Coroar a Primavera

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Crescer no campo, entre outras coisas, é sinal de crescer rodeada de flores. Sejam elas mais ou menos selvagens, mais ou menos domésticas. Desde criança que me lembro das grandes jarras florais a decorar a casa. Cada decoração reflectia a estação do ano em que nos encontrávamos. Agradeço isso à Mãe Natureza e à minha Mãe, por me darem a consciência de que tudo tem um tempo certo. Apesar das boas memórias, cresci com uma enorme falta de talento para trabalhar com flores. O que nunca me impediu de abrilhantar a minha casa com o que a natureza oferece.




Foi na véspera do meu casamento, que o bichinho pela decoração floral voltou a surgir. Como já partilhei no blogue, a decoração floral ficou a cargo da Guida Design Eventos. E a Lúcia (fundadora da Guida), que já conheço de outras andanças, percebeu perfeitamente que por detrás da carapaça de noiva autocontrolada, calma e pacífica, estava uma mulher em ebulição, a duvidar de todas as suas escolhas. Lembro que se tratou de um casamento DIY, com a família toda a construir os cenários, acessórios de decoração e afins. Uma azáfama enorme, linda mas muito stressante. Para me distrair, a Lúcia lembrou-se de me ensinar a fazer o bouquet de noiva. Eu estava híper mega nervosa e confesso que aquela acção teve um lado terapêutico, embora já não me lembre de nada que ela me ensinou.




















Por isso, quando a Guida Design Eventos lançou o workshop Coroar a Primavera, eu sabia que tinha de participar, eu sabia que tinha de tirar as teimas. Conseguiria eu fazer alguma coisa de jeito com as flores. Durante quatro horas a Lúcia e a Sónia (gestoras da Guida Design Eventos), conseguiram transmitir na perfeição as técnicas básicas e necessárias quer à produção de uma coroa de mesa/porta, quer de uma coroa ornamental de cabelo. Mais do que as técnicas, foi importante para mim perceber que cada pessoa tem o seu código, a sua sensibilidade para trabalhar as flores, e que de uma forma geral nada está errado. Descobri também que a minha grande inspiração é o campo e o rústico. Talvez por isso, os meus arranjos tenham assumido um ar mais despenteado, mais selvagem. Tenho a certeza que a partir de agora os meus arranjos florais vão ter mais a ver comigo, pois não vou sentir a pressão de seguir tendências ou modas. De facto, talvez esta tenha sido a melhor maneira de brindar a chegada da Primavera. 





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Bolinhas de Bounty Caseiras

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Este meu cantinho nunca será um espaço politico-socio-cultural. Contudo, isso não quer dizer que de vez em quando não meta a colher em assuntos mais profundos e que me inquietam. Hoje celebra-se o Dia da Mulher. Um dia importante para mim não apenas porque sou mulher, mas porque me lembra a luta de muitas mulheres no passado, lembra-me o caminho que já foi percorrido e tanto que há ainda para fazer. Não sou socióloga, mas pelo que sinto na pele e pelo que vou lendo nas notícias, há uma evolução positiva. No entanto, os tempos andam estranhos, os casos de violência doméstica acumulam-se nos meios de comunicação social, deputados europeus rebaixam as mulheres de forma impune, os salários são sempre mais benéficos para homens e as mulheres se querem trabalhar têm de adiar a maternidade. Portanto, cada vez mais é preciso não baixar os braços, e acima de tudo é necessário que as mulheres se mantenham humildemente unidas. E é sobre isso que incide este meu desabafo. 




No outro dia ouvi a seguinte conversa de café entre duas mulheres: "Uma mulher que tenha os filhos de cesariana nem se sente mãe a sério, não é?" Eu que ainda nem sequer sou mãe suspirei e agarrei-me à cadeira, para não interromper abruptamente a conversa alheia. Contei até 10, enquanto ouvia os argumentos. "Mãe que não dá a luz de parto normal não sente as dores, não sente o alívio final do parto, não sente a emoção de ser mãe". Uau. Como se a condição de mãe se pudesse resumir apenas e só ao momento do Parto. Senti-me desolada ao ouvir esta conversa. Lembrei-me de tantas outras proferidas por mulheres contra mulheres. Como por exemplo: “ela vestiu uma saia tão curta e estava à espera que os homens não a atacassem”, ou “ela também nunca vai ser ninguém na vida porque só quer estar na cozinha a fazer receitas” ou quando uma mulher me questionou numa entrevista de emprego: “Tenciona engravidar nos próximos tempos?”. Podia continuar com o rol de conversas absurdas que tenho ouvido. Desculpem-me mas parece que há um defeito na genética das mulheres ou algo culturalmente enraizado, que as incitas a ser más, a julgar, a denegrir, a criticar, como se não houvesse amanhã, as outras mulheres. Haverá necessidade disso? O que nos move mulheres a ser assim? Atenção, não quero incorrer em generalizações totalitárias. Apenas desabafo o que me vai na alma, tendo em conta a minha realidade, as mulheres que me rodeiam, estejam elas num patamar profissional ou pessoal. E é cada vez maior a pressão entre as mulheres. Lemas como as Mulheres são as novas super heroínas ou Womem Rule the World assustam-me. Porque uma vez mais entre as mulheres há toda uma imposição da perfeição, de que temos de viver sob a mesma bitola, temos de assumir as mesmas ambições, viver os mesmos desejos. Isso retira nos, a nós mulheres, força, diversidade, qualidades. 


Sempre que falamos dos direitos das mulheres, há uma tendência para a vilipendiação dos homens, como sendo os homens os maus da fita, quando tantas vezes cabe às mulheres a mudança de mentalidades. Aceitar que as mulheres não têm de ser concorrentes, não têm de ser perfeitas, não têm de se comparar. Aceitar que se podem ajudar, que podem marchar juntas. Feliz Dia da Mulher em união, em compreensão.




Bolinhas de Bounty Caseiras

Ingredientes
200g. de coco ralado de boa qualidade
4 colheres de sopa de óleo de coco
2 colheres de sopa de leite (pode ser substituído por bebida vegetal de coco ou de arroz)
2 colheres de sopa de açúcar em pó
160 g. de chocolate negro (com mais de 70% de cacau)

Juntamos o coco e o açúcar em pó. Adicionamos três colheres de sopa de óleo de coco, o leite e misturamos bem até todos os ingredientes ficarem envolvidos. Moldamos pequenas bolinhas da seguinte forma: com a mão direita pegamos num pedaço da mistura, o equivalente a uma colher de sobremesa cheia, e amassamos lentamente para dar calor aos ingredientes e estes começarem-se a fundir. Assim que obtemos uma espécie de bolinha tosca, melhoramos a sua forma girando a bolinha entre as duas mãos. Colocamos num tabuleiro revestido com papel vegetal e levamos ao frigorífico durante 6 horas. Passadas seis horas preparamos a cobertura de chocolate. Em banho-maria derretemos o chocolate e um colher de óleo de coco. Mergulhamos as bolinhas no chocolate e voltamos a colocar no tabuleiro. Levamos ao frigorífico durante cerca de uma hora para que o chocolate solidifique. Conservam-se num tupperware no frigorífico cerca de uma semana.







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Bolo Húmido de Laranja

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Conheci a Mara no curso de Jornalismo que frequentei, parece, há uma vida atrás. Veterana académica, sorriso franco e atitude brincalhona. Lembro-me dela desde o primeiro dia de praxes. Talvez ela já não se recorde mas obrigou-me a fazer uma declaração amorosa original a outro veterano. Brincadeira inofensiva que originou gargalhadas, bom ambiente e companheirismo.
Claro que desde esta memória até ao momento presente, a vida já deu muitas voltas e os nossos caminhos há muito que se deixaram de cruzar. Mas quis o futuro ser mais forte e voltar a entrelaçar os nossos projectos e ideias.



A Mara, há cinco anos, fundou o Coração Luso, um projeto dedicado aos emigrantes portugueses, quando também ela era emigrante em terras de sua majestade. O proeto ganhou dimensão e já assumiu muitas formas. Já foi um blogue, um site, uma rubrica num programa da Fátima Lopes na TVI. Para celebrar os cinco anos do Coração Luso, a Mara, sempre lutadora e sonhadora, decidiu transformar o protejo numa revista online, que continua a documentar as vidas dos nossos emigrantes, mas que pretende chegar a novos públicos, sem perder claro a sua identidade.






Eu tive a sorte (mesmo muita sorte) de ser convidada a integrar este novo formato do Coração Luso com uma singela crónica sobre aquilo que mais gosto de fazer: cozinhar e comer. Sem periodicidade estabelecida, porque isto da culinária tem de ser saboreado com calma, vou partilhar receitas, ideias e inspirações.

Para a primeira crónica escolhi uma receita de Bolo Húmido de Laranja e um pensamento sobre que receitas fazer em ocasiões especiais de convívio. Apesar de partilhar agora a mesma receita no blogue, acho que vale a pena seguir o link para a revista Coração Luso e ler o texto original. Espero que gostem e claro que partilhem comigo o vosso feedback. É muito importante conhecer a vossa opinião.


Bolo Húmido de Laranja

Ingredientes para o bolo
200g de manteiga sem sal
200g de açúcar amarelo
4 ovos (tamanho L)
casa ralada de 1 laranja
350g de farinha de trigo simples
2 colheres de chá de fermento em pó
125ml de sumo de laranja
100ml de leite

Ingredientes para o Glacê de Laranja

200g de açúcar em pó
Sumo de 1 laranja pequena

Aquecemos o forno a 160ºC. Batemos a manteiga e o açúcar, com a ajuda de uma batedeira eléctrica, até obtermos um creme de textura pálida. Adicionamos os ovos e batemos durante cerca de três minutos. Juntamos a farinha, o fermento em pó, previamente peneirados, e a raspa de laranja. Envolvemos uniformemente até que a farinha fique bem incorporada. Por fim, adicionamos o sumo de laranja e o leite. Deitamos a massa obtida numa forma de 27 cm, untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levamos ao forno durante cerca de 35 minutos, ou até o bolo ficar firme e dourado. Deixamos arrefecer na forma durante cerca de 10 minutos, de seguida desenformamos para uma rede e deixamos arrefecer por completo.

Para o glacê, colocamos o açúcar em pó numa taça e vamos misturando o sumo de laranja aos poucos e mexendo sempre para que não se formem gromos. O objectivo é obtermos uma pasta não muito dura, liquida q.b apenas para deslizar sobre a superfície do bolo.



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Ideias avulso para o Dia dos Namorados

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Quem é a favor do Dia dos Namorados? Quem gosta de aproveitar o dia para mimar as pessoas mais queridas? Quem precisa de ideias de última hora para surpreender alguém amanhã? Nesta última sou eu que levanto o braço. Este ano, com a mudança de casa, entre empacota e desempacota, não houve grande tempo para pensar no amor. Na realidade, o tempo tem sido investido a criar o novo ninho do amor. Portanto, amanhã será dia do improviso. Para quem precisa de ideias (infelizmente não posso repetir o que partilho convosco) de última hora, aqui ficam algumas sugestões. As receitas são do Reservatório de Sensações, já os materiais de design são da autoria de vários blogues que costumo seguir.

Cupcakes de Pêssego





Scones de Groselha




Brownies de Chocolate




Coração Pop-Up por Mini-Eco




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Bebida de Própolis

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Como já devem ter reparado pelos poucos post que tenho partilhado, quer no Facebook, quer no Instagram, por estas bandas anda um rebuliço enorme. Depois de quatro anos decidimos arrumar os trapinhos e mudarmo-nos de malas e bagagens feita para o campo. Sim, quem me acompanha neste mundo virtual, sabe que é um dos meus sonhos viver no meu campo. Para já ainda não consegui esse feito, mas o facto de me mudar para espaço rural faz-me acreditar que dei um passo na direcção certa, que estou mais perto de concretizar o sonho. Espero ter tempo para num próximo post (mais alargado) relatar como tem sido a mudança. Mas para já estou naquela fase de pensar: Que grande trabalheira! De facto, retirar toda a mobília e demais tarecos de um 3º andar de um centro histórico, não foi tarefa fácil. E ainda por cima com a ajuda de São Pedro que nos brindou com dias cinzentos. Já para não falar das caixas infinitas que ocupam as divisões da nova casa. Como é que foi possível acumular tanta coisa em apenas três anos? 











Claro que com tantas mudanças, tanta chuva no lombo, tantas noites mal dormidas, tantas (para já) saudades da casa antiga começamos a sentir cá em casa que o Inverno está a ter outro impacto no nosso corpo. Eu tenho sentido a necessidade de reforçar aquela barreira que me permite acordar com boa disposição de manhã. Para isso tenho recorrido ao mundo maravilhoso das abelhas. Não sei se já ouviram falar de Própolis? Explicado por miúdos,  Própolis é uma espécie de resina que as abelhas produzem com mel, cera e outras excreções das próprias abelhas. Soa a coisa blhacc blhaccc, certo? Mas a verdade é que esta espécie de resina tem propriedades anti-séticas, anti-inflamatórias, anti-oxidantes. Geralmente, é muito recomendada para aliviar gargantas inflamadas e pequenas infecções, ams a verdade é que também reforça o sistema imunitário. Atenção, reforça o sistema imunitário se não tiverem nenhuma doença grave, senão forem alérgicos a abelhas e produtos relacionados com as mesmas, e claro se estiverem grávidas (porque a verdade é que não há informação suficiente sobre a utilização deste produto por grávidas). Caso queiram experimentar esta receita, das duas uma ou têm um amigo apicultor que vos pode arranjar Própolis, ou então dirijam-se a uma ervanária, lá encontram já o preparado de Própolis, o que vos reduz trabalho. Eu tive a sorte de no ano passado, aquando de uma visita a um apiário, o apicultor ofereceu-me um pouco deste ouro das abelhas.








BEBIDA DE PRÓPOLIS
Ingredientes da Tintura de Própolis
10gr de Própolis
30gr de aguardente de boa qualidade

Ingredientes Infusão
1 lt de água
5 rodelas grandes de gengibre
casca de 1 limão médio

Para fazermos a tintura, deitamos a Propólis num frasco, juntamos a aguardente e agitamos todos os dias, durante 2 a 3 semanas, até que a Própolis fique bem dissolvida. Coamos o líquido num filtro de café. Transferimos para um frasco esterilizado e guardamos ao abrigo da luz.

Para a Bebida de Própolis, fervemos a água. Adicionamos três rodelas de gengibre e a raspa de um limão médio. Numa chávena de chá deitamos duas colheres de café de tintura de Própolis, enchemos com a infusão de limão e gengibre. Finalizamos com uma rodela de limão e mel a gosto. 


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Bolo Vitória (com um twist)

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A época dos balancetes já passou, os inventários ficaram fechados e os resumos anuais já tiveram tempo de acontecer. Mas bloguer que faz anos em cima do Natal sabe que as introspecção pessoais e autocráticas acontecem sempre depois da azáfama das festas, dos altos níveis de açúcar saírem do sangue e a pressão de produzir algo bonito para o Natal desapareça. Duas semanas depois do ano novo, começo a sentir o peso dos 32 anos, a sentir que é tempo de reflectir. Lembro-me perfeitamente que aos cinco anos, qualquer familiar meu que tivesse na casa dos trinta, era considerado pela minha pessoa um "quase cota". Portanto, quando era mais pequena olhava para os trinta como aquele patamar de segurança, de independência dos pais, com um trabalho estável, com adrenalina q.b., com sonhos concretizados. A verdade é que as idealizações fogem sempre à realidade. E isso é um perigo muito grande. Se os 29 anos foram celebrados com a convicção do mundo e a esperança estampada no rosto, a celebração dos primeiros trinta não foram lá muito inspirados, nem inspiradores. Houve uma espécie de linha entre os 29 e os trinta, aquela linha que separa a juventude idealista, da juventude amadurecida com responsabilidades, que precisa de pagar as contas ao final do mês e que se sujeita a imensa porcaria para que se possa manter independente.



Existem expectativas demasiadamente altas em relação aos trinta. A pressão social é enorme: Ou mudas de vida aos trinta ou vais continuar a ser um falhado. A ideia é repassada de mansinho entre conversas sobre empreendedorismo, sucesso e ideias feitas sobre o que deve ser o estado social. Aos trinta temos de nos saber afirmar, que é como em diz ser dinâmicos e vender a banha da cobra. A família pergunta quando vamos casar, afirma que já estamos em idade de ter filhos, que aos trinta já tinham casa própria, etc. E mesmo que hoje as convenções, o desenvolvimento de uma pessoa, as prioridades tenham mudado e os sonhos tenham mudado, a verdade é que este tipo de pressão encontra sempre espaço para se instalar. Já o mercado de trabalho olha para os trinta como uma pessoa alérgica a amendoins olha para uma barra energética. Com um olhar desconfiado, algum nojo e apreensão. Não ajuda pessoal!! Sim, confesso, entrei nos trinta em crise, em descrédito, a equacionar tudo e todos, devido às excessivas mudanças, aos demasiados clichés, às conversas fúteis, às pressões, aos sonhos que nunca pensei deixar para trás. Mas a verdade é que dois anos depois, a vida tem-me ensinado a encontrar o equilíbrio entre a responsabilidade madura e a personalidade sonhadora que sempre fez parte de mim. Apesar da moda de hoje ser a de agradecer tudo e mais alguma coisa, a verdade é que eu não agradeço os tombos que os iniciais trinta me deram, mas sei que tudo aconteceu para que o meu processo de aprendizagem fosse maior. Não agradeço, mas sei que tudo fez sentido e que tudo faz mais sentido hoje e que mais tombos irão aparecer pelo caminho. Por isso, concentro-me no que é bom, mas também no que é mau. Concentro-me em valorizar o que fiz bem mas também o que fiz de errado. Acima de tudo, julgo que o mais importante foi descobrir que não faz mal repensar sonhos, repensar objectivos de vida, que é importante saber parar para depois seguir em frente ou para os lados, ou para trás, ou para onde quisermos. O importante é termos a autoconfiança para impor o nosso caminho, mesmo que esse percurso se faça lentamente na calmaria dos dias, ao ritmo pessoal.
 


Bolo Victória (com um twist)
Ingredientes
225gr de açúcar
1 colher de chá de açúcar baunilhado
225gr de manteiga
225gr de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de café de canela
1 colher de café de cardamomo
4 ovos
leite (se necessário)

Cobertura de Chocolate Negro
Ingredientes
150gr de chocolate negro
100ml de natas para bater

Pré-aquecemos o forno a 180ºC. batemos a manteiga e o açúcar, até obtermos um creme fofo e pálido. Adicionamos o açúcar baunilhado. Aos poucos misturamos os ovos com o creme de manteiga. Envolvemos a farinha, o fermento, a canela e o cardamomo* com uma colher grande de metal até todos os ingredientes estarem bem envolvidos (ter cuidado para não misturar em demasia). Caso seja necessário soltar um pouco a massa obtida, juntamos um pequeno fio de leite. Deitamos a massa numa forma previamente preparada (ou em dividimos a massa por duas formas). Levamos ao forno aproximadamente 35 minutos, ou até o bolo estar dourado e bem cozido. Deixamos arrefecer na forma durante cinco minutos e desenformamos sobre uma grelha. Quando estiver bem frio, recheamos o bolo. Habitualmente, o Bolo Victória é recheado com natas, compota de morango e/ou frutos vermelhos. Contudo, esta minha versão foi recheada apenas com compota de amora (não muito doce), geleia de marmelo. A terminar com uma cobertura de chocolate. Para a cobertura, partimos o chocolate negro em pedaços para dentro de uma taça que possa ir a banho-maria. Depois de o chocolate derreter juntamos as natas e mexemos bem até ficarem incorporadas. Deixamos arrefecer antes de usar.

*Habitualmente, o Bolo Victória ou Bolo Esponja não leva qualquer especiaria. Contudo, tendo em conta que este bolo foi confeccionado para uma data especial, em pleno Inverno, achei por bem adicionar um pouco mais de calor e de acolhimento. Para tal, usei especiarias fortes como a canela e o cardamomo, que a meu ver transmitem uma sensação de conforto em família. 






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