Bellini

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A conversa é sempre a mesma nesta altura. Que vem acompanhada de uma mesma pergunta: Quem andou com o tempo para a frente? Provavelmente ninguém, até porque ninguém gosta de se meter com esta unidade tão importante das nossas vidas. Mas custa acreditar que ainda ontem estávamos a brindar aos novos planos e idealizações para 2015 e afinal já percorremos outros 365 dias em direcção a 2016.


É nesta altura que me pesa a consciência e que começo os jogos mentais. Se ninguém andou falsamente com o calendário para frente, porque sinto que o tempo foi coisa que não abonou por estes lados? Concluo que esta é uma inquietação parva. Estamos a falar de 365 dias, de imensos planos, de imensos desafios, de imensas conquistas e perdas também, tudo vivido com imensa vontade. Depois penso (eu sou boa a pensar): será que durante um ano me concentrei nas prioridades erradas e isso reflecte em mim uma sensação de vazio temporal? Mais uma vez esta é uma sensação desnecessária. Abano a minha pesada consciência e sacudo-a desta irracionalidade que é pensar no tempo como um ciclo que inicia a Janeiro e termina em Dezembro. O tempo é contínuo, e não é por um calendário terminar  que se inicia uma nova vida dentro da vida já existente. Porém, é inevitável ao ser humano realizar este exercício irracional. A cada inicio do dia 01 de Janeiro iremos sempre pegar nos nossos rituais, como comer as 12 passas, saltar de cima de um banco ou vestir uma nova peça de roupa branca, e idealizar todo um novo reinado terreno que voltará a ser repensado no dia 31 de Dezembro. Na realidade, talvez seja isso que nos impele, enquanto seres humanos, a acreditar que somos capazes de mudar, de fazer mais, de evoluir, de repensar prioridades e de sermos melhor.
 
Eu gosto de concentrar forças nesse pensamento positivo. E sim também gosto (mesmo que isso seja irracional) de rever o que fica para trás, repensar que passado quero imiscuir no futuro. Sei que 2015 não foi um ano fácil (o que é fácil nesta vida?), que não me preencheu as medidas (ou eu não preenchi as dele), mas foi sem dúvida um ano de bons desafios. Desafios que vão servir de semente para os novos projectos e sonhos que se avizinham. A conclusão é mais que óbvia: sem passado, não pode haver futuro. Sou eternamente grata a 2015 pelas aprendizagens que me proporcionou. Portanto, brindemos ao novo ano, mas também ao tempo que finda mas que nos pertencerá para sempre.


Ingredientes (2 pessoas)
100ml de sumo natural de tangerina
150ml de champanhe ou vinho espumante fresco

Dividimos o sumo de tangerina por dois copos (convém que seja em flûte, infelizmente tal não me foi possível). Juntamos o champanhe ou o vinho espumante e servimos imediatamente. Originalmente, esta receita é preparada com sumo natural de pêssego, mas esta variação é para mim a forma mais deliciosa, fresca e alegre de beber champanhe ou espumante sem ser ao natural.






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