Lua-de-Mel (sem praias calientes)

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Há um ano atrás (e um mês), aterrava em Dublin, para umas férias muito especiais. Tratavam-se da minha Lua-de-Mel. Muitos dizem que a Lua-de-Mel é a viagem de uma vida. Ouvi isso vezes sem conta, primeiro durante a organização de casamentos de amigas e depois durante o tempo que antecedeu o meu próprio matrimónio. Não concordo nada com esta ideia, acho-a redutora, limitadora dos sonhos de um casal. Parece-me que o Para sempre necessita de muitas viagens de uma vida, necessita de vários planos, de vários desafios que de vez em quando façam um shake shake na rotina do dia-a-dia. Quem sou eu para falar destas coisas? Ninguém! Mas a verdade é que estou um bocadinho farta do que é impingido socialmente como aceite e recomendável. Claro que não há um certo ou errado no que toca a viagens a dois ou a gostos pessoais. Todavia, tenho falado com muitos casais que se sentiram pressionados a escolher a “tal viagem” das águas paradisíacas de catálogo de agência de viagem com tudo incluído. Não se sintam obrigados a escolher algo só porque é isso que esperam de vós. Conversem com o vosso par, respeitem os gostos de ambos e acima de tudo o orçamento. Não vão querer estoirar um orçamento de uma vida e viverem o Para sempre com uma divida tremenda à perna.




Cá em casa foi isso que tentámos perceber, quais os zeros que não tínhamos para gastar, combinar gostos e acima de tudo respeitar vontades. Por isso, enquanto as agências de viagens nos abriam os catálogos brilhantes de azul celestial, nós sonhávamos com o norte frio da Europa, o centro histórico da Europa, com direito a passagens low-cost. Tendo em conta o nosso orçamento e os nossos gostos pensámos em três sítios: Carcassonne (França), Bruges (Bélgica) e Dublin (República da Irlanda). Carcassonne pareceu-nos lindo mas para uma escapadinha e não para uma semana inteira de férias. Bruges ficou de parte por causa dos atentados em Bruxelas e de toda a situação instável dos transportes. Não por uma questão de medo. O medo nunca pode sobrepor-se à nossa liberdade. Mas percebemos que em caso de atentado as linhas de transporte ficam totalmente bloqueadas e poderíamos nem sequer chegar a Bruges.  Só posso dizer que a vontade de conhecer esta cidade é elevada e como tal continua na nossa lista. 







E por exclusão de partes, a nossa escolha recaiu em Dublin. Somos fãs assumidos das Ilhas Britânicas, das quais só nos faltava conhecer a Irlanda (quer dizer das ilhas principais, só nos faltava conhecer esta, porque na verdade ainda não descobrimos Ilha de Man, Jersey e Guernsey). Adoramos as paisagens verdejantes destas ilhas, adoramos as falésias de imponentes rochas, adoramos a comida, adoramos os sotaques. Hey, o que há para não adorar? Pessoalmente, tinha muita curiosidade em conhecer Dublin. Na Universidade dividi casa com um colega que participou num programa de Erasmus na República da Irlanda e só falava bem deste país. Além disso, deixei-me inspirar pelos posts sempre lindos de morrer da Sara do Little Tiny Pieces of Me, que para além de escrever de uma forma acessível e apelativa sobre viagens, tira umas fotos de encantar. E a cada post que ela publicava sobre Dublin, eu já só pensava na Lua-de-mel. (Eu vou partilhar alguns apontamentosdesta viagem, mas visitem o blogue da Sara, vão encontrar dicas preciosas para organizarem a lista de coisas a ver na cidade. Vejam as dicas dela aqui e aqui.)




Esta foi sem dúvida uma viagem especial. Até me podem dizer que foi só ali ao virar da esquina, mas Dublin tem uma magia especial. Tem as pessoas mais simpáticas do mundo (lembrem-se do Europeu de 2016), tem uma história rica, tem um feriado em Abril, devido a uma revolução (tão comum com Portugal), tem música com inspiração celta, tem programas culturais sempre diversificados, tem um ar cosmopolita, assim como grandes áreas rurais e de contacto com a natureza. Com tanta coisa, não sentimos em nada falta de águas cristalinas e temperaturas de biquíni ou shorts (embora este tipo de cenário também esteja na lista para algo futuro). Nos próximos posts partilho um pouco desta nossa aventura.



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