Folhados de Mousse de Limão

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Os humores por estas bandas têm andado instáveis. A 'cãomiúda' tem andado eléctrica e mal disposta para com as decisões de São Pedro. Amaldiçoa cada noite em que sente no ar a possibilidade de aguaceiros, pois já sabe que na passeata nocturna terá de levar com a companhia da capa protectora que ela simplesmente odeia.

Se ela anseia por passeios desprendidos de logística, eu anseio por finais de tarde com a relva quente por debaixo dos meus pés, enquanto o espírito descarrega das rotinas diárias e quem sabe das preocupações que os últimos dias têm trazido.



Sei que nos últimos tempos tenho falado muito sobre o tempo, aquele que já olho de lado cada vez que consulto as previsões do IPMA. 'Ah e tal já chega de frio. Ah e tal chega de chuva'. Eu sei...tenho me tornado muito aborrecida com queixas frequentes. Eu sei que tudo faz parte de um ciclo, e que a mãe natureza manda muito mais que todos nós. Mas acho que começo a acusar o cansaço de morar numa casa tipicamente portuguesa.

Segundo um estudo recente, 74 por cento dos portugueses consideram que as suas casas no Inverno são frias. Dessa percentagem, 35 por cento afirma colmatar as necessidades de aquecimento usando mais roupa e mais equipamentos electrónicos. Ou seja, a maior parte acaba com problemas de saúde devido aos problemas de conformo térmico.

Isto é o que diz o estudo e eu comprovo. Ter o termostato da cozinha a marcar 5Cº ou dormir com três mantas e um edredom, não é nada simpático. Já para não falar da conta da electricidade que disparou para níveis históricos que me prometem deixar na bancarrota.


Alguém me explica porque é que a electricidade em Portugal é tão cara? Segundo este mesmo estudo, publicado em 2017, o nosso país tem a electricidade mais cara da Europa. Há aqui algo que não bate certo, certo? Os ordenados em Portugal (comparativamente com o resto da Europa) não são nada de especial, as casas apresentam mais deficiências energéticas que os outros países e mesmo assim temos a electricidade mais cara da Europa. (hmmmm.... pausa para reflexão. Acho que não é preciso dizer mais nada.)

Depois de duas contas da EDP que me deixaram os nervos em franja, tive a real noção desta fragilidade tão portuguesa. E tive a real noção de que, até São Pedro tomar outra decisão, nos próximos tempos vou virar boneco da Michelin, com quilos e quilos de roupa enfiada no lombo. Porque gastar electricidade está fora de questão. Minha querida EDP, a partir de agora, a nossa relação volta ao básico, porque achares que atenuar o desconforto térmico é um luxo, é uma divergência muito grande, quando exijo alguma qualidade de vida.







Quiçá passe a ligar o forno mais vezes, e a matar dois coelhos de uma só cajadada. Aquecer a casa e o estômago. Por exemplo, para repetir esta receita, fresca e deliciosa, que pede bom tempo, sol e contas despreocupadas.

FOLHADOS DE MOUSSE DE LIMÃO

Ingredientes
180g de queijo ricotta
5 colheres de lemon curd
1 massa folhada
1 gema
2 colhers de leite


Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Numa taça juntamos o queijo ricotta aos poucos ao lemon curd e batemos até obtermos uma mousse leve. Estendemos a massa sobre uma folha de papel vegetal e quadrados iguais. No centro de cada quadrado deitamos uma colher bem cheia de mousse de limão. Dobramos a massa sobre o recheio formando triângulos. Fechamos bem as extremidades, apertando ligeiramente a massa com um garfo.  Pincelamos os folhados com a gema batida com as colheres de leite. Levamos ao forno entre 25 a 30 minutos. Deixamos arrefecer.


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