Inoperacional e insensata

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Tenho demasiadas palavras perdidas, acumuladas, encurraladas numa gaveta de fechadura perra. Estão desarrumadas, talvez arquivadas segundo uma ordem ilógica de ausência de catalogação. Diria que são infinitas, prisioneiras de uma ignorância ignóbil. Já tentei procurar um fio condutor ou um motor de arranque da consciência intranquila. Mas há marasmo a mais. Pode haver marasmo a mais? Pode-se quantificar esta inércia desmotivadora? Apenas quero fazer sentido. Como o posso actuar se a ferrugem corrói as palavras que já se encontram extraviadas?Deixo cair, sem amparo ou mecanismo de defesa, duas anafadas lágrimas, ansiosas em revelar o cativeiro que as manteve prisioneiras numa angústia sem sentido aparente. O corpo já nem lhes responde. Abriu a cancela e prepara-se para desistir do orgulho patético, que sempre o impeliu na busca de uma perfeição realista. Enfraqueço no pior dos cenários, no vazio constrangedor da insensatez e inoperacionalidade
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