Bolachas de Chocolate e Coco para receber o Outono

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Voltou a cheirar a castanhas assadas, a chá quente em cima da mesa, a lãs quentinhas que abraçam o corpo, a assados no fogão a lenha, ao café de cevada, à geada a cobrir os prados, aos bolos quentes com grossas fatias de queijo a derreter, a bagos de romã com açúcar, a lenha seca pronta a arder, às lareiras de natal, ao azevinho repleto de bolas vermelhas. Voltou a cheirar a Outono, com tudo aquilo a que tenho direito e gosto. Voltou finalmente a estação que eu adoro, que me faz querer abrandar e recolher no conforto da casa e junto das pessoas que me aconchegam.



E nem as noites escuras e longas conseguem retirar todo este romantismo ao Outono. Só adensa a vontade de acariciar o corpo e a alma com a luz das lareiras, a luz dos preparativos para as festividades que se aproximam, a luz de tudo aquilo que vem por bem, a luz das memórias de um Verão que este ano foi tão longo.


Voltou o Outono. E eu não podia estar mais contente. 




Bolachas de Chocolate e Coco

Ingredientes
3 colheres de sopa de oleo de coco
1/2 chávena de açúcar
1 ovo
2 colheres de chocolate em pó
2 1/2 chávna de farinha


Pomos o oleo de coco e o açúcar numa caçarola. Levamos a lume brando e deixamos derreter até o açúcar dissolver. Deixamos arrefecer. Juntamos o ovo e mexemos bem com uma colher de pau. Peneiramos o chocolate e a farinha para a caçarola e mexemos até os ingredientes estarem ligados. Colocamos a massa numa superfície ligeiramente polvilhada com farinha e amassamos ao de leve. Cubrimos a massa e guardamos no frigorífico durante 15 minutos. Estendemos a massa até ficar com 5mm de espessura. Cortamos as bolachas com o auxilio de um cortador de bolachas. Colocamos num tabuleiro, previamente preparado. Levamos ao forno a 190ºC durante 15 minutos, ou até estarem dourados.



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Pêras Assadas para lambuzar o Outono

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Correr. Tem sido o verbo mais presente na minha vida nos últimos meses. Correr para o trabalho, correr para os projectos pessoais, correr para a família. Malabarismo. Tem sido a actividade secundária associada às rotinas do dia-a-dia. Parece que há sempre uma quantidade louca de tarefas a multiplicarem-se, a exigirem equilíbrio, a pedir que sejam concretizadas com a máxima brevidade e excelência. Parece que ultimamente a matemática diária se desnorteou. Quanto mais subtraio, mais elevada é a soma de coisas por fazer. Com esta correria, só sei que o final do ano se aproxima a passos largos e toda a gente me bombardeia com o Natal. 2017 podes voltar ao início? Quase que apetece questionar.




Tenho seguido alguns blogues que estão a trabalhar a questão do Slow Living, uma maneira de estar na vida muito em voga nos dias de hoje. Com estas leituras, com a partilha de histórias às vezes tão pessoais, apercebo-me que há sempre solução para esta minha correria, para este meu queixume. Talvez uma maior organização. Talvez a necessidade de aprender a usar mais vezes a palavra não. Talvez a urgência de estabelecer prioridades e perceber o que realmente me interessa.




2017 até pode estar a ser frenético, mas tem sido um óptimo companheiro de reflexão. No meio da correria, tem sido esse trabalho que tenho vindo a privilegiar. Reflectir, encontrar o que é tóxico na minha vida, descobrir o que não quero que transite para 2018, privilegiar os momentos em que a calma se instala e vejo com clareza as pessoas boas que me rodeiam. É tão importante, mas tão importante reflectir, não deixar que a correria seja apenas uma coisa consumista, capitalista desnorteada, sem luz ao fundo do túnel.  









A receita que hoje partilho, enquadra-se perfeitamente nesta reflexão que tenho tecido. Mesmo que a correria se instale, é necessário manter os pequenos prazeres da vida, com momentos simples, neste caso, com sobremesas sem grande floreados que preenchem a alma.

Pêras Assadas com Cardamomo, Mel e Vinho do Porto

Ingredientes
6 a 8 pêras rocha maduras mas firmes
5 c. de sopa de mel
1 c. de sobremesa de cardamomo
Vinho do Porto Branco

Pre-aquecemos o forno a 180ºC. Lavamos muito bem as pêras. Secamos com um pano de cozinha e cortamos as pêras ao meio longitudinalmente. Colocamos a fruta um tabuleiro e juntamos o mel, o cardamomo. Com as mãos esfregamos o mel e a especiaria na fruta. De modo a que estes ingredientes se entranhem bem nas pêras. Adicionamos o Vinho do Porto, de maneira a que metade das pêras fiquem submersas. Levamos ao forno durante 15 minutos. Retiramos do lume, viramos as pêras ao contrário e regamo-las com o molho. Voltamos a colocar o tabuleiro no lume por mais 20 a 30 minutos, até as pêras ficarem macias e o molho reduzido a um xarope.




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Crumble de Maçã, Morango e Framboesa

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Comecei a escrever este post no domingo de manhã. Aproveitando a tranquilidade da casa, sentei-me com o computador à frente da televisão. Com o ritmo que tenho levado, nem sempre tem sido possível manter-me atualizada com calma, sem ser a saltar de link para link. Quando dei por mim estava a escrever sobre o Ofélia (a tempestade) e sobre como tem sido difícil ver a natureza mingar no interior à falta de água, ou como tem sido imperativo tomar comportamentos racionais deste bem tão precioso. A verdade é que ainda estava longe de ter conhecimento das chamas se iriam instalar em todo o país. Os meios de comunicação eram ainda parcos em informação sobre esta matéria.




Cresci no campo e sou do campo, do meio da natureza. Sempre tive orgulho das minhas raízes agrícolas e mais do que orgulho, gosto desta minha realidade. Acho que só descobri isso mais recentemente, depois de ter vivido fora do meu campo. Às vezes precisamos de distanciamento para reflectir e descobrir o que nos preenche a alma. Tem sido maravilhoso regressar, sentir o meu corpo a adaptar-se a cada ciclo da natureza, sentir a paz que é chegar a casa ao final do dia. Ver as caras familiares, falar com os vizinhos. Deitar mãos à terra quando é preciso aliviar o stress, ou simplesmente porque a mãe natureza pede tratamentos e mimo. Passear com a CãoMiúda, o mais recente membro da família. Sentir as pessoas atarefadas nas rotinas agrícolas. Sentir a vida.


Mas este privilégio (pelo menos assim o sinto) é por vezes também uma forma de viver de coração nas mãos, em sobressalto, à espera que o sino da igreja toque a repique, ou que o fumo nos acorde dos sonhos mais profundos. Em cada Primavera, Verão e Outono (e têm sido cada vez mais secos, mais agrestes e mais violentos), vivemos de olhar sobre o horizonte. E de telemóvel pronto a acudir quem nos é querido. Este ano, o perigo andou sempre longe. Mas são tantas as histórias, tantos os rostos familiares atingidos. Ainda faltam palavras para decrescer o que vai na alma. Se bem que às vezes, não são necessárias palavras, o silencio é a melhor forma de gerir o indigerível. Hoje sei que não faz sentido falar do Ofélia, se calhar com a cacofonia que vai nos meios de comunicação também não faz sentido falar seja do que for. Talvez o melhor seja mesmo manter o silêncio. 








Crumble de Maçã, Morango e Framboesa
Ingredientes
50g de manteiga
100g farinha de trigo sem fermento
50g de farinha de aveia
500g de maçã descascadas e cortadas aos pedaços
500g de morangos
250g de framboesas
150g de açúcar mascavado

Numa frigideira, levamos ao lume a maçã, os morangos e as framboesas. Deixamos saltear em lume forte durante cinco minutos. Entretanto numa tigela juntamos as farinhas, o açúcar e a manteiga. Amassamos até obtermos uma massa granulada, uma espécie de areia. Num tabuleiro de ir ao forno, colocamos a fruta salteada e parte do molho que resulta do saltear. Por cima colocamos a massa granulada. Levamos ao forno pré-aquecido a 200ºC entre 30 a 30 minutos. Quando a massa apresentar uma cor dourada e cozida retiramos o tabuleiro do forno. Servimos com gelado, ou iogurte e regamos com a parte do molho de frutas que reservámos.








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"Pastelar" ou não "pastelar" - Seis dicas básicas

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Só muito recentemente, talvez de há cinco anos para cá é que comecei a me interessar por passar horas e horas na cozinha a preparar bolos. Sim, eu sou mais bolos,  e bolachinhas, e tartes, e queques, quiches doces e salgadas, e cupcakes, e por aí fora... É tão bom reunir as pessoas à volta de um piquenique, ou de uma mesa festiva. Contudo, apesar de ter descoberto este gosto, a verdade é a minha experiência ou sabedoria na área de "pastelar" é muito pouca ou nenhuma. Desconheço imensas técnicas, não sei preparar receitas muito elaboradas e o básico desta área às vezes soa a desafio complicado. Por isso, e como gosto muito desta área (cada vez mais) leio muito. Desde revistas da especialidade, a enciclopédias antigas da mãe ou da sogra. Ultimamente graças ao canal 24Kitchen são muitos os truques que vou apanhando com os grandes chefs.


Hoje partilho convosco seis dicas para quem se está a iniciar na área de pastelar. São seis dicas que não vão fazer de vocês pasteleiros profissionais, mas que fazem toda a diferença na hora de preparar um singelo bolo familiar, um bolo de aniversário ou um bolinhos para um piquenique. São seis dicas que ao longo dos anos, e sem me aperceber me foram passadas pela mãe e que agora consolidei como conhecimento depois de pesquisar muito sobre este tema.

1 - Usar ingredientes à temperatura ambiente e não à temperatura da refrigeração do frigorífico. Por exemplo, a manteiga deve estar suave o suficiente para conseguirmos enterrar um dedo na mesma.

2- Adicionar um ovo de cada vez e bater a cada adição. Isto permite que os bolos apresentem uma melhor textura. Outro truque passa por, se tivermos uma receita que leva muitos ovos, a cada adição devemos juntar um pouco de farinha.

3-  Atenção à rapidez com que trabalhamos a massa. Quando nos aproximamos do fim da receita devemos redrobar a rapidez com a terminamos. Isto porque qualquer agente de crescimento (como as farinhas autolevedantes, o fermento, etc) começam a operar assim que entram em contacto com os ingredientes molhados. Por isso, devemos sempre apressar-nos a colocar a massa no forno.



4- Usar a prateleira média do forno. Isto se estivermos a usar um forno convencional.

5- Não devemos abrir o forno até ter passado dois terços do tempo indicados na receita, pois isso pode afectar a estrutura do bolo, nomeadamente fazê-lo colapsar.

6- A melhor forma de perceber se um bolo já está no ponto é usar a técnica do palito 5 ou 10 minutos antes do tempo da cozedura indicado na receita.
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Outubro TO DO LIST

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Outubro chegou com a força de um Verão tardio e a preguiça de um Outono que não ainda não percebeu que já está na sua hora. Talvez sinais dos tempos, de um aquecimento global por nós (humanos) provocado e que continua a roubar-nos paz de espirito e estações do ano. Mas não nos deixemos abalar, que de certeza que ainda haverá muito Outono para aproveitar. Apesar de por estas bandas termos começado o novo mês na praia, de biquini vestido, sabemos que dentro em breve estaremos a transitar para roupas mais tapadinhas.  E assim que o frio se instalar há toda uma lista outonal a que dar resposta.



  • Calçar as botas e saltar por cima de montes de folhas secas de todas as cores e feitios. Um clássico do Outono, é certo, mas sempre indicado para recuperar a criança dentro de nós e revitalizar o bom humor.
  • Preparar uma Tábua de Queijos Outonal para os amigos. Como a Tábua da Inês, do blogue Ananãs e Hortelã. A Inês tem sempre um trabalho inspirador, por isso passem pelo blogue e fiquem rendidos.
  • Começar a ir para a cama mais cedo, numa antecipação da nova hora e da falta de luz que já se vai sentindo.


  • Retomar os pequenos-almoços na cama, repletos de cor, mas também de muita preguiça. Voltar a vestir a cama de lençóis quentes, confortáveis.
  • Aproveitar para introduzir em casa o tão falado Hygge. Cuidar da iluminação para que seja mais acolhedora, ter sempre uma banda sonora convidativa, espalhar flores frescas pela casa, preparar sempre com cuidado a mesa para conseguir aquele toque especial na altura de receber as pessoas.
  • Plantar bolbos e mais bolbos no jardim, para garantir que a primavera seja bem floreada. Continuar a construir os canteiros suspensos, para na Primavera iniciar uma pequena horta. 
Nota: A primeira foto é da autoria do blogue Ananãs e Hortelã e a segunda foto tem direitos reservados, uma vez que foi encontrada na intenet sem nome de autor associado. 


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Livros para conservar o Verão

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Mudar-me para o campo e encontrar as minhas raízes, fez me perceber que o início do Outono é mais do que as folhas ficarem castanhas, o tempo ficar esquisito e ser obrigada a arrumar em caixotes as roupas de Verão. Início de Outono é acima de tudo a época ideal para conservar o Verão em frascos, de modo a aproveitar as oferendas que tão generosamente a mãe natureza nos concede no Verão. Basta recorrermos a estes frascos no Inverno para confortámos a alma com as melhores lembranças da estação quente, e recordarmos que tudo é um ciclo equilibrado e que todas as estações do ano são necessárias.

Este ano iniciei a construção de canteiros e zonas ajardinadas em redor da casa que aluguei com a família. A experiência é ainda bastante inicial. E nada cresceu este ano, nada de valor a ser mostrado em receita. Mas tem sido um importante início para aquilo que eu espero que venha a ser uma colheita familiar, biológica, equilibrada e para consumo doméstico. Contudo, eu sou de facto uma sortuda e durante este ano tenho beneficiado da generosidade dos vizinhos. Abóboras, figos, tomates, pêssegos, ervas aromáticas, abrunhos, maças, pêras, rabanetes, frutos vermelhos, marmelos. Só coisas boas a entrar-me porta adentro. Portanto, nos últimos dias a cozinha tem-se transformado numa verdadeira indústria de conservas. Tem havido doces de diversas frutas, pickles, molhos para usar em receitas salgadas, molhos para usar em tartes doces, ervas aromáticas a juntarem-se a especiarias, etc.

Claro que tão importante quanto os ingredientes, é necessário conhecer as técnicas correctas de conservação destes alimentos. Eu tenho procurado inspiração em diversos blogs, mas especialmente em livros. Nesta altura do ano, existem uns quantas que voltam a ser de leitura obrigatória.

Aqui fica a minha lista para preservar o Verão.




1 - Conservas - Feito em Casa, de James Strawbridge e Dick Strawbridge2 - Conservas, Compotas, Geleias, Pickles e Muito Mais, de Carol Wilson
3 - Drink The Harvest, Making And Preserving Juices, Wines, Meads, Teas, And Ciders, de Deneice C. Guest e Nan K. Chase
4 - Como Cuidar da Sua Horta Mês a Mês, de Karen Liebreich, Annette Wendland e Jutta Wagner
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