Tarte de Chocolate, Pêra e Requeijão

Uma partilha
Hoje o post vai ser curto. Porque o que interessa mesmo é que a receita seja a protagonista. Há umas semanas largas partilhei foto desta tarte no Instagram e não estava à espera de tão positivo feedback. Ao contrário do que acontece com imagens de outras receitas, recebi imensas mensagens privadas a pedirem-me a receita. Não imaginam o quanto isso me deixou alegre. Mas mais do que alegre, também fiquei com a ideia (clara) que somos todos uma cambada de gulosos. Nunca obtenho tantas interacções com a partilha de receitas de sopa. Ai Sopa, vamos é passar à sobremesa.


Escrevo estas palavras com um sorrio estampado na cara e sem ponta de malícia. Eu acuso-me como gulosa incorrigível. Adoro comer, principalmente se estivermos a falar de sobremesa. Tal como diz a frase que roda e roda nas Redes Sociais: A vida é curta, há que comer a sobremesa primeiro. Confesso que às vezes gostava de não ser assim uma papona. A minha balança ia agradecer. Mas o que é que querem? Eu já disse que gosto de comer, não já??!

Não sei porque fiquei surpreendida com a avalanche de mensagens que recebi. Afinal de contas, o que há para não gostar na junção de chocolate com pêra? Só dizer Chocolate e Pêra soa bem, soa a: dá-me mais uma fatia, que uma não chega. Mas atenção. Porque esta receita é um verdadeiro pecado, só tem direito a ela quem efectivamente comer a sopa primeiro. Porque o Reservatório de Sensações até pode ser guloso, mas não pretende contribuir para a obesidade mundial.

Brincadeiras à parte, espero que gostem desta receita, tanto quanto eu gosto e a partilhem com os vossos familiares. Já agora, obrigada a todos que me enviaram mensagens, é sempre bom saber que salivam com as minhas singelas imagens. Na realidade, vocês é são o mimo mais doce.



Tarte de Chocolate, Pêra e Requeijão
Ingredientes para a massa areada:Adaptado do livro Receitas Tipos de Massas e Outras, de Rosa Cardoso (Be Nice, Make a Cake)
275g de farinha s/fermento
100g de açúcar
150g de manteiga em cubos (fria)
2 ovos
raspa de limão

Ingredientes para o recheio:
2 pêras grandes
100g de açúcar
3 ovos
75g de farinha com fermento
150g de chocolate para culinária de boa qualidade
100g de requeijão de mistura

Modo de preparação:
Colocamos todos os ingredientes (excepto os ovos) num robo de cozinha e picamos até obtermos uma consistência areada. Adicionamos os ovos aos poucos até ficar uma bola. Retiramos do robo de cozinha e amassamos (ligeiramente) numa superfície plana. Envolvemos a massa em película aderente e levamos ao frigorífico durante 30 minutos. Esticamos gentilmente a massa areada com o rolo até ficar com uma espessura aproximadamente de 5mm. Forramos uma tarteira, picamos o fundo com o garfo.

Pré-aquecemos o forno a 160ºC. Derretemos o chocolate em banho-maria. Mexemos de vez em quando. Quando o chocolate estiver derretido e com um aspecto brilhante apagamos o lume. Numa taça à parte, batemos os ovos com o açúcar, até obtermos uma mistura esbranquiçada e fofa. Juntamos o chocolate, aos poucos para equilibrarmos a temperatura. Peneiramos a farinha para a mesma taça e misturamos bem. Adicionamos por último o requeijão e voltamos a mexer bem, para que o requeijão fique bem incorporado e sem grumos. 

Vertemos esta mistura por cima da massa previamente preparada e colocada na tarteira. Fatiamos as duas pêras e colocamos por cima da massa a gosto. Se preferirem, podem cozer as pêras primeiro. Eu gosto delas em cru. Levamos ao forno durante 35 minutos ou até a massa de chocolate estar firme ao toque. Retiramos do forno e deixamos arrefecer antes de removermos da tarteira.


Ler mais

Bolo Simples de Laranja

Uma partilha
Ligar o forno tem sido o antídoto perfeito contra a massa polar que veio da Islândia. Contudo, todos os anos é assim. Com Outubro chega também a febre de aquecer a casa com sabores de conforto, com cheiro a família reunida à mesa. Portanto, com ou sem invasão de frio estrangeiro, início de outono significa sempre nova vida para o forno. As travessas de assados sucedem-se, a granola deixa de ser uma excepção para ser uma presença obrigatória na vida, e os doces ganham uma consistência quente que confere comodidade aos dias mais escuros. É curioso perceber como tudo muda com a chegada de uma nova estação, mesmo a própria alimentação. Todos nós (bloggers de comida) falamos desta questão da comida de conforto. É inevitável. Esta não é a primeira vez que refiro o assunto e não será a última. Porém, este ano a comida de conforto está a ter para mim um papel especial.





Como já partilhar noutros posts, eu que sempre adorei o ciclo natural da alteração de estações, tenho sentido alguma dificuldade em adaptar-me a este novo Outono. Quero continuar a ter dias longos e luminosos. Talvez a culpa tenha sido da Europa, que me iludiu com a probabilidade de não mudança de horário. Eu nem percebi muito bem (confesso) o que proponham, porque no meu cérebro apenas figurava uma expectativa: vou continuar a ter dias grandes, vou continuar a poder chegar a casa e jardinar, vou continuar a fazer caminhadas longas com a cãomiúda. Mas entre expectativa e consequente desilusão, tenho afogado as mágoas em comida calorosa. Por favor, não o digam à minha nutricionista. 



Atenção eu continuo a gostar do Outono. Quero deixar isto claro, porque o próximo post deste cantinho poderá ser sobre as maravilhas do Outono e vocês ainda vão achar que sofre de alguma bipolaridade temporada. Apenas não estou preparada para menos luz, logo menos actividade. Por isso, em jeito de mimo, a alma tem pedido aconchego e o calor do forno acede a esta solicitação.

Para além dos assados (mais especificamente batata doce assada), o aniversário do pai deu-me a desculpa perfeita para voltar a uma das melhores comidas de conforto do mundo: bolo. Não há nada mais gratificante e alegre do que preparar um bolo para comer em família. Ao longo dos anos tenho preparado muitas receitas doces, muitas sobremesas, bolachas e biscoitos. Receitas que toda a família usufruiu, mas que na maior parte das vezes têm uma implicação directa no blogue ou nas minhas vontades, uma vez que são receitas que pretendo experimentar e partilhar no Reservatório. Portanto, há toda uma satisfação, recompensa espiritual quando apenas preparo um simples bolo, para simplesmente degustar em família, em convívio, em datas especiais.



Todos os anos, no aniversário do meu pai tento passar essa simplicidade para a receita que escolho, até porque ele prefere assim, coisas simples, sem grandes floreados. Contudo, há sempre um pré-requisito, preparar algo com o seu sabor favorito: Laranja. Por isso, de ano para ano tem sido um desafio interessante procurar novas receitas de bolo de laranja. Todos os anos tento fazer algo diferente. A receita deste ano talvez não encaixe na típica massa de bolo de aniversário. Na realidade, o resultado obtido foi o de um bolo para acompanhar chá bem quentinho. Recheei-o com doce de mirtilo caseiro e preparei uma cobertura simples de chocolate negro, que decorei com nozes moídas, amoras liofilizadas e bagos de romã. Foi devorado de pois de uma caminhada de cerca de oito quilómetros. Nunca a simplicidade soube tão bem. O mês de Outubro que começou a correr, acabou, assim, com bolo, família e uma modéstia tranquila. Espero que Novembro e a sua já agenda preenchida, aprenda o que realmente importa e siga esse caminho.
Bolo Simples de Laranja
Adaptado do livro Boa Mesa - Doce Sabores

Ingredientes:
250ml de sumo de laranja
raspa de 1 laranja
125g de margarina
4 ovos
200g de açúcar
400g de farinha
3 colheres de chá de fermento

Modo de preparação:
Numa taça, colocamos a margarina e o açúcar e batemos bem. Adicionamos os ovos, um a um, e entre cada adição batemos bem para que cada ovo fique bem incorporado. Após obtermos uma mistura esbranquiçada e os ovos terem aumentado de volume, adicionamos o sumo e a raspa de laranja. Com cuidado peneiramos a farinha e o fermento para dentro da taça. Mexemos bem até os ingredientes estarem todos ligados. Vertemos a massa numa forma previamente untada. Levamos ao forno, aquecido a 160ºC até o bolo estar cozido. Deixamos estar na forma durante 10 minutos antes de desenformarmos para uma rede para arrefecer completamente.

Nota: Infelizmente, não consegui tirar fotografias ao bolo completamente inteiro. Sendo que a primeira imagem deste post foi tirada depois de o bolo estar pronto e as restantes apenas com as fatias que sobraram. 






Ler mais

Tarteletes de Abóbora e Canela

3 sensações partilhadas

2018 será sempre o ano em que tive a minha primeira horta. Em Abril, os meus pais construíram-me um conjunto de canteiros elevados para me dedicar um pouco à agricultura. Bem, dizer isto desta forma parece um bocado pretensioso tendo em conta a dimensão dos canteiros. São pequenos caixotes onde tenho tido a oportunidade de criar alguns legumes., como Rabanetes, Acelgas, Cenouras e Alfaces .





Como ainda sou novata nestas andanças, pensei que com a chegada do outono e com os dias frescos, que os meus simples trabalhos agrícolas iriam hibernar imediatamente. Mas Outubro é ainda o mês das colheitas. As minhas cenouras continuam a crescer viçosas nos suaves dias de Outono, uma nova série de rabanetes está pronta para ser colhida e pela primeira vez consegui cultivar as minhas próprias alfaces. Estou ansiosa por as colher.


Tenho orgulho neste meu pequeno percurso hortícola. Olho em volta, para os campos vizinhos e percebo que eles estão também nesta fase, na fase de retribuir todo o trabalho que foi investido neles. As colheitas sucedem-se, com especial destaque para as abóboras finalmente douradas, amadurecidas pelos dias de Verão que passaram. 




Olho à minha volta e tenho a sensação que no próximo ano os meus canteiros também se vão encher de abóboras. Sei que não posso criar grandes expectativas, tendo em conta o tamanho diminuto da minha horta e a minha rotina agitada, mas espero ter capacidade para investir na horta e começar a produzir cada vez mais os meus alimentos. É um desejo que tenho para 2019. Ser mais sustentável pode começar neste passo.

Enquanto não tenho as minhas próprias abóboras, delicio-me com as oferendas que me chegam a casa. Na semana passada, uma vizinha ofereceu-me uma abóbora gigante. Segundo ela, era uma abóbora pequenina. Posso-vos garantir que aquele espécime deu para sopa, congelar, doce de abóbora (um dia destes partilho a receita), muffins de chocolate e abóbora, uma tarte e tarteletes…..Portanto, sim, era uma abóbora gigante. Eu fiquei encantada com estas tarteletes maravilhosas. Acho que foram uma grande ajuda, para começar cada vez mais a sentir o espirito de Outono.


 
Tarteletes de Abóbora e Canela

Ingredientes para a massa areada:
Adaptado do livro Receitas Tipos de Massas e Outras, de Rosa Cardoso (Be Nice, Make a Cake)
275g de farinha s/fermento
100g de açúcar
150g de manteiga em cubos (fria)
2 ovos
raspa de limão

Ingredientes para o recheio:

400g de abóbora (já limpa)
2 colheres de sobremesa de canela
3 ovos
200g de açúcar
150g de farinha sem fermento
Raspa de limão


Modo de preparação:
Colocamos todos os ingredientes (excepto os ovos) num robo de cozinha e picamos até obtermos uma consistência areada. Adicionamos os ovos aos poucos até ficar uma bola. Retiramos do robo de cozinha e amassamos (ligeiramente) numa superfície plana. Envolvemos a massa em película aderente e levamos ao frigorífico durante 30 minutos. Esticamos gentilmente a massa areada com o rolo até ficar com uma espessura aproximadamente de 5mm. Forramos pequenas tarteiras, picamos o fundo com um garfo. Reservamos no frigorífico.

Num tacho colocamos a abóbora com a canela, cobrimos com água. Levamos ao lume e deixamos cozinhar até a abóbora se desfazer. Escorremos a água e transformamos a abóbora em puré. Atenção, devemos escorrer o máximo de água possível. Deixamos arrefecer por completo. Numa taça batemos bem os ovos juntamente com o açúcar. Juntamos a farinha e por fim o puré de abóbora. Mexemos bem até que os ingredientes fiquem bem incorporados.

Vertemos o recheio nas formas, já com a massa. Levamos ao forno durante cerca de 35 minutos ou até o recheio estar firme ao toque.



Ler mais
Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial