Abandonar ou resistir

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Abandono-me a uma preguiça mental desordeira e, talvez, degradante. Esqueço, por umas horas, os meus escritos, aquelas frases sem utilidade que me mantêm a respirar.
Quanto tempo aguenta o corpo humano privado de oxigénio?
Quanto tempo resisto à rotina astuta de expressar verdades relativas?
Pouso a caneta e tento olhar para além do bem e do mal ou dos conceitos lineares e estéreis de criatividade. Assento o pensamento no vazio. Naquele abismo onde pernoitam, na eterna escuridão, um conjunto de desassossegos e de dúvidas.
Engano-me! Convenço-me de que vale a pena resistir, que vale a pena percorrer a estrada labiríntica do permanente estado de contestação.
6/03/2008
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