Um novo capítulo | A New Chapter

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Quem leu o último post não imaginaria que por estes lados se vivia um verdadeiro frenesim, a preparação de um casamento.  Por estas bandas, decidimos contribuir para as estatisticas portuguesas que dão conta que o número de casamentos voltou a subir depois de uma década sempre em número decrescente. Mas mais do que contribuir para as estatisticas, por estas bandas, decidimos escrever mais um capítulo de uma história de amor que se deseja longa. Sim, sim, os últimos tempos têm sido lamechas.

Those who read the last post might not have guessed that it's been quite frenzied around here, we've been preparing a wedding. Yes, we decided to do our part to boost portuguese marriage statistics and help them rise again after about ten years of decline. But more than contribute to the rising number of matrimonies, we've decided to start writing a new chapter of our love story - one that will hopefully take a long long time to complete. Yes, yes, we're going through a very lovey-dovey, mushy phase. 



Dizem que todas as crianças uma ou outra vez sonham com este momento. Eu não devo ter fugido à regra, mas confesso que não me lembro. Apenas sei que à medida que crescia, a ideia de matrimónio esbarrava na vontade de correr mundo. Contudo, quis o destino que apenas me fosse permitido conhecer províncias, quis o destino que houvesse mais fofura no meu mundo pessoal e menos checks in's e portas de embarque solitárias. À conta do destino, embarquei numa aventura bem mais admirável: a de duas pessoas que lutam diariamente para se entenderem na linguagem universal que é o amor, ao mesmo tempo que lidam com as miudezas das rotinas diárias.

People say that we all dream of this moment when young. I probably did too, but I confess that those childhood memories, if they ever existed, are beyond remembrance. All that remained, as I grew older, was the feeling that the very idea of marriage crashed against my desire to see the world. However, fate allowed me only to see provinces, but filled my world with more tenderness and love and less lonely check-ins and boarding gates. Thanks to fate, I embarked on an even more remarkable adventure: two people struggling to understand each other and be understood in that most universal of languages – love, while at the same time having to deal with all the drudgery of daily life.

E este não é um desafio fácil. Se fosse fácil as estatisticas em relação a dar o nó não teriam estado tão baixas na última década. Quem sou eu para achar que posso vir para a net escrever sobre este assunto. Falo apenas tendo como ponto de partida esta maravilhosa aventura em que estou metida e no que vivi e experienciei nos últimos tempos. Alguém dizia que basta o amor e uma cabana. Eu não vou muito nesta cantiga. Amar dá trabalho. É necessário alimentar o amor todos os dias, nos bons dias e principalmente nos maus dias. Naqueles em que não temos paciência para nós, quanto mais para o outro ser que habita o nosso espaço. Para além do investimento pessoal, às vezes o mais difícil é lidar com as pressões rotineiras a que um casal hoje em dia está sujeito. As horas infinitas de trabalho e as pressões laborais, a família a quem muitas vezes não conseguimos dar atenção, todos aqueles que se acham no direito de opinar. Mas será que vale a pena o esforço?  Cada vez que olhamos para as fotos do grande dia ou para as imagens que compõem a nossa história sorrimos de forma enternecida (e parva também). Esta é a melhor resposta que vos posso dar.

And this is not an easy challenge. If it was, perhaps the statistics would not have shown the decline in weddings that we experienced this past decade. But who am I to think that I can climb onto this Internet soapbox and wax on and on about a subject more suited for the scrutiny of a sociologist. I can only speak with authority about the starting point of a wonderful adventure that I lived and experienced recently. Some say that love is easy. I'm not so sure I agree. Love is hard work. You have to nurture love every single day, both in good days and specially in bad ones - you know, those where we hardly have patience for ourselves let alone for another being who co-inhabits our space. And if managing our level of personal investment wasn't hard enough, couples have to deal with day-to-day pressures that can stretch relationships to breaking point. Infinite working hours and work related troubles, guilt over not being able to make time for all family and friends who demand our attention, dealing with all the wise men and women who take it upon themselves to dish out unsolicited advice and full-proof solutions for our plight. But, in the end, is it worth it? Each time we look at the photographs of that big day, or of other moments that make up our story, a tender (and somewhat silly) smile appears on our faces. That's the best answer that I can give you. 

Consciente de que às vezes é importante partilhar experiências, partilhar contrariedades que acontecem, vou preparar uma série de pequenos posts sobre esta temática. Algo que irá fugir aos habituais posts do Reservatório de Sensações, mas que espero que gostem.

In an effort to share experiences, to talk about what went well – and less well – I'm going to try to write several brief posts about all this. While they may be quite different from the usual writings found here I hope you will, nevertheless, enjoy reading them.

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