Requeijão Tostado com Mirtilos

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Ler é um dos meus hobbies favoritos. Quem me conhece sabe que carrego sempre um livro ou outro comigo no meu dia-a-dia. Só hoje no carro ficaram três depositados no banco de trás, depois de lhes ter dado uma vista de olhos enquanto fazia tempo para o trabalho.  Nos últimos tempos não tenho tido grande tempo para ler. Ou melhor, tenho lido muita coisa, mas basicamente literatura relacionada com o curso. Mas adoro perder-me em policiais, antigos e modernos, em romances mais ou menos românticos, nos clássicos. Adoro perder-me nas narrativas complexas de Haruki Marukami, mas consigo relaxar na simplicidade de Agatha Christie. Tudo tem o seu espaço, dependendo também do estado de espirito. O que importa é aproveitar a viagem, e deleitar-me com os cenários que os autores conseguem implantar dentro da minha cabeça. 


Desde que me apaixonei pela gastronomia, percebi que há muita leitura por descobrir neste campo e apercebi-me também como é prazeroso ler receitas. Eu sei, uma receita é uma receita, com indicação de ingredientes, medidas e formas de transformar isso tudo em algo apetitoso. Simples. Mas acreditam que tenho descoberto mundo ao ler receitas? Até há dois anos, três talvez, não fazia a mínima ideias do que poderia ser Ruibarbo, não sabia que o fancy Lemon Curd é tão simplesmente uma coalhada de limão (que, oh meus senhores, já é feita em Portugal há bué….). Se não fossem os livros de culinária talvez nunca tivesse aberto a minha mente para as comunidades vegan, glúten free, healthy. Ler dá mundo. Seja qual for a leitura que adoptemos.

E no que toca a leituras gastronómicas, confesso que adoro pesquisar os livros de apontamentos antigos das mulheres da família. Ok, não sei se posso chamar a isto de livros, mas é tão bom perder-me entre caligrafias à mão, cheiros de outrora e receitas muito curtas e práticas. Às vezes nos almoços de família, lá pergunto eu timidamente pelo livro de receitas, aquele antigo, aquele que é acima de tudo memória, arquivo de uma família, riqueza maior que ouro. E enquanto toda a gente se deleita com conversas profundas, eu deleito-me a imaginar: Quando será que esta receita foi feita? Para quem? Num momento especial ou apenas porque sim? Cozinhar é algo mais do que preparar comida. Tal como acredito que os livros de culinária são mais do que meros ingredientes combinados para se chegar a um prato ou refeição. São acima de tudo o historial de rituais familiares.


A receita que hoje partilho foi encontrada num caderno de receitas da minha sogra. O título Requeijão Tostado deixou-me curiosa, e a inexistência de uma ilustração ou fotografia ou esquema, aguçou a minha vontade. O que resulta desta receita? Uma sobremesa docinha entre um bolo húmido e um cheesecake sem base. A receita da minha sogra não levava mirtilos, mas acho que as bagas dão a esta sobremesa um toque bastante veranil. Espero que se deixem apaixonar pela simplicidade familiar.

Requeijão Tostado com Mirtilos

Ingredientes
750g de requeijão de mistura (usei da marca Serras de Penela - Serqueijos)
200g de açúcar
1 colher de chá de canela
2 colheres de sopa de farinha
6 ovos
250g de mirtilos (usei biológicos da Nature Berry)

Modo de preparação
Pré-aquecemos o forno a 150ºC. Separamos as gemas das claras. Numa taça misturamos bem a canela, o açúcar e as gemas. Batemos bem até as gemas espessarem e tornarem-se esbranquiçadas. Adicionamos o requeijão e a farinha e continuamos a bater até que fiquem bem integrados nas gemas. Reservamos. Batemos as claras em castelo, que posteriormente adicionamos à mistura das gemas.  Vertemos a massa num tabuleiro rectangular, previamente untado com manteiga e polvilhado com farinha. Distribuímos os mirtilos por cima da massa e pressionamos um pouco para que não fiquem muito ao de cima. Leva-se ao forno durante cerca de 35/40 minutos. Desenforma-se apenas quando estiver frio.



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