E a vida nasceu outra vez.

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Já há algum tempo que não partilho notícias sobre a minha horta ou o jardim. Porque infelizmente não há notícias ou melhor as que podia partilhar não são propriamente simpáticas. Moro numa zona sem acesso a água canalizada. Devido à seca extrema, este ano, no período do Verão, o meu poço de água secou por completo. Foi muito difícil. Cá em casa, foi como se recuássemos quase um século. Tivemos de recolher água com garrafões junto das tradicionais fontes que ainda se vão mantendo em algumas aldeias. Passámos a fazer a higiene com recurso a caldeiros cheios de água, a lavar a roupa em alguidares e a economizar cada gota. Habitualmente já o fazemos, mas nesta situação extrema, fomos mesmo obrigados a não usar água em gestos rotineiros. Um deles foi exactamente o de regar a horta e as plantas. Por muita pena minha, isso teve de ficar para última prioridade. Como é lógico, tudo secou ou quase tudo. Tentamos manter algumas das culturas, como os morangos, as árvores de fruto, os mirtilos, as framboesas e o Limonete. Os meus adorados girassóis também sobreviveram. O que me custou mais foi perder o Jardim Aromático, uma vez que tinha investido tanto neste projecto. Eu e o resto da família.

No entanto, o problema da água ficou entretanto resolvido. Mantemos as mesmas regras de poupança de água, mas como devem calcular já é um alívio não ter de ser obrigada a ir abastecer-me à chafarica mais próxima. A minha mãe que ficou deprimida com os tons amarelos e mortiços com que se vestiu o jardim durante o Verão, já voltou a dar vida ao jardim aromático. Desta vez para ser mais rápido, comprou as plantinhas já crescidas em vasos. Está a ficar muito bonito. Também a horta voltou a ter cabaças, couves e alfaces. E o jardim também passou a ter um novo elemento, um vaso de incenso. Vamos é lá ver se a geada não se lembra de fazer alguma visita sorrateira. 

As coisas estão a compor-se e isso deixa-me muito feliz.








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