Galette de Figo, Stilton e Mel

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A manhã acordou com um vento fresquinho a uivar nas minhas janelas. Um uivo mensageiro de mudanças. Quando me espreguicei com muita preguiça, dei conta que estava coberta não apenas com o lençol mas também com a manta quentinha (que até há bem pouco tempo tem descansado aos pés da cama). Não me lembro de a ter puxado para cima de mim durante a noite, mas com certeza que o corpo comandou a mente na procura de agasalho. A cão miúda olhou para mim com desdém quando a incentivei a deixar o sofá quente e ir mexer o rabo para a rua. Com uns olhinhos mimados disse algo do género: “Oh, o vento está a assustar-me. Eu estou bem aqui.”




O tempo está a mudar. Finalmente, chegaram todos os sinais de outono. Folhas amarelas caídas no chão, manhãs e noites mais frescas, casaco pelos ombros, chá quente pela manhã, e poucas horas de luz solar. Mas mais importante que os sinais, chegaram também todas as contradições desta nova estação do ano. Recomeça a escola, as rotinas, o cansaço, a azáfama que antecede as festas em família. Se por um lado as tarefas, os projectos, os sonhos, as expectativas aumentam deixando a preguiça veranil para trás, por outro os dias encolhem e o tempo útil torna-se mais fugidio. As folhas amarelas e os tons de mudança outonal inspiram a caminhadas mais frescas, a piqueniques com mantinha nas pernas. Mas ao mesmo tempo o outono convida-nos a abrandar o ritmo, a recolhermo-nos no interior do conforto do lar. Contudo, há uma certa magia nesta bipolaridade outonal. Eu simplesmente deixo-me levar por ela, tento ao máximo encontrar o equilíbrio que pode existir nas incoerências do Outono.


No ano passado, foi a primeira vez que presenciei a chegada do outono na nova casa na aldeia. No campo, as mudanças não passam despercebidas ou não se baseiam apenas na mudança da cor dos cenários, no raiar do sol mais baixo ou nos agasalhos que é necessário colocar nas costas. O campo muda, torna-se mais silencioso à medida que os pássaros abrandam o chilrear, à medida que o gado começa a ficar mais resguardado, à medida que as vindimas acabam e a terra começa a hibernar. As pessoas também mudam. Já não digo bom dia aos agricultores que até agora se levantavam cedo para fugir ao calor. Os cestos com o fruto das colheitas entram pela minha casa a dentro, lembrando-me que a abundância vai terminar em breve. Até o ar muda. Ontem depois de muitos meses senti o cheiro das lareiras. Dei por mim a imaginar a comida de conforto a ser preparada nos fogões de lenha. Um pensamento que me agradou bastante. Bem mais do que estava à espera.

Embora, ainda sinta que o meu coração permanece no Verão, sei que estamos mais que prontos para te receber Outono. Tão prontos, que cá por casa tens-me inspirado a “pastelar” tartes, tarteletes e galettes. Sê bem-vindo Outono.




Galette de Figo, Stilton e Mel

Ingredientes para a massa:
200g de farinha sem fermento
85g de manteiga fria com sal
1 ovo

Ingredientes para o recheio:
8 figos pequenos
30g de queijo Stilton
2 colheres de sobremesa de mel (usei Castanheiro Velho)

Modo de preparação:
Juntamos a farinha e a manteiga cortada em cubos numa taça. Com a ponta dos dedos amassamos os ingredientes até obtermos uma espécie de areia. Juntamos o ovo e amassamos  até tudo ficar ligado.

Levamos ao frigorífico durante 30 minutos antes de a usar.

Numa superfície plana esticamos a massa com a ajuda de um rolo de cozinha, até ficar com uma espessura de 5mm. Transferimos a massa para cima da tarteira previamente untada. Pressionamos a base para ganhar a forma da tarteira. Picamos o fundo com um garfo.

Pré-aquecemos o forno a 180ºC. No centro da massa, colocamos os figos previamente cortados, esboroamos o queijo Stilton por cima dos figos. Rematamos com duas colheres de sobremesa de mel.

Levamos ao forno durante cerca de 35 minutos. Deixamos arrefecer um pouco e depois transferimos para cima de uma rede de arrefecimento.


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Praia de Mira - a praia onde me despeço do Verão

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Dizem as “más línguas” que comecei a falar aos sete meses de idade, durante as minhas primeiras férias de Verão enquanto recém-nascida. Quase que cresci a acreditar nesta história, a achar que teria sido bastante precoce. Algum efeito especial da Praia de Mira sobre a minha pessoa. Mas segundo a minha mãe, a verdade é só uma, a Praia de Mira deixou-me tão encantada que eu passei as férias a palrar como gente crescida. Dia e noite, dia e noite sempre a palrar. De tal forma que os meus primos mais novos, tambem eles crianças, diziam que eu já falava. Se foi na Praia de Mira que me iniciei na arte de socialização e na tradição das férias de verão junto à costa do atlântico, a verdade é que só voltei a ela anos e anos mais tarde.





Praia de Mira foi a praia de infância do meu marido. Quando começámos a namorar, a vida foi-nos presenteando sempre com novos destinos, novas descobertas que nos foram afastando dos lugares já conhecidos. No entanto, em 2011 com um orçamento limitado e já quase no fim do Verão, ele sugeriu: Porque não Mira, conheces? É óbvio que da minha passagem por Mira com sete meses nao resultaram quaisquer memórias. Por isso, rumámos a esta praia situada na zona centro. Desde essa altura, que a Praia de Mira é  destino obrigatório todos os anos, passou a ser o local onde nos despedimos do Verão. O local onde damos o último mergulho (ou molhamos os pés no atlântico, depende da agressividade do mar), onde vimos o melhor entardecer, onde mexemos as perninhas nos pedais das Gaivotas, onde fazemos os últimos piqueniques do Verão.






A Praia de Mira não é uma das praias mais modernas ou da moda. Na realidade, é uma zona associada a gente humilde, a costumes simples, a poucos exibicionismos. Mas isso não retira charme e beleza a esta praia do distrito de Coimbra. O mar bastante ondulado estende-se por um areal de mais de sete quilómetros. Nem sempre dá tréguas e muitas vezes nega os mergulhos aos veraneantes ao vestir-se de bandeira vermelha. Contudo, permite longos e descansados passeios à beira-mar. Ou convida a comprar peixe junto dos pescadores que mantém a tradição da Arte Xávega, tão característica desta zona. Pela limpeza, pela oferta de apoio aos banhistas, pela beleza, a Praia de Mira ostenta a Bandeira Azul há mais de 30 anos consecutivos. Esta é uma das poucas praias do mundo que consegue este galardão há tantos anos consecutivos.





O que mais gosto é que o charme desta zona não se limita à praia, antes pelo contrário, estende-se em direcção oposta à zona costeira. Estende-se ao verde e quietude da Barrinha, uma lagoa de água doce onde patos e gaivotas socializam sempre a troco de uma migalha de pão ou da comida de algum turista mais distraído. Guardo sempre memórias dos passeios nocturnos junto à Barrinha ou da falha de energia cada vez que passamos horas a pedalar nas Gaivotas. Optamos sempre por recuperar a força no restaurante Custódio que tem as melhores espetadas de Lulas e Camarão Grelhados do mundo e arredores (não, isto não é publicidade é mesmo amor puro a este prato tão bem confeccionado).





Por mais anos que volte perco-me sempre de amores pela Praia de Mira. Sei que o meu Verão só fica preenchido quando volto a encher o Reservatório pessoal de boas memórias e boas histórias que vivo entre o Atlântico e a Barrinha.




Nota: as fotos partilhadas neste post foram tiradas entre 2016 e 2018.

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Popsicles de Manga, Coco e Matcha

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O Verão Terminou. É oficial. Embora ainda não sinta que o outono tenha chegado realmente, no ar paira a sensação de que muita coisa irá ser diferente. Neste Verão, aprendi muito sobre mim, sobre as coisas que realmente me fazem feliz, sobre a necessidade de continuar a procurar o equilíbrio, sobre a vontade de tratar cada vez mais de mim, sobre como viver o momento. Já aqui falei que nem sempre fui muito amiga do Verão. Mas apercebo-me cada vez mais que tem sido uma estação muito minha amiga, que me deixa mais forte, mais confiante no caminho que preciso de seguir.  De facto, este Verão que passou ofereceu-me alguns momentos de reflexão importantes, que espero que me ajudem a vivenciar as horas frias e escuras do Outono Inverno. 

 

Não Fazer nada
Com a bela luz veranil, aprendi que não fazer nada não é um problema. Tenho esta mania de andar sempre a saltitar entre diferentes actividades, sempre com a mania que se não estiver entretida a fazer coisas é sinal de que não estou a aproveitar o tempo. Algo que muitas vezes me deixa ansiosa e inquieta. Pois bem, este Verão deixei-me levar muitas vezes pelo silêncio da quietude, pelo ritmo calmo de apenas estar a respirar, de sentir os meus ritmos interiores. Foi o melhor que fiz para limpar a cabeça e a alma. Às vezes, deixar espaço para que a vida nos surpreenda ou acalme pode ser a melhor das inspirações e a melhor forma de realmente descansar, para aproveitar a vida a 100%.

Deixar-me ir
Sou só eu, ou mais alguém tem a mania que tem de controlar tudo? Este Verão fiz algo que já não fazia há anos. Sabem aqueles mergulhos apelidados de Bombas? Quando cresci deixei de os praticar, pois é um mergulho que uma pessoa não controla. Estará a água fria demais? Será que vou tocar no fundo? O que poderá estar debaixo de mim? Irei molhar alguém à volta de mim? Não há como prever o resultado de saltar assim para a água. Mas entrar na água, sentir a energia a fluir, os arrepios da água gelada e a adrenalina de se ter tido a coragem de mergulhar é uma das melhores sensações de sempre. Este é um exemplo perfeito de que muitas vezes não precisamos de controlar tudo, basta aproveitar o momento. Deixar ir.


Concentrar-me no que realmente importa
Perceber que as coisas mudam é bom, para perceber com quem ou em que queremos realmente gastar os dias maravilhosos de verão. Os dias veranis são preciosos, importantes para renovar energias, mas também para vermos o que realmente importa.

E sabem que mais?! Pequenas reflexões podem fazer grandes diferentes. Eu espero conseguir lembrar-me destes ensinamentos até que o sol quente de Primavera volte novamente a brilhar.




Popsicles de Manga, Coco e Matcha

Ingredientes:
250ml de leite de coco gordo
300g de manga descascada e cortada em pedaços
4 colheres de sopa de mel
1 colher de café bem cheia de Matcha

Modo de Preparação:
Num robot de cozinha colocamos metade do leite de coco, a manga e 2 colheres de mel. Trituramos na velocidade máxima, durante cerca de 40 segundos (mais coisa menos coisa) até obtermos uma mistura suave e sem grumos. Dividimos esta mistura pelos moldes, enchendo três quartos do molde. Levamos ao congelador durante cerca de 15 minutos.

Seguidamente, ainda no robot de cozinha colocamos o restante leite de coco, as duas colheres de mel e a mactha. Misturamos durante cerca de 40 segundos, até obtermos uma mistura suave e de forma a que a matcha incorpore perfeitamente no leite de coco. Retiramos os moldes do congelador. Acabamos de encher os moldes com esta mistura. Levamos ao congelador durante a noite.

Para retirarmos os popsicles dos moldes, passamos os moldes por água morna. Sacudimos gentilmente os pauzinhos dos moldes, com bastante cuidado para não partirmos os gelados.






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O paraíso Low Cost às portas de Portugal - Ilhas Cíes parte I

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Sobrevoei-as em 2016 ainda antes de saber da sua existência. Tinha acabado de levantar voo no Porto em direcção à lua-de-mel na verdejante e simpática Irlanda, quando por baixo dos meus olhos de criança amedrontada (tenho pavor a voar) apareceram umas ilhas rodeadas do típico azul turquesa paradisíaco. Julguei por momentos que algo de errado teria acontecido com o avião e que nos estaríamos a desviar da rota. Mas tal era impossível, pois para trás tinha ficado o Porto há tão pouco tempo. Quando aterrei na Irlanda, o deslumbramento (e a Guiness) apoderou-se de mim e para trás ficou aquele azul. Foi assim, porém, que começou a minha história com as Ilhas Cíes.

Uma história que só teve novos capítulos em 2017, quando através do Instagram descobri (quase sem querer) que aquele arquipélago de azul hipnotizador se encontrava mesmo à porta de casa, no Parque Marítimo Terrestre das Ilhas Atlântica da Galiza. Quantas mais fotos passavam pelo meu ecrã, mais a paixão crescia. Por isso este ano, a mensagem para a família foi clara. Vamos em força para o Norte e para as Ilhas Cíes. Basicamente não tiveram escolha.


Sei que nos últimos meses, nas redes sociais portuguesas, foram publicadas várias notícias sobre este Tesouro Secreto. Posso-vos já adiantar que se há coisa que as Ilhas Cíes não são é secretas. Em 2007, a Praia de Rodas (praia que une duas das ilhas deste arquipélago) foi considerada pelo The Guardian uma das mais bonitas do mundo. Portanto, como devem calcular desde essa altura que as Ilhas tiveram um boom de turistas.

Nada que nos fez pensar duas vezes. Saímos de Caminha (onde também gozámos alguns dias de férias) com o lusco-fusco que antecede o nascer do sol. Meios a dormir, meios ansiosos com o destino, meios parvos com o excitamento. Bem talvez só eu estivesse meia parva, dado o nervoso miúdo. Evitámos auto-estradas e fomos conhecendo um pouco da Galiza, até chegarmos a Vigo. Uma aventura, para quem (como eu) nunca tinha conduzido fora de Portugal. Mas foi muito fácil chegar a Vigo. Principalmente, porque a paisagem é linda. Deixámos o mar para trás e enveredámos por montes e pequenas aldeias à beira da estrada. Já Vigo (que quero visitar com mais calma) pareceu-me uma cidade muito bonita e interessante.

A única forma de chegar às Cíes é através de barco: privado ou através de ferry boats. E como infelizmente, não tenho a sorte de ter um veleiro, optámos por viajar com a Mar-de-Ons. Cada bilhete de ida e volta ficou por 18,5€. Existem mais companhias a fazer o trajecto mas os preços são muito semelhantes no mês de Agosto. Vigo e Cíes distanciam 40 minutos de barco. Um trajecto na maior parte das vezes tranquilo, uma vez que estamos a falar de navegação nas Rias Baixas, ou seja não há a turbulência que existe em alto mar. Além disso, tivemos a visita de dois grupos simpáticos de golfinhos, que deixaram a pequenita da casa emocionada (ela diz que não, mas ficou).

Chegar às Cíes é chegar ao paraíso. Acreditem que não estou a ser exagerada. Assim que saí do barco pensei que tinha sido incluída num postal das Caraíbas. Azul cristalino e transparente? Check. Areia branca, fina e macia? Check. Bosques frondosos que se estendem até ao areal? Check. Sol quente e convidativo? Check. Para os romanos (sim os romanos também andaram por aqui), as Cíes eram consideradas as Ilhas dos Deuses. Só vos posso garantir que se percebem bem porque.





Ouvimos muita coisa nos dias que antecederam o embarque. Muita gente nos avisou das confusões, do caos, das praias cheias, da falta de comida, dos preços altos, do barulho. Portanto, apesar das expectativas, fomos com algum receio. Só tenho uma coisa a dizer, quem se queixa disto em relação às Cíes, é porque nunca foi ao Algarve ou Alentejo, em época alta. Sim há muita gente nas Cíes, que se concentra principalmente na tal praia que é a melhor do mundo. Sim há muita gente nas filas para a pouco restauração. Mas também existem praias escondidas silenciosas, filas em que as pessoas brincam e se conhecem, caminhos pedestres maravilhosos e uma sensação de descontracção maravilhosa. De facto, estava à espera de mais pessoas, mais lixo e menos respeito. E apesar de existirem sempre maus exemplos (existem em todo o lado), a verdade é que a maior parte das pessoas são ordeiras e respeitam as regras deste parque natural. Uma delas prende-se com o lixo e que me deixou surpreendida. Na ilha não há caixotes do lixo (tirando restauração e alojamento), por isso as pessoas são convidadas a guardar o lixo num saco e a trazerem-no de volta para o continente. A maior parte das pessoas respeita esta regra e apesar de as Cíes serem um ponto turístico altamente rodado vê-se pouco lixo espalhado. Existem apenas quatro restaurantes, o que na minha opinião é maravilhoso e mais que suficiente. Permite que a ilha mantenha um lado mais primitivo, que afasta grandes multidões. Aconselho o Restaurante junto ao cais. Fazem uns calamares deliciosos. Tão bons que tive uma gaivota a pousar na minha cabeça enquanto me tentava roubar o prato. Convenhamos que a maior parte do tempo, eu e a minha família recorremos à típica receita de atum. Abre-se uma lata de atum, abre-se um pão, atira-se o atum para dentro do pão e está feito.



Para além dos quatro restaurantes existe ainda a pequena mercearia do Parque de Campismo. Acreditam que com o que líamos na internet ficámos com medo de não arranjar água e fomos carregados de garrafões de água? Esqueçam, podem comprar água à vontade na tal pequena mercearia. Embora, os preços sejam mais caros, a verdade é que não é nada de exorbitante ou que não aconteça noutras zonas turísticas quer em Portugal, quer em Espanha.

Alojamento também só existe um: o Parque de Campismo. Embora simples tem muitos pontos a favor. Podem acampar com tendas próprias ou alugar uma tenda. Tendo em conta as condições das tendas para alugar, considero o preço um bocadinho elevado, mas pelo menos é uma opção que permite dormir em cima de um colchão . Além disso, se alugarem tenda, não têm de andar carregados com muita tralha. Porque entre o cais e o parque é preciso percorrer cerca de 1,5km e, apesar de disponibilizarem uns carritos de mão, não é fácil (vejam as fotos). A limpeza do Parque de Campismo também me surpreendeu. As instalações são rudimentares mas sempre asseadas, sem confusões. Cada campista tem direito a duas fichas para banhos de água quente com duração de três minutos. Um verdadeiro luxo, num sítio com limitações de água doce e limitações energéticas.

Portanto, como podem ver as Cíes são um verdadeiro paraíso Low Cost, com menos comodidades, menos mordomias. Eu prefiro assim, sentir a natureza, adaptar-me, fazer do pouco muito. Se os Deuses por cá passaram, é porque este sítio é mesmo encantador, se calhar podemos mesmo dizer que as Cíes são um pedaço do céu na terra.


Informação mais que útil para visitar as Cíes:

AS ILHAS
O Arquipélago é composto por três ilhas: Monte agudo, Faro e San Martiño. As duas primeiras são as mais visitas, onde param os ferry-boats e que estão ligadas pelo longo areal da Praia de Rodas e por uma ponte construída que separa o Lago dos Nenos e o Atlântico. A terceira ilha só é acessível através de barco privado. Estas ilhas fazem parte do Parque Nacional das Ilhas Atlânticas

QUANDO VISITAR
É possível visitar este local entre Junho e Setembro. Existem algumas viagens em alturas especiais, como Páscoa, feriados e alguns dias festivos.

COMO CHEGAR
De barco privado ou de ferry boat a partir de Vigo, Baiona e Cangas. Os bilhetes podem ser comprados online. Os lugares são limitados uma vez que por dia só são autorizadas pouco mais de 2000 mil pessoal. Convém comprar os bilhetes com antecedência. Para efectuar um maior controlo do número de pessoas a visitarem diariamente as Ilhas Atlânticas que é necessário pedir uma autorização administrativa prévia junto da Junta da Galiza. Para quem viaja desde Portugal, não esquecer que o fuso horário em Espanha é de +1hora. Todos os horários dos barcos são apresentados na hora espanhola.

ALOJAMENTO
Como referi, só existe o Parque de Campismo nas Ilhas Cíes. A reserva antecipada é obrigatória. Mais informação e preços aqui.

RESTAURAÇÃO
Existem quatro restaurantes: Restaurante de Rodas (junto ao cais), Restaurante Camping Islas Cies, Restaurante Serafin a caminho da Praia da Nossa Senhora e junto a este encontra-se um quarto do qual não me lembro o nome, mas cujas empregadas são super simpáticas. Não esquecer a mercearia do Parque de Campismo onde é possível adquirir alimentos.

Nota: Obrigada ao meu pai que se lembra sempre de carregar a máquina fotográfica e me cedeu algumas fotos deste post. 



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Pannacotta de Limão, Canela e Lemon Curd

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Passo a vida a queixar-me disto, mas não sei como contornar tal sensação. Sinto que o tempo passa demasiadamente rápido. Chegámos a Setembro e a minha alma ainda se encontra a repousar nas águas maravilhosas que experimentei em Agosto. Chegámos a Setembro e toda a gente fala em recomeços, mas a mim só me apetece voltar às férias e ao dolce far niente. Chegámos a Setembro e já me chateiam com as prendas de Natal. Chegámos a Setembro e o cansaço é tanto que sinto que já vivi dois anos em apenas nove meses. A pergunta que se impõe é só uma. Podemos voltar ao início do ano?




Não sei onde o tempo se gasta. Se nas rotinas, tarefas, ou se é nas imensas vezes em que me lamurio da falta de tempo. Sei que devia ter recuperado todas as forças no mês de Agosto, nas únicas semanas que tenho por ano para descansar. E até achei que tal tinha acontecido, que as baterias tinham sido carregadas. Apesar de alguns contratempos familiares, só posso estar agradecida pelo tempo maravilhoso que usufrui. Com a chegada de Setembro (um mês que eu tanto gosto) apercebo-me que ainda não estou pronta para ele. 









Um dos sítios onde se nota mais esta falta de dinâmica é, claro, no meu blogue. Anda parado, paradinho, apesar de todas as ideias que andam a rodar na minha cabeça, apesar de toda a inspiração que absorvi nas férias. Acreditem ou não, tenho dez artigos parados, com o selo de rascunho. Espero que não fiquem eternamente nessa categoria. Espero que dentro em dias, o tempo se desenrole a meu favor, ou eu ao dele. Até lá, deixo-vos com uma sobremesa simplesmente deliciosa que marcou o mês de Agosto. Esse que passou a correr!

Pannacotta de Limão, Canela e Lemon Curd

Ingredientes da Pannacotta
400ml de natas
50g de açúcar
2 folhas de gelatina
1 colher de sobremesa de canela
Raspas largas de 1 limão

Ingredientes do Lemon Curd
(baseado no livro Conservas para todo o ano, de Oded Schwartz)
Sumo de seis limões médios
400g de açúcar granulado
150g de manteiga
5 ovos (tamanho L)

Modo de preparação da Pannacotta
Fervemos as natas com a raspa de limão e a colher de canela. Assim que começar a ferver desligamos o lume, deixamos repousar durante dois minutos, para que apurar a infusão do limão. Retiramos as cascas do limão, adicionamos o açúcar e mexemos bem. Juntamos as folhas de gelatina, previamente demolhadas em água fria. Transferimos para os copinhos ou moldes que queiramos usar. Levamos ao frigorífico no mínimo oito horas.

Modo de Preparação do Lemon Curd
Numa panela pequena, colocamos o sumo do limão e o açúcar. Levamos a lume brando e mexemos até o açúcar dissolver or completo. Adicionamos a manteiga e misturamos bem. Retiramos do lume e deitamos o preparado numa tigela própria para banho maria. Levamos ao lume em banho maria. Adicionamos os ovos passados por uma peneira e deixamos cozinhar lentamente, sem deixarmos ferver. Mexemos com frequência durante 25 a 40 minutos. O curd estará pronto quando espessar e ficar agarrado, numa camada, à parte detrás de uma colher. Deixamos arrefecer. Depois de a pannacotta solidificar cobrimos com o Lemon Curd. Esta receita dá para cerca de 750ml, pelo que devemos guardar o curd que sobra em frascos esterilizados e dentro do frigorífico. Aguenta cerca de 2 meses no frigorífico.




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Guacamole (descontraído)

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Escrevo este post sentada no jardim, com o manto escuro da noite sob a cabeça. O calor interior da habitação atinge níveis extenuantes, de tal ordem que prefiro estar na rua a ser cravejada de picadelas de mosquitos. Enquanto escrevo, as imagens das férias vão rodando na moldura digital (em que tantas vezes se transforma o telemóvel). Recordo os últimos dias, sossegados, relaxados, sem demais preocupações, dias em que parece que respirei mais do que o habitual (parvoíce, eu sei!).

Ai, como tinha saudades do sabor agradável do dolce far niente e do embalo salgado do oceano. Eram tantas as saudades que nem me lembrei mais de redes sociais, do blogue, do email. Sei que várias pessoas me enviaram emails durante as duas semanas que estive ausente. Sei que demorei tempo demais a responder.  Para além de um pedido de desculpas, só posso dizer que me soube pela vida, viver desamparada de tecnologias. Na verdade foi apenas uma semana fora das rotinas, fora das redes sociais, fora dos horários intermináveis, fora dos padrões esperados, fora das modas, fora das chamadas, fora dos plins das mensagens, fora da atualidade... tão fora mas tão dentro da vontade de viver, tão dentro do que deve ser prioridade, tão dentro da energia das boas pessoas, tão dentro do horário solar, tão dentro do amor. Estar fora pode ser o melhor caminho de entrada para o que de melhor temos dentro de nós, para voltar ao básico da existência, onde verdadeiramente se existe.

 


Não, não me deixei embrenhar em algum detox digital, com a aplicação xpto a bloquear os meus impulsos cibernéticos. Nada disso. Apenas não senti qualquer necessidade de recorrer ao digital para filtrar os momentos que devem ser vividos. Durante uma semana, a máquina fotográfica, os livros, as cartas do Uno, a bola de volley e algumas sestas foram a melhor companhia. Há anos que já não jogava volleyball com a família, na realidade há anos que não jogava (ponto final). Senti-me mais rica por recuperar esta sensação de estar plenamente descontraída ao pé dos meus.

Escrevo este post sentada no jardim, com o manto escuro da noite sob a cabeça. No telemóvel rodam as memórias físicas das férias. Amanhã começa o fado, das rotinas, dos horários para cumprir....talvez este meu post seja já o estágio para dar início novamente a mais um ano de muito trabalho. 
 




Guacamole (descontraído)
Ingredientes:
1 cebola roxa pequena
10g de coentros
1 tomate pequeno maduro
350g de abacate
1 lima (sumo)
½ colher de chá de sal
1 pitada de pimenta

Modo de preparação:
Num robot de cozinha, juntamos a cebola e os coentros. Picamos bem. Juntamos o tomate previamente pelado. Voltamos a triturar. Adicionamos o abacate, o sumo da lima, o sal e a pimenta. Voltamos a triturar até obtermos a consistência pretendida. Reservamos no frigorífico até ao momento de servir.
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