O início da Viagem

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Às nove horas certas, daquela, para mim, madrugada, entrei na aldeia omitida do mapa.
Antes percorrera 20 quilómetros, através de uma estrada sinuosa, situada a 450 metros de altitude, na qual o asfalto corroído, pelo esquecimento de um interior perdido, e as escarpas acentuadas e sorrateiras não inspiravam confiança.
Procurei embeber os meus receios na paisagem. Desviei, por breves instantes, os olhos do volante. A urze roxa, única planta que embelezava aquele descampado, subjugava-se à ordem da brisa montanhesa, atraindo, com a libertação dos odores florais, as abelhas saqueadoras.
O nevoeiro tapava todo o vale industrializado, movimentado, desenvolvido e espartilhado em rotinas solitárias e indiferentes.
No cimo das montanhas o cenário diferia.
Caramba….aqueles meros segundos de contemplação fizeram-me embater em algo.
“Ora Bolas”, pensei eu, com a minha bagagem diversificada para mostrar sentimentos de frustração, enquanto imobilizava em segurança a viatura.
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