheres, diferentes mulheres, diferentes corpos. Pelo menos, interpretei eu dessa forma. Mas como tudo (ou quase tudo) que surge no mundo virtual, o conceito "Mulheres Reais" começou a ganhar contornos que me assustam. Se por um lado no início, a ideia era de igualdade, agora sinto que estas balelas só vêm criar mais pressão social e mais estigmas. Passou a existir moda para mulheres reais, fóruns para mulheres reais, artigos “noticiosos” para mulheres reais. E por essa internet fora, todo um novo despejar de comentários, comparações que aumentam a tensão feminina, apareceu, ocupou um lugar. Deixou de haver espaço para "o meu corpo é assim" para...."epa deixa-me ir à internet justificar porque tenho um corpo assim". Parece que cada mulher tem que justificar/defender o seu corpo. Ahhh, tenho dois saquinhos de chá no lugar das maminhas, mas não tenho desculpa porque fui mãe e bla bla bla….e as mulheres que têm seios descaídos sem serem mães? Já não são mulheres reais, são apenas umas deleixadas? E as mulheres que são mães e conseguem mesmo assim manter um corpo sem saquinhos ao dlim-dão? Terão direito a existir ou teremos que nos lançar numa cruzada contra elas? 

Basta olharmos para o Instagram. Agora pegou moda a foto estilo programa Alta Definição: Olhem para mim, esta sou em sem maquilhagem, desalinhada, casa por arrumar, estou como sou, uma mulher real. Afinal de contas quem são as mulheres reais e as mulheres irreais? 

Lembro-me de falar disto com uma amiga minha. Ela é magra e eu gorda (não há outra forma de colocar a coisa, mas também não há nenhum julgamento nesta frase, até porque a magreza dela ou a minha gordura nada têm a ver com a nossa amizade maravilhosa que se baseia noutras coisas mais importantes). Ela sentiu-se, desde o início, ofendida com este conceito "de realidade". Tentou explicar-me que nutria uma sensação de que as ditas campanhas das mulheres reais eram contra ela, contra as magras. Ela contava-me: Eu sou magra, porque sou magra, não faço dietas, não deixo de comer. Apenas sou magra. Serei menos mulher? O meu género de corpo terá de ser banido das campanhas publicitárias? Confesso que na altura defendi com unhas e dentes esta ideia de "Mulheres Reais". Porque na realidade durante anos senti que as minhas banhocas eram omitidas do espaço público, que eram vistas como algo assim para o repelente, que nunca poderiam servir para inspirar outras mulheres. Agradeço o aparecimento deste conceito e a forma como quebrou uma série de barreiras e sensibilizou as mulheres para respeitarem os seus corpos. Mas hoje tenho de concordar com a minha amiga. Já chega de tanta pressão, desta ideia imposta que algumas mulheres são mais reais que outras, desta ideia de que temos sempre de nos andar a comparar, desta ideia de que temos de juntar tudo no mesmo saco. 

Cada corpo conta uma história, cada corpo encerra as suas limitações e as suas belezas. Cada corpo é real, seja de mulher, seja de homem. Portanto, podemos parar de impregnar as redes sociais com tanta pressão social? 



Bolo Clássico de Cereja

Ingredientes
150g de manteiga amolecida
150g de açúcar
3 ovos
175g de farinha autolevedante
200g de cerejas descaroçadas
120g de açúcar em pó (especial glacê)
5ml de sumo de limão

Modo de preparação
Pré-aquecemos o forno a 160ºC e untamos uma forma de tarte. Numa taça, juntamos a manteiga e o açúcar. Com uma batedeira eléctrica, batemos bem até obtermos uma mistura leve e fofa. Sem parar de mexer, adicionamos os ovos, um a um. Entre cada ovo, juntamos também uma colher de sopa de farinha. Adicionamos a restante farinha. Juntamos as cerejas à massa e misturamos com cuidado com uma colher de metal. Levamos ao forno entre 45 e 50 minutos. Deixamos arrefecer um pouco antes de retirarmos da forma. Numa taça juntamos o açúcar em pó com o sumo de limão. Misturamos bem. Decoramos o bolo a gosto após este ter arrefecido por completo.




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Bolo de Chocolate e Courgette

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Se Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, ou melhor as suas personagens no filme Casablanca, tinham sempre Paris como uma espécie de memória salvadora nos momentos menos bons, eu terei sempre o chocolate, como uma doce sensação com poder para me salvar das maiores dificuldades. Em primeiro lugar não conheço Paris (está na lista das cidades europeias a visitar um dia) e em segundo o chocolate está sempre à mão de semear, em variedades que trazem o mundo inteiro até mim. Portanto, é normal que a minha escolha para afogar mágoas, dificuldades e stress variados recaia sobre este ingrediente mágico.


Posso-vos dizer que foi o chocolate que me aguentou nos últimos meses. Como já aqui partilhei, voltar a estudar foi um grande desafio, conciliar o estudo com o trabalho um pequeno pesadelo. Por mais boa vontade que possa haver, é uma relação difícil de gerir. São rotinas que se sobrepõe a mais rotinas, horas de tarefas que se acumulam, dias que se estendem pelas noites e a somar a isto, fazer um esforço para manter a sanidade. Portanto, agarrei-me com força ao chocolate e a todas as sensações boas que ele me traz. Não vou falar de benefícios cientificamente comprovados, penso que disso estão sempre a ouvir falar. Falo das boas sensações, das memórias que o chocolate desperta em mim. Os mais açucarados transportam-me para a infância, os ricos em cacau dão me uma certa segurança interior. E assim, nos últimos meses enfardei chocolate como se não houvesse amanhã. Um erro para a saúde, um gesto nobre que afugentou muitos choros, muitos livros arremessados contra a mesa, e muitos palavrões. Não há comida de conforto, como este produto alimentício, de coloração castanha, obtido a partir de cacau torrado.  Devem estar a pensar, chocolate é apenas chocolate, não vale a pena filosofar à volta disso.



Talvez tenham razão, mas só queria passar a ideia que gosto mesmo muito de chocolate. Talvez lá no fundo seja viciada. E nos últimos meses a balança tem-me lembrado disso, a minha nutricionista faz questão de me dar na cabeça e a cabeça faz questão de doer vezes sem conta graças ao açúcar. Às vezes gostava de gostar tanto de nabo, couve, alface, cenouras, nabiças como gosto de chocolate. Nos últimos meses de aulas, já com o stress pelos cabelos e uma vontade enorme de fugir aos prazos desumanos, foi este o bolo que me salvou. Não se deixem enganar pela courgette, este não é um bolo saudável, nem tão pouco combina com dieta saudáveis. Mas dias não são dias. Se precisam de um toque mágico para adoçar a vida, vão já para a cozinha preparar esta bomba sensacional.



Bolo de Chocolate e Courgette

Ingredientes
250g de farinha autolevedante
250g de courgette finamente picada
60g de cacau cru
1 colher de sopa de mel
200g de açúcar
15ml de óleo de girassol
3 ovos médios
100g de chocolate (com mais de 70% de cacau)
50g de manteiga
100ml de natas
125g de açúcar em pó
Amendoas laminadas a gosto

Modo de Preparação
Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Numa tigela grande, juntamos a farinha, a courgette, o cacau em pó e o açúcar. Numa tigela mais pequena colocamos os ovos, o mel e o óleo. Batemos até os ingredientes se misturarem. Combinamos a mistura seca com a mistura húmida e mexemos bem com uma colher de pau. Batemos bem, de forma a que todos os ingredientes fiquem bem incorporados. Vertemos a massa numa forma, previamente untada. Levamos a forma ao forno durante 60 a 70 minutos, até a massa estar firme. Retiramos do forno e deixamos arrefecer.

Para fazer a cobertura, derretemos o chocolate e a manteiga em banho-Maria. Quando estiverem derretidos, retiramos do lume e adicionamos as natas. Peneiramos o açúcar para dentro da taça e batemos vigorosamente até obtermos uma mistura com consistência homogénea. A textura deverá ser suave e pastosa. Com o bolo já frio, espalhamos a cobertura por cima do bolo. Espalhamos por cima da cobertura amêndoa laminada a gosto.



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Requeijão Tostado com Mirtilos

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Ler é um dos meus hobbies favoritos. Quem me conhece sabe que carrego sempre um livro ou outro comigo no meu dia-a-dia. Só hoje no carro ficaram três depositados no banco de trás, depois de lhes ter dado uma vista de olhos enquanto fazia tempo para o trabalho.  Nos últimos tempos não tenho tido grande tempo para ler. Ou melhor, tenho lido muita coisa, mas basicamente literatura relacionada com o curso. Mas adoro perder-me em policiais, antigos e modernos, em romances mais ou menos românticos, nos clássicos. Adoro perder-me nas narrativas complexas de Haruki Marukami, mas consigo relaxar na simplicidade de Agatha Christie. Tudo tem o seu espaço, dependendo também do estado de espirito. O que importa é aproveitar a viagem, e deleitar-me com os cenários que os autores conseguem implantar dentro da minha cabeça. 


Desde que me apaixonei pela gastronomia, percebi que há muita leitura por descobrir neste campo e apercebi-me também como é prazeroso ler receitas. Eu sei, uma receita é uma receita, com indicação de ingredientes, medidas e formas de transformar isso tudo em algo apetitoso. Simples. Mas acreditam que tenho descoberto mundo ao ler receitas? Até há dois anos, três talvez, não fazia a mínima ideias do que poderia ser Ruibarbo, não sabia que o fancy Lemon Curd é tão simplesmente uma coalhada de limão (que, oh meus senhores, já é feita em Portugal há bué….). Se não fossem os livros de culinária talvez nunca tivesse aberto a minha mente para as comunidades vegan, glúten free, healthy. Ler dá mundo. Seja qual for a leitura que adoptemos.

E no que toca a leituras gastronómicas, confesso que adoro pesquisar os livros de apontamentos antigos das mulheres da família. Ok, não sei se posso chamar a isto de livros, mas é tão bom perder-me entre caligrafias à mão, cheiros de outrora e receitas muito curtas e práticas. Às vezes nos almoços de família, lá pergunto eu timidamente pelo livro de receitas, aquele antigo, aquele que é acima de tudo memória, arquivo de uma família, riqueza maior que ouro. E enquanto toda a gente se deleita com conversas profundas, eu deleito-me a imaginar: Quando será que esta receita foi feita? Para quem? Num momento especial ou apenas porque sim? Cozinhar é algo mais do que preparar comida. Tal como acredito que os livros de culinária são mais do que meros ingredientes combinados para se chegar a um prato ou refeição. São acima de tudo o historial de rituais familiares.


A receita que hoje partilho foi encontrada num caderno de receitas da minha sogra. O título Requeijão Tostado deixou-me curiosa, e a inexistência de uma ilustração ou fotografia ou esquema, aguçou a minha vontade. O que resulta desta receita? Uma sobremesa docinha entre um bolo húmido e um cheesecake sem base. A receita da minha sogra não levava mirtilos, mas acho que as bagas dão a esta sobremesa um toque bastante veranil. Espero que se deixem apaixonar pela simplicidade familiar.

Requeijão Tostado com Mirtilos

Ingredientes
750g de requeijão de mistura (usei da marca Serras de Penela - Serqueijos)
200g de açúcar
1 colher de chá de canela
2 colheres de sopa de farinha
6 ovos
250g de mirtilos (usei biológicos da Nature Berry)

Modo de preparação
Pré-aquecemos o forno a 150ºC. Separamos as gemas das claras. Numa taça misturamos bem a canela, o açúcar e as gemas. Batemos bem até as gemas espessarem e tornarem-se esbranquiçadas. Adicionamos o requeijão e a farinha e continuamos a bater até que fiquem bem integrados nas gemas. Reservamos. Batemos as claras em castelo, que posteriormente adicionamos à mistura das gemas.  Vertemos a massa num tabuleiro rectangular, previamente untado com manteiga e polvilhado com farinha. Distribuímos os mirtilos por cima da massa e pressionamos um pouco para que não fiquem muito ao de cima. Leva-se ao forno durante cerca de 35/40 minutos. Desenforma-se apenas quando estiver frio.



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O essencial para aproveitar o Verão

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Com a chegada do Verão, apodera-se de nós uma sensação de que tudo é possível, certo? Uma sensação provocada pelos dias mais longos e luminosos, pelos encontros ao ar livre, pelo sol, pelas conversas desprendidas nas esplanadas e por toda uma possibilidade infinita de extravasar energia. Apesar deste Verão ter aparecido tímido, a verdade é que no ar só se sente coisas boas. Mas uma coisa é certa, nem sempre conseguimos aproveitar este sentimento tão cheio. Ou porque estamos preocupados com as rotinas, ou porque andamos sempre a correr de um lado para o outro, ou porque às vezes o humor tende a chamar pela preguiça e por um sofá confortável. Por isso, hoje trago um post um bocadinho diferente do habitual. Lanço-vos um desafio. Porque não aproveitar a nova estação para experimentar algo novo ou simplesmente colocarem em prática toda a energia positiva que possam estar a sentir?!




1 – Redescubram a vossa cidade
Quantas vezes damos garantida a “nossa casa”, o nosso lugar seguro, a cidade que ocupamos apenas e só porque a habitamos todos os dias. Porque não programar um dia para assumirem o papel de turistas na vossa própria cidade? Disponham tempo para descobrir novas perspectivas, novos cheiros, novas texturas da vossa cidade. Escolham um museu ou um monumento que nunca tenham visitado e deixem-se ir. Vão almoçar a um novo restaurante. Obriguem-se a conhecer as pessoas da vossa própria cidade.

2 – Ou então façam-se à estrada 
Elaborem uma lista de lugares a descobrir em Portugal. Há tanto para ver neste pequeno, enorme país. Serra, praia, cidade, campo. A diversidade é grande e serve para os diferentes gostos. Já dizia Dalai Lama (não tenho a certeza se terá sido ele, mas roda assim na internet): Uma vez por ano vá a um lugar onde nunca esteve antes.





3 – Deitem mãos à terra 
Saladas e frutas são produtos de eleição no Verão, procurados por todos os que pretendem uma alimentação mais fresca e mais regrada. Porque não então deitarem mãos à terra e construírem a vossa própria horta? Nem sempre é preciso grande espaço, basta um pequeno canteiro ou alguns vasos na varanda. Os conhecimentos hoje em dia estão à distância de um enter no Dr. Google. Já se imaginaram a servir uma salada aos vossos amigos ou familiares com produtos apenas cultivados por vocês? Acreditem, vai valer todo o esforço.

4 – Sejam mais ativos
Sempre quiseram experimentar uma modalidade desportiva mas faltou a coragem? Sentem que é nesta altura do ano que gostam mais de nadar? Ou têm a vossa bicicleta há imenso tempo parada? Então o momento é agora. Aproveitem o bom tempo e ponham o corpo a mexer. Atenção, não falo de fazerem desporto para alcançarem aquele corpo de desfilar na praia. Falo de activarem a vossa energia com exercício físico, sozinhos para espairecerem, acompanhados com os amigos de longa data. O importante é dar ao corpo a genica para aproveitar o melhor do Verão.


5 – Partilhem energia positiva 
Se sentimos que esta é época em que tudo é possível, porque não transmiti-la através de trabalho junto da comunidade. Façam voluntariado, sejam famílias de acolhimento de animais abandonados, ajudem as autoridades locais a manter as zonas verdes limpas, angariem pessoas para um movimento social importante. Há tanta escolha no que toca a apoiar a comunidade. Partilhem a vossa energia positiva.

6 – Voltar a ser criança 
Lembram-se como as férias de Verão na infância eram magníficas? Porque na altura tudo era simples e ao mesmo tempo uma aventura. Organizem um piquenique, vão acampar, chapinhem na água gelada, leiam um policial numa sombra frondosa. Voltem a abraçar os pequenos prazeres da vida.


7- Praticar a tolerância 
Apesar das boas sensações que o Verão transmite, a verdade é que a ansiedade pela chegada das férias pode ser difícil de gerir. Por isso, procurem praticar pequenas boas acções para aumentar os níveis de paciência e de tolerância vossas e das pessoas que vos rodeiam. Sejam mais cordiais com as pessoas com quem lidam diariamente, procurem ser simpáticos no trânsito, levem um bolo ou uma limonada para o trabalho, mimem a vossa família. Pequenas acções, têm resultados gigantes.

8 – Nunca se esqueçam de vocês 
Nunca subestimem a importância de despenderem tempo em vocês próprios. Neste Verão, mimem-se com tudo o que têm direito e aumentem a vossa autoconfiança. Por exemplo, aprendam uma nova competência, como dança ou culinária, uma língua estrangeira ou um instrumento musical. Continuem a fomentar a sensação positiva que estão a sentir neste momento.

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Gelado de Mirtilo e Coco

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Here comes the sun…(teeerrere), heres comes thesun…, uma das minhas favoritas músicas dos Beatles podia servir de banda sonora a este post, que chega bem fresquinho ao Reservatório de Sensações, e com muita vontade de aproveitar o Verão.

Depois de não ter dado conta da Primavera, tal a correria que foi a vida por estes lados, há em mim uma vontade especial de me mergulhar no Verão. Acreditem que não falo apenas de aproveitar o bom tempo. Apetece-me agarrar todas as novas inspirações tão características desta época, que na maior parte das vezes estão à mão de semear. Basta uma pessoa prestar atenção. 

O meu jardim de ervas aromáticas explodiu em cheiro, em crescimento, em verde, em flor. Os pomares dos vizinhos chamam por mim com convites de diferentes formatos e texturas. As sombras nos parques, nas matas, nos jardins pedem para que sejam ocupadas com pequenos banquetes informais. E as águas cintilantes dos rios e riachos pedem braçadas forças e alegres.






Apetece-me aproveitar isto tudo, com um apetite de quem não quer deixar passar outra estação do ano em branco. Até porque nem tudo dura para sempre. Ao tempo maravilhoso e aos dias compridos, seguir-se-á um inverno que voltará a engolir tudo com a sua total e preciosa hibernação. Faz parte.

Uma das coisas que quero muito usufruir….(sim é algo muito específico mas que de ano para ano marca o meu Verão)…é a temporada dos mirtilos. Sou fã incondicional destas bagas azuladas, que geralmente preenchem em grande parte as ideias que tenho de sobremesas de verão. Verão é sinónimo de mirtilos e vice-versa.

Este ano, no pequeno jardim que bagas, plantei um Mirtilo, que era bastante enfezado diga-se. Pensei inclusive que iria desfalecer ainda antes de se carregar de vida plena. Mas tratei-o com carinho e se calhar com mais mimo do que às restantes plantas. O resultado? Acho que terei direito a meia dúzia de frutos para acompanhar um iogurte.

Claro que meia dúzia de frutos não me chegam para saciar o apetite e por isso de alguns anos para cá abasteço a vontade na Nature Berry. Uma empresa familiar que além de ter mirtilos deliciosos (daqueles viciantes mesmo) tem por princípio a preservação do meio ambiente, a sustentabilidade, a biodiversidade e as boas práticas agrícolas. Algo que se sente nas bagas que produzem.

Verão podes vir com toda a tua força. Eu cá te espero na frescura doce dos mirtilos. Here comes the sun…(teeerrere), heres comes thesun.





Gelado de Mirtilo e Coco 
(inspirado no livro Gelados Caseiros, de Linda Lomelino)

Ingredientes
200g de mirtilos
6 colheres de sopa de açúcar granulado
2 colheres de sopa de água
75g de leite de coco biológico (só a parte mais espessa)
2/3 de chávena de natas

Misturamos os mirtilos, o açúcar e a água numa caçarola. Levamos ao lume. Deixamos levantar fervura e depois cozemos durante 10 minutos em lume brando. Deixamos o preparado arrefecer um pouco e introduzimo-lo numa liquidificadora para triturar e combinar. Misturamos o puré obtido com o leite de coco biológico e as natas. Levamos ao frigorífico até arrefecer por completo.

Deitamos o preparado numa taça própria para ir ao congelador. De 30 em 30 minutos, durante duas horas, batemos o gelado para prevenir a formação de cristais de gelo. Passado essas duas horas vertemos para outra taça e batemos com uma vara de arames para incorporar ainda melhor os cristais de gelo. (Caso possuam uma sorveteira, basta seguir as indicações do fabricante.)  Devemos retirar do congelador 10 minutos antes de servir.




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Pet Friendly | uma sugestão para conhecerem a Bairrada na companhia dos amigos de quatro patas

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Como já devem ter reparado, andar a lourear a pevide é um dos hobbies que cá por casa mais amamos. O que há para não gostar em passear, conhecer novos sítios, novas pessoas, descobrir um pouco de história, desanuviar a cabeça? Pois, a resposta é simples. Sempre que podemos, pegamos no carro e perdemo-nos. 

Contudo, no ano passado a logística tornou-se um pouco mais complicada e deixámos de poder simplesmente à última da hora fazer acontecer. É verdade, com a entrada da cãomiúda nas nossas vidas, muita coisa teve de ser repensada. Viajar com cães, mesmo que seja uma escapadinha, não é fácil. Apesar de o sector do turismo, especialmente no que toca ao alojamento, estar a mudar e estar mais atento à existência de novas formas de família, a verdade é que a oferta pet friendly continua a ser escassa. Por isso, hoje o post é dedicado a um sítio que acolheu tão bem, tão bem, tão bem a minha cãomiúda que merece todo o destaque aqui no blog.




No ano passado, quando a Baga terminou o plano de vacinas e já tinha carta-branca para explorar o mundo, rumámos até à Bairrada para descansar. Sabíamos que lá pelo meio queríamos passear no Parque Nacional do Buçaco, mas a ideia era encontrar um sítio onde pudéssemos essencialmente descansar e brincar muito, muito com a nossa cadelinha.

A pesquisa pet friendly eliminou a maior parte das ofertas de alojamento na bairrada, mas houve uma que sobressaiu. A Casa de Mogofores. Assim que olhei para as fotos do site apaixonei-me. Pensei: olha, aqui está a casa onde vou querer viver para sempre. Já devem ter percebido que tenho um fraquinho por casas com história, com idade para terem sido casas dos meus avós ou bisavós ou trisavós (e por aí fora), com charme.





A dois quilómetros de Anadia e a cerca de 25 da Praia de Mira, a Casa de Mogofores integra a rede de Solares de Portugal. Construída no século XIX, ainda hoje mantém o charme e a grandiosidade de tempos idos. Quando cheguei ao local, duvidei se tinham percebido que a nossa companhia era uma cadelinha, pequenina, reguila. Íamos mesmo ficar naquele casarão de sonho?

A resposta chegou em jeito de sorriso aberto e franco da proprietária, a Dona Glória, e pelo seu comentário: “Baga, como a casta?” Rimo-nos. De facto, a nossa cãomiúda foi buscar o nome à minha paixão por berries (mirtilos, framboesas, groselhas, amoras), mas a verdade é que ali estávamos na região da casta Baga, a respirar o ar puro de centenas e centenas de hectares de vinhas. Uma coincidência que só adensou a certeza que estávamos no sítio certo. A pensar na pequenita canina, foi-nos reservado um apartamento.











A Casa de Mogofores, que pertence ao grupo Campolargo Vinhos, divide-se entre o edifício principal e três apartamentos independentes. Um deles com pátio próprio, onde é possível soltar os animais de estimação. Caramba, isto sim é ser pet friendly. Foi a primeira vez que saímos com a nossa pequenita e não sentimos qualquer entrave ou constrangimento. Ela estava ali como se estivesse em casa. Os apartamentos da Casa de Mogofores, surgiram do aproveitamento de antigas dependências da propriedade. Cada um tem dois pisos, um quarto com WC completo, uma sala e uma kitchenette. Embora com uma decoração mais clássica, o apartamento onde ficámos hospedados proporcionava um ambiente acolhedor e prático.

Ainda hoje os pormenores me fazem recordar este passeio. Tínhamos uma grande jarra de flores campestres na sala, o sol quente de Junho entrava pela porta que dava para o pátio, o pátio rodeado por um muro branco repleto de flores vistosas. A cereja em cima do bolo, foi mesmo um tabuleiro com cerejas e natas ainda quentinhas. Uma oferta de boas-vindas.



Como se tudo isto não bastasse, a Casa de Mogofores tem uma piscina interior de sonho, que como devem calcular eu aproveitei, aproveitei e aproveitei. Adoro nadar, adoro piscinas. Sou uma espécie de criança assim que me acerco de água. De facto, a piscina da Casa de Mogofores tem um encanto muito natural. O pavilhão onde esta se encontra é todo envidraçado, o que confere ao espaço uma luz deslumbrante. No interior do espaço, uma escada em ferro que conduz a uma clarabóia antiga que remete para tempos idos. No exterior cheira a pinheiro, a verde, a vinhas, a passeios ao entardecer.

Nós ficámos rendidos ao espaço, ao conforto, à simpatia com que fomos recebidos. E a cãomiúda também. Esta só não aproveitou mais (e nós também não) porque decidiu que enjoava na viagem e infelizmente tivemos de passar parte do passeio nas urgências do Centro Veterinário de Anadia (obrigada Drª Rita Campos, por ter respondido a todas as nossas dúvidas). Um pequeno percalço num fim-de-semana fantástico. Sinceramente, a todas as pessoas que gostam de edifícios antigos e de passear com os seus melhores amigos de quatro patas, este sítio pode ser uma opção a ter em conta.




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