Bolo de cenoura, canela e cardamomo

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Penso que já esgotei a minha cota parte de posts sobre o Outono. Mas vá lá, permitam-me voltar a tocar no assunto. O outono começa hoje. Oficialmente, a sua entrada ocorre às 15h21. É o que diz o site do Observatório Astronómico de Lisboa. Muitos dizem que se trata de uma estação propícia às depressões, à queda de cabelo, aos maus humores matinais devido à baixa de temperatura, aos maus humores ao final do dia devido ao anoitecer mais cedo. Eu entendo que o Outono não seja visto com bons olhos. Os dias ficam mais curtos e esta incisão de horas de luz tem uma influência tremenda no nosso corpo e em todas as substâncias que ele produz para andar equilibrado. Eu que tanto gosto do Outono, talvez a minha estação favorita, também houve tempos em que senti essa influência pesada. Ainda hoje, sei que as minhas defesas se ressentem quando se instalam os tons outonais. E como o importante é nos conhecermos bem, a nível físico e psicológico, sei sempre que devo reforçar os cuidados com a alimentação, ingerir algum suplemento que possa melhorar a minha resistência e claro reforçar as gargalhadas, os jantares com os amigos e família, as caminhadas ao ar livre.

Apesar destas alterações, não consigo olhar para o Outono como o mau da fita. Antes pelo contrário, ele faz parte do equilíbrio, faz parte da pausa necessária para que os campos possam na Primavera voltar a florir, obriga-nos a abrandar para que consigamos 100% de vitalidade no Verão. Sei que às vezes é difícil encarar esta pausa como uma benesse, tal é o ritmo que hoje em dia levamos. Mas acho que nos devíamos perguntar: se a natureza abranda para que se mantenha em equilíbrio, porque nós humanos não fazemos o mesmo? Sim, eu sei. Temos de manter os empregos, cuidar da família, cuidar da casa, sonhar e trabalhar para concretizar os sonho, mas…..às vezes penso se não há uma maneira mais saudável de manter isso tudo mas em equilíbrio com o ritmo da mãe da natureza. Confesso que ainda não encontrei respostas, mas isso não me via impedir de aproveitar em pleno o Outono.




Bolo de Cenoura, Canela e Cardamomo
Ingredientes
350gr de puré de cenoura
3 ovos
200gr de açúcar amarelo
50ml de leite
350gr de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de café de canela
1 colher de café de cardamomo

Descascamos as cenouras e cozemos até que fiquem macias. Escoamos a água e trituramos até obter um puré. Deixamos arrefecer. Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Numa taça misturamos o açúcar, os ovos e batemos até que esteja tudo bem ligado. Juntamos o puré de cenoura arrefecido e o leite. Voltamos a mexer bem. Adicionamos lentamente a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela e o cardamomo. Continuamos a bater até incorporar bem todos os ingredientes. Deitamos a mistura na forma de bolo previamente untada. Levamos ao forno durante 35 a 40 minutos ou até que o bolo fique dourado e fofo ao toque. Deixamos arrefecer os bolos na forma durante uns minutos antes de colocarmos numa grelha de arrefecimento.







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Tostas de Queijo, Uvas Assadas e Mel

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Regressar é o verbo que impera no mês de setembro. Há muito que deixei os estudos regulares e que abandonei o ano lectivo para adotar o ano civil. Todavia, há uma mística que reside em Setembro, que associa este mês aos regressos. Retomo o trabalho, incorporo novamente horários fixos nas rotinas do dia-a-dia, refaço planos para tentar cumprir os desejos de ano novo, volto a encadernar livros (agora para os mais pequenos da família), regresso à necessidade de mudar os modelitos no guarda-roupa. E acima de tudo, volto ao fastfoward, às milhentas tarefas, ao "cruisedescontrol".









Se por um lado sabe bem regressar a casa, aos cheiros familiares, à confusão da minha cozinha, por outro lado é bastante triste abandonar as refeições calmas, em que podemos ficar à mesa o tempo que acharmos conveniente à partilha de histórias, de gargalhadas e de bons humores. Sinto, principalmente, falta dos pequenos-almoços demorados, nos quais perco a noção do tempo, da data que figura no calendário e me deixo apaixonar pela vida vezes sem conta. Setembro é assim um misto entre a vontade de retomar os hábitos e o desejo de viver sem relógio. Cá por casa o direito a férias só será confirmado daqui a um ano. Portanto, é importante enganar as saudades com refeições redobradas de cuidados, nos momentos em que for possível.




Tostas de Queijo, Uvas Assadas e Mel
Ingredientes
Óleo de girassol puro (para untar)
Cachos de uvas
Queijo-creme (tipo Philadelphia)
Fatias de pão (de boa qualidade)
Mel
  
Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Untamos uma assadeira com óleo de girassol. Em seguida, colocamos pequenos cachos de uvas na assadeira e regamos com mel. Assamos as uvas durante 20 a 25 minutos, até a pele dos bagos estalar. Reservamos. De forma generosa, espalhamos queijo creme em fatias de pão de boa qualidade. Adicionamos as uvas assadas, permitindo que o sumo escorra para o queijo. Regamos com mais mel. Comemos imediatamente.


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Molho de Tomate Caseiro

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Cá em casa já não me podem ouvir com a conversa do: Sinto que o outono está a chegar. Atiram-me argumentos do género: como podes falar de outono quando estão quarenta graus. Mas não há objecção que me demova desta sensação. Primeiro porque é ordem natural da vida. Se em Casablanca os protagonistas teriam sempre Paris, na vida comum, depois de um Verão, teremos sempre Outono.



Mesmo que os mais antigos digam que as estações do ano ficaram baralhadas desde que o homem foi à lua, mesmo que o São Pedro se tenha esquecido de desligar o aquecimento, mesmo que o meu guarda-roupa possa eventualmente passar de tshirts para camisolas de lã, haverá sempre outono. Sol mais dourado. Check. Posso abrir a persiana do trabalho porque já não bate sol na secretária. Check. Os meus pés já não aquecem durante a noite sem recurso a umas meias fofas. Check. Contra estas provas super científicas não há contra-argumento possível. E porque estou a falar de Outono? Porque temos de aproveitar a réstia de Verão. Contraditório? Nem por isso. 


Embora seja natural este felling, tal como é natural o felling de que a cada dia que passa envelheço, a verdade é que temos cada vez mais de aproveitar o presente. Muito se fala de abrandar, de sentir a vida, de aproveitar o tempo, mas a verdade é que somos constantemente empurrados a pensar à frente, à frente do ritmo natural das coisas. Sinto-me tantas vezes tentada a isso. No entanto, a verdade é que ainda há tanto verão sumarento para saborear. Os jardins continuam híper coloridos, das hortas continuam a brotar legumes suculentos, ainda sabem bem os mergulhos na piscina descoberta e, não estivesse já eu a trabalhar, os chinelos de dedo não me saiam dos pés. Fall is coming but summer is still here. Assim sendo, esta receita ainda sabe, cheira e tem textura de verão, mas pode ser já um bom começo para prepararem as conservas de outono.

Molho de Tomate Caseiro
Ingredientes
1quilo de tomates (bem maduros)
2 cebolas grandes
4 colheres de azeite
50ml de água
Sal (a gosto)
Pimenta preta (a gosto)
Oregãos secos (a gosto)


Descascamos as cebolas e cortamos em pedaços grandes. Lavamos os tomates e cortamo-los grosseiramente. Juntamos numa panela. Acrescentamos o azeite, a água e os temperos (sal, pimenta e orégãos). Levamos a lume médio durante trinta minutos, até levantar fervura e o tomate fiar meio desfeito. Trituramos com a varinha mágica até obtermos um puré grosso. Verificamos os temperos. Voltamos a colocar a panela ao lume, agora lume brando, e deixamos apurar durante mais 20 minutos. Guardamos em frascos esterilizados no frigorífico, até um mês ou em sacos de congelação, até um ano.



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Brownies Fofos de Chocolate Negro e Framboesas

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A cada pausa no trabalho, decido sempre que me vou dedicar mais ao blogue, aos projectos pendentes que de tão inspiradores não deviam estar parados, à escrita, à partilha cibernética de coisas boas. Mas a cada pausa, a vida parece impor-se, parece que exige que eu a sinta em pleno, sem restrições virtuais. Claro que eu lhe faço a vontade e deixo-me ir ao sabor do que ela sugere, dos passeios que propõe, das amizades que renova, dos sítios com que me quer inspirar. Acreditem não há melhor sensações do que a de sentir que se está a viver.




Nestas férias, que terminaram hoje, regressei a lugares onde já tinha sido muito feliz, conheci chefs jovens que conversaram comigo debruçados sob o balcão do restaurante e me confiaram os seus segredos, conheci um pouco mais deste país que tanto adoro e que é meu, chapinhei que me fartei com a mais pequena da família, "piqueniquei" imenso e descobri que quero mais disto todos os meses sem a pressão das rotinas. Também houve espaço para descobrir novos sabores, novos restaurantes maravilhosos, novas receitas e tempo para repetir as receitas favoritas. Este verão, e desde que começou a temporada das framboesas, houve uma receita que foi repetida vezes sem conta e quase todas as semanas nos lambuzámos com esta pequena delicia. E vocês, que receitas marcaram o vosso verão?


Brownies Fofos de Chocolate Negro e Framboesas

Ingredientes
200gr de chocolate negro (minimo 70% de cacau)
175gr de manteiga
100gr de açúcar refinado
130gr de farinha com fermento
100gr de framboesas
3 ovos

Pré-aquecemos o forno a 170ºC. Colocamos o chocolate e a manteiga numa taça resistente ao calor sobre um tacho com água quase a ferver. Atenção que a base da taça não deve tocar na água. Deixamos ficar até que o chocolate esteja derretido e macio. Retiramos do calor e adicionamos o açúcar. Envolvemos, até que este fique bem incorporado. Adicionamos a farinha e mexemos até que os ingredientes fiquem bem ligados. Acrescentamos os ovos e misturamos até obtermos uma massa espessa e macia. Por fim, juntamos as framboesas, previamente lavadas, à massa. Com a ajuda de uma colher, deitamos a mistura no tabuleiro, previamente preparado, e levamos ao forno durante cerca de 30 - 35 minutos, ou até ficar com uma aparência escamosa por cima mas macia no centro. É preciso algum cuidado para que os brownies não cozam excessivamente. Deixamos arrefecer. completamente antes de servir ou provar.


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Três praias fluviais muito especiais

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Se por um lado é inevitável associar as imagens de praias de areia dourada e mar às férias de Verão, por outro lado cá por casa gostamos de aproveitar a pausa estival para conhecer o interior que tanto adoramos. Deixamo-nos encantar pelos pinhais verdes que alternam com o amarelo dourado dos campos agrícolas em descanso. Deixamo-nos embalar pelas curvas das estradas nacionais, pelas noites estreladas com banda sonora das cigarras. Deixamo-nos enfeitiçar pelas histórias ricas de quem conhece as regiões, os mitos e as lendas. E neste interior que tanto amamos existe outro tipo de praias, as de água doce, repletas de rochedos e de águas límpidas que enregelam os ossos mas retemperam a alma. Ainda andamos à descoberta, porém felizmente cá em casa temos sido brindados com revelações fantásticas neste campo. Agradam-me as praias que oferecem qualidade e apoio aos banhistas mas que ao mesmo tempo conseguem manter quase intacta a sua imagem natural. Para já, estes são os três sítios que me inspiraram a umas braçadas memoráveis.

Praia Fluvial de Loriga


Subindo a Serra da Estrela, desde a cidade de Seia em direção à aldeia de Loriga, encontramos este pequeno tesouro do Parque Natural. Rodeada de vegetação e de imponentes rochedos graníticos, esta praia oferece uma verdadeira piscina de água cristalina, uma espécie de varanda suspensa nas alturas com vista privilegiada para os relevos intensos da serra. Apesar de alguma intervenção humana para garantir condições de segurança, esta é uma praia que mantém as suas características naturais. A água gélida pode assustar os mais friorentos, mas acreditem depois de habituar o corpo, vale bem cada mergulho, cada braçada. Talvez tenham a sorte de estarem a nadar e ver os pastores a passarem com os seus rebanhos. Uma imagem tão rara para quem mora na cidade. Para quem gosta de aliar os mergulhos às caminhadas pedestres, este sítio é o indicado, pois são várias as rotas na região. De salientar também, a vigilância da praia, o bar de apoio e as casas de banho. Algo bastante importante, uma vez que a aldeia de Loriga ainda fica afastada alguns quilómetros desta praia.













Praia Fluvial do Piódão


Chegar à aldeia do Piódão é uma verdadeira aventura. As estradas sinuosas e estreias, edificadas em escarpas altíssimas, não deixam ninguém indiferente. Foram várias as vezes que estremeci ao cruzar-me com carros que seguiam no sentido oposto. Pensei sempre, como vão caber aqui dois carros? A verdade é que, apesar da desafiante paisagem, há espaço mais que suficiente para uma condução segura. Para além da adrenalina ao volante, a primeira imagem da aldeia não desiludo. As casas de xisto empoleiradas serra acima cativam o olhar e inspiram a caminhadas, a conversas com os habitantes locais e a provar os petiscos da terra. Como a última visita ocorreu em pleno mês de Agosto, acabei por experimentar a Praia Fluvial da aldeia. Vestimos os fatos-de-banho respetivos,  de forma indiscreta dentro do carro e refrescámos o corpo naquelas que considero as águas mais frias em que alguma vez meti o meu corpinho. Os meus pulmões recusaram-se a respirar, o coração acelerou de forma desenfreada e o meu corpo tornou-se leve muito leve. Quase que parece a descrição de uma hipotermia, mas foi mesmo isto que senti durante alguns minutos, até conseguir habituar o corpo àquela temperatura. Esta praia, também de águas cristalinas que provém de nascentes no cimo da serra, assemelha-se a uma piscina de jardim, nota-se que é um espaço mais intervencionado. No entanto, tendo em conta que  foi construído recorrendo aos materiais característicos da aldeia, mais a envolvência natural que foi mantida, este espaço parece bastante bem enquadrado. Apesar de improvisada, o primeiro mergulho nesta praia foi muito especial. Uma vez que a maior parte dos turistas se concentram no centro da aldeia ou na Praia Fluvial de Foz D'Égua (local muito próximo do Piódão), este foi um mergulho apenas a dois, sem mais ninguém nas redondezas. Foi uma descoberta verdadeiramente romântica.



Paia Fluvial de Folgosa






É a única praia fluvial do concelho de Castro Daire. Pelo menos foi essa a informação que me disponibilizaram. E acreditem, este concelho do interior não necessita de mais nenhuma. A Praia Fluvial de Folgosa conquistou-me à primeira vista. Situada às portas da cidade de Castro Daire, este é ainda um sítio bastante isolado, encaixado num vale onde impera o silêncio que apenas é quebrado pelos veraneantes. O Rio Paiva, um dos mais limpos da Europa, flui livremente pelas margens, repleto de peixes, que nos tentam "beijar" os pés. É possível passear pelas suas margens e ouvir o som da água a correr, vislumbrar pequenas quedas de água, sempre imbuídos de uma serenidade genuína. Tirando um pequeno pontão em cimento, criado pelo ser humano, que permite uma represa em jeito de piscina fluvial, tudo o resto é completamente natural. Para os que preferem não se aventurar, o leito tem uma extensão enorme onde é possível "ter pé". Zona completamente indicada para as crianças e para os pais que queiram passar um dia sossegados. Mas para os mais aventureiros, esta praia também se adequa. Basta dar umas braçadas mais longas e subir o rio, fugir aos restantes turistas e encontrar um local ainda mais sossegado, mais secreto. Pode ser um rochedo no meio do rio a servir de ilha ou outras represas que vão aparecendo no caminho. Também os barcos de borracha permitem explorar melhor estas margens tão ricas. De salientar, que apesar do isolamento, os veraneantes encontram aqui infraestruturas de apoio como casas-de-banho e um bar onde é possível alugar espreguiçadeiras.



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(Espécie de) Gelado Perna-de-Pau

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Os dias de pausa já começaram. Finalmente!!!! E embora os dias de férias propriamente ditas ainda estejam longe do horizonte, os planos familiares, principalmente com a mais pequenita, já começaram. Já houve mergulhos em águas paradas e frias, já houve desafios de jogos de tabuleiro, lanches divertidos. Claro que está, nada de sestas depois do almoço tal como eu almejava. Isso está oficialmente fora dos planos (que eu não controlo). Mas atenção não me queixo, ter tempo para a familia, para fazer as rotinas com mais calma, ou mesmo encaixar novas actividades nas rotinas é um privilégio. Um dos sitios que temos habitado com gosto é a cozinha. A mais pequena perguntou-me se podiamos confeccionar um gelado. O que é que acham? Férias pedem gelado certo? Fomos à frutaria preferida da cidade e comprámos a sua fruta favorita: morangos. Da confusão da cozinha surgiu uma espécie de Gelado Perna-de-Pau, sem chocolate. Lambuzámo-nos, é só o que posso dizer. Eu gostava que tivessem "ouvido" isto da boca da mais pequena, mas quando lhe pedi para ser ela a escrever este post a resposta saiu-lhe da boca prontamente: Não, nem pensar! Consegui convencê-la a transpor para o "papel" a receita que de forma intuitiva preparámos, com as palavras dela. Espero que gostem. Na realidade, esperamos que gostem e que usem esta receita para passarem bons momentos com as pessoas de quem gostam.





(Espécie de) Gelado Perna-de-Pau


Ingredientes
200ml de natas
200g de morangos frescos
100ml de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de açúcar refinado
1 iogurte grego

Preparação:
Bater as natas durante um minuto e a seguir acrescenta-se duas colheres de açúcar refinado. Bater as natas por mais dois minutos até ficarem firmes. Colocamos as natas no frigorífico. Depois acendemos o fogão e num tacho juntamos os morangos e o açúcar amarelo. Em lume médio, deixar o açúcar derreter e os morangos libertarem o seu sumo e ficarem mais macios. Trituramos os morangos. Voltamos a pô-los ao lume até o liquido reduzir. Convêm ir mexendo para a mistura não colar à taça. Deixamos arrefecer. Voltamos a pegar na taça das natas, e juntamos o iogurte grego. Quando a mistura dos morangos já não estiver muito quente pegamos nas formas e vamos enchendo-as, alternando as natas com os morangos.




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