O fim de tudo

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Acordo. Com o coração aos pulos e o pijama a roçar no suor nervoso que desliza pelo pescoço abaixo. A luz ténue da rua espreita, por entre as cortinas da janela, as sombras aterrorizantes que balançam na parede oposta do quarto. O sinal vermelho do “stand by” do televisor ecoa na penumbra do espaço. Olho em volta, à procura de um pormenor familiar. Sinto-me perdida. Não sei onde estou.
Dizem que os quartos de hotel são, hoje em dia, iguais em parte do “mundo desenvolvido”. A mesma decoração, as mesmas energias equilibradas através de dicas banais de Feng Shui e os mesmos produtos de merchandising disponibilizados.
Posso estar em Paris, em Bruxelas, Emirados Árabes ou Nova Iorque. Sinto-me perdida, deslocada das minhas raízes, tendo por companhia um sonho daqueles bastante feios. Talvez seja um prenúncio da fase sombria que se avizinha e talvez também por isso o meu coração bata desesperadamente no meu peito, como que a pedir exílio noutro corpo. Sinto-te dentro de mim, bem lá no fundo do meu ser. Se é que temos um fundo dentro de uma amálgama de sentimentos, preocupações e comportamentos desconexos. Sinto-te mas minhas entranhas, a remexer na minha consciência…
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