Outubro TO DO LIST

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Outubro chegou com a força de um Verão tardio e a preguiça de um Outono que não ainda não percebeu que já está na sua hora. Talvez sinais dos tempos, de um aquecimento global por nós (humanos) provocado e que continua a roubar-nos paz de espirito e estações do ano. Mas não nos deixemos abalar, que de certeza que ainda haverá muito Outono para aproveitar. Apesar de por estas bandas termos começado o novo mês na praia, de biquini vestido, sabemos que dentro em breve estaremos a transitar para roupas mais tapadinhas.  E assim que o frio se instalar há toda uma lista outonal a que dar resposta.



  • Calçar as botas e saltar por cima de montes de folhas secas de todas as cores e feitios. Um clássico do Outono, é certo, mas sempre indicado para recuperar a criança dentro de nós e revitalizar o bom humor.
  • Preparar uma Tábua de Queijos Outonal para os amigos. Como a Tábua da Inês, do blogue Ananãs e Hortelã. A Inês tem sempre um trabalho inspirador, por isso passem pelo blogue e fiquem rendidos.
  • Começar a ir para a cama mais cedo, numa antecipação da nova hora e da falta de luz que já se vai sentindo.


  • Retomar os pequenos-almoços na cama, repletos de cor, mas também de muita preguiça. Voltar a vestir a cama de lençóis quentes, confortáveis.
  • Aproveitar para introduzir em casa o tão falado Hygge. Cuidar da iluminação para que seja mais acolhedora, ter sempre uma banda sonora convidativa, espalhar flores frescas pela casa, preparar sempre com cuidado a mesa para conseguir aquele toque especial na altura de receber as pessoas.
  • Plantar bolbos e mais bolbos no jardim, para garantir que a primavera seja bem floreada. Continuar a construir os canteiros suspensos, para na Primavera iniciar uma pequena horta. 
Nota: A primeira foto é da autoria do blogue Ananãs e Hortelã e a segunda foto tem direitos reservados, uma vez que foi encontrada na intenet sem nome de autor associado. 


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Livros para conservar o Verão

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Mudar-me para o campo e encontrar as minhas raízes, fez me perceber que o início do Outono é mais do que as folhas ficarem castanhas, o tempo ficar esquisito e ser obrigada a arrumar em caixotes as roupas de Verão. Início de Outono é acima de tudo a época ideal para conservar o Verão em frascos, de modo a aproveitar as oferendas que tão generosamente a mãe natureza nos concede no Verão. Basta recorrermos a estes frascos no Inverno para confortámos a alma com as melhores lembranças da estação quente, e recordarmos que tudo é um ciclo equilibrado e que todas as estações do ano são necessárias.

Este ano iniciei a construção de canteiros e zonas ajardinadas em redor da casa que aluguei com a família. A experiência é ainda bastante inicial. E nada cresceu este ano, nada de valor a ser mostrado em receita. Mas tem sido um importante início para aquilo que eu espero que venha a ser uma colheita familiar, biológica, equilibrada e para consumo doméstico. Contudo, eu sou de facto uma sortuda e durante este ano tenho beneficiado da generosidade dos vizinhos. Abóboras, figos, tomates, pêssegos, ervas aromáticas, abrunhos, maças, pêras, rabanetes, frutos vermelhos, marmelos. Só coisas boas a entrar-me porta adentro. Portanto, nos últimos dias a cozinha tem-se transformado numa verdadeira indústria de conservas. Tem havido doces de diversas frutas, pickles, molhos para usar em receitas salgadas, molhos para usar em tartes doces, ervas aromáticas a juntarem-se a especiarias, etc.

Claro que tão importante quanto os ingredientes, é necessário conhecer as técnicas correctas de conservação destes alimentos. Eu tenho procurado inspiração em diversos blogs, mas especialmente em livros. Nesta altura do ano, existem uns quantas que voltam a ser de leitura obrigatória.

Aqui fica a minha lista para preservar o Verão.




1 - Conservas - Feito em Casa, de James Strawbridge e Dick Strawbridge2 - Conservas, Compotas, Geleias, Pickles e Muito Mais, de Carol Wilson
3 - Drink The Harvest, Making And Preserving Juices, Wines, Meads, Teas, And Ciders, de Deneice C. Guest e Nan K. Chase
4 - Como Cuidar da Sua Horta Mês a Mês, de Karen Liebreich, Annette Wendland e Jutta Wagner
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Pão de Abóbora, Chocolate e Mel

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À medida que as folhas verdejantes do verão se transformam em pequenas sombras douradas de outono, tudo parece mudar repentinamente. Os dias estão mais pequenos, apetece voltar a usar a roupas mais quentes, o corpo parece querer aninhar-se na preguiça e a alma procura outro tipo de conforto que não envolva mergulhos em águas frias ou paisagens frescas. Sinto que começa a ser tempo de nos voltarmos para o interior, quer seja aproveitando as atividades mais caseiras, quer seja olhando para todas as transformações pessoais que uma mudança de estação traz consigo.










Amante confessa do Outono, tenho sentido cada vez mais a necessidade de aproveitar o Verão, de esticar os momentos de calor, de diversão ao ar livre, dos piqueniques apressados em sombras de beira de estrada, das festas com as aldeias cheias, dos bonjours e dos good mornings "turisteiros", da vida encarregue a fazer-me sair à rua. Há todo um pacote de despreocupação que vem com a estação veraneante. Talvez o Outono seja mais duro comigo. Ou o inverso. Talvez encare o Outono com a dureza de quem vê os dias do ano a chegar ao fim, de quem sabe que já muito se passou desde que brindei com 12 passas na mão a toda a uma série de expectativas. E na realidade poucas semanas faltam para cumprir o comer melhor, conhecer o mundo, praticar mais desporto, descalçar umas quantas pedras do sapato, trabalhar mais e melhor em projetos especiais, etc. O outono é sem dúvida um momento de transformação, de reflexão, de resfriar a euforia tão característica do Verão.












Portanto, há que aproveitar as ruas arrefecidas e mergulhar no conforto da casa, pegar numa caneca quente de chá e delinear novos planos, novas mudanças. Vestir novas estratégias para continuar a aproveitar a vida, em pleno compromisso de equilibrio e realização. E vocês como encaram o Outono e a chegada da nova estação?



Pão de Abóbora, Chocolate e Mel

Ingredientes
400gr de abóbora partida em cubos
1 colher de café de cardamomo
1 pau de canela
5 ovos
2 colheres de sopa de açúcar mascavado
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de sobremesa (bem cheias) de chocolate em pó
2 colheres de sobremesa (rasas) de fermento
2 chávenas de farinha sem fermento

Cozemos a abóbora juntamente com a colher de cardamomo e com o pau de canela. Reduzimos a abóbora a puré e deixamos arrefecer. Numa taça juntamos os ovos com o açúcar e batemos levemente. Adicionamos o puré, o mel e o chocolate em pó e mexemos novamente até os ingredientes ficarem bem incorporados. Peneiramos a farinha para dentro da taça, juntamente com o fermento. Vertemos a massa para dentro de uma forma de bolo inglês, previamente untada. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC, entre 30 a 40 minutos. Deixamos arrefecer na forma.

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Carne Picada com Molho e Cogumelos

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É muito giro ter um blogue e nele partilhar receitas especiais, bolos super bem decorados, sobremesas que combinam com as estações do ano ou pequenos muffins, queques, tartes e quiches perfeitos para brunchs e piqueniques elegantes. Mas cozinhar no dia-a-dia é muito mais do que imagens bonitas. Na maior parte das vezes cozinhar é andar contra o tempo, é mais uma rotina num dia cheio de rotinas, é stressante e pouco satisfatório. Portanto, nem sempre este acto tão generoso de partilhar comida está associado ao glamour que na maior parte das vezes pintamos nos blogues, nas revistas de especialidade, nas redes sociais. Imagino que em cada casa, cada pessoa terá a sua maneira, as suas dicas de enfrentar esta tarefa tão essencial do quotidiano. E mais do que enfrentar terá as suas formas de tornar este ato em algo satisfatório e aprazível, para quem cozinha e para quem come.






Cá em casa gostamos muito de ocupar a cozinha. Todavia, nem sempre a disposição é das melhores. Principalmente, quando as horas de trabalho se multiplicam esticando o dia normal pela noite dentro. Por isso, e quase de forma instintiva, cá em casa temos uma lista de receitas versáteis que podem ser usadas com tudo e mais alguma coisa. É o caso da Carne Picada com Molho e Cogumelos. Pode ser usada como base para acompanhar diversas massas, pode ser o recheio de uma lasanha clássica, pode ser colocada num empadão de batata ou (e esta é a maneira que eu mais gosto) pode ser degustado apenas com pão a acompanhar. Ou seja super polivalente, super fácil de fazer. Muitas vezes preparo esta receita ao fim-de-semana, congelo e volto a usar em diferentes refeições, sem ter aquela sensação de que estou a comer sempre a mesma coisa.


 Talvez esta não seja a receita mais bonita que alguma vez partilhei aqui no blogue, mas caramba não imaginam como é decadentemente saborosa. Serve para qualquer estação do ano. Esta receita por exemplo é perfeita para os dias de outono que se aproximam. Traz um certo conforto ao corpo, sem esquecer que a alma também precisa de comer.

Carne Picada com Molho e Cogumelos

Para o Molho de Tomate Caseiro
Ingredientes
1kg de tomates (bem maduros)
2 cebolas grandes
4 colheres de azeite
50ml de água
sal (a gosto)
pimenta preta (a gosto)
oregãos secos (a gosto)

Descascamos as cebolas e cortamos em pedaços grandes. Lavamos os tomates e cortamo-los grosseiramente. Juntamos numa panela. Acrescentamos o azeite, a água e os temperos (sal, pimenta e orégãos). Levamos a lume médio durante trinta minutos, até levantar fervura e o tomate fiar meio desfeito. Trituramos com a varinha mágica até obtermos um puré grosso. Verificamos os temperos. Voltamos a colocar a panela ao lume, agora em lume brando, e deixamos apurar durante mais 20 minutos. Guardamos em frascos esterilizados no frigorífico, até um mês ou em sacos de congelação, até um ano.

Para a Carne com Molho e Cogumelos
1 cebola grosseiramente picada
3 alhos finamente picados
300g carne de porco
300g de carne de bovino
300g de molho de tomate caseiro
200g de cogumelos marron
1 copo pequeno de água
1 cálice de vinho branco
1 colher de sobremesa de oregãos
1 colher de sobremesa de manjericão
1 colher de café de piri-piri moído
1 pitada de pimenta preta
sal a gosto
azeite

Numa panela aquecemos o azeite em lume médio. Adicionamos a cebola, o alho e a pimenta preta. Cozinhamos até os ingredientes ficarem macios (cerca de 5 minutos). Adicionamos a carne picada e deixamos fritar cerca de 7 minutos até dourar, mexendo com uma colher de pau, para separar a carne. Juntamos um cálice de vinho branco. Deixamos cozinhar mais 4 minutos até o álcool desaparecer. Juntamos o molho de tomate. Adicionamos os orégãos, o manjericão e o copo de água. Se tiverem ervas aromáticas frescas melhor, o sabor fica mais apurado. Deixamos cozinhar em lume brando durante cerca de 20 minutos. Verificamos os temperos e adicionamos mais pimenta e sal a gosto. Retiramos do lume e comemos de imediato ou usamos em diversas receitas. 


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Encontrar o Norte, numas férias inesquecíveis

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Férias. Essa bela palavra para descrever estado permanente de felicidade. Nem imaginam como me souberam tão bem as férias deste ano. O corpo pedia uma pausa há já algum tempo, e a alma ansiava por novas inspirações, novos locais, novos planos e novos sonhos. Todo o meu sistema guinchava por descanso, mas não daquele de ficar estendida no sofá. Antes pelo contrário. Precisava de abrir as janelas e voar. Foi isso que eu fiz (não literalmente) e contei com a ajuda do meu belo Portugal, que mais uma vez me presenteou com paisagens de cortar a respiração, algumas aventuras, pessoas genuinamente simpáticas, comida maravilhosa e águas salgadas de retemperar qualquer estado de shutdown. Até às férias deste ano costumava dizer: conheço meio mundo, tirando o Minho. Este ano apercebi-me que já tardava em conhecer esta região tão bela, da qual só ouvia maravilhas. Como para mim férias de verão devem acontecer com muita água salgada à mistura, a família rumou sem se fazer difícil até às praias do norte, norte mesmo norte.





Às cegas arranjámos alojamento em Vila Praia de Âncora. Em época alta, decidir tardiamente qual o destino e arranjar alojamento é um erro. Mas só vos posso assegurar que ficar hospedado em Vila Praia de Âncora, foi o mais acertado que fizemos, pois a partir deste ponto facilmente percorremos toda a costa norte de Portugal. Entrar em Vila Praia de Âncora foi como ter um sonho surreal, bonito demais, que me deixou a pele arrepiada (ou isso terá sido pela brisa fresca que corria?). Como estávamos na hora de almoço, as ruas encontravam-se desertas, o areal parecia o de uma praia paradisíaca, extenso, solitário, dourado na perfeição do sonho, a banhar-se num mar azul cristalino, sereno e a comungar com o verdejante da serra. Espera o verde da serra? Sim, leram bem. Nunca tinha estado numa praia (e acreditem que já estive em várias) colada à serra. Deitada no areal, tanto podia confinar o meu olhar ao conforto familiar do paredão rochoso e verde da montanha ou expandir o meu olhar até ao distante horizonte celestial. Foi uma das melhores sensações das férias. Uma das melhores e das mais constantes, uma vez que todas as praias que visitámos partilhavam desta comunhão com o verde montanhoso.

De Vila Praia de Âncora, saltitámos até Gelfa, Afife, Praia do Camarido e Praia da Foz do Minho, Caminha e Monte de Santa Tecla (Espanha). Usámos sempre as estradas nacionais, bonitas, sem confusões, e sempre que a sinalização indicava um ponto de interesse chamativo, saímos a da rota em busca de novas paisagens. Por exemplo, se estiverem por Caminha subam até ao Miradouro da Fraga, vão conseguir ter uma panorâmica de toda a foz do Rio Minho. Caminha foi um pau de dois bicos. Por um lado, a confluência da cidade com o rio e com a serra é de arregalar os olhos. Comer num dos restaurantes do centro histórico é também encantador. Mas, por outro lado tenho uma dica a partilhar. Não visitem Caminha em dia de feira, em época alta. Falta de estacionamento, falta de controlo do trânsito. A experiência não foi muito agradável. Todavia, se estiverem por caminha têm mesmo de visitar a Torre do Relógio e apanhar o ferryboat em direcção a espanha e também disfrutar um pouco da margem estrangeira. Para mim foi a primeira experiência num ferryboat. A viagem demora cerca de vinte minutos e sabe bem ter uma vista privilegiada sobre o Rio Minho.




Do lado de nuestros hermanos, há tanto para ver. Mas, se como nós, estiverem limitados pelo tempo, rumem até ao Monte de Santa Tecla. A paisagem é de tirar a respiração e o vento também. Sabem aquele momento em que escolheram vestir o vestido mais fresco do guarda-fatos e à vossa volta é só pessoas vestidas com casacos de inverno? Pois eu vivi este momento no Monte de santa Tecla. Mas valeu toda e qualquer pele de galinha. Neste espaço, para além das vistas, encontram um castro antigo, bem preservado, ao qual está associado um museu que também merece visita. Na realidade, para se subir ao monte é necessário pagar bilhete, mas todas estas visitas estão nele incluído. Costuma-se dizer que as coisas mais belas residem nos pormenores mais simples. Embora tenha adorado todos os momentos das férias, houve um que vai ficar para sempre na memória. Chegamos ao final do dia à Praia da Foz do Minho. Quase na hora dourada. Apanhámos o passadiço de madeira em direcção à Praia do Camarido. Ou melhor, deixámo-nos embrenhar no verde do pinhal e fomos indo, desconhecendo qual o destino, quais as cores ou os cheiros que iriamos encontrar. O cenário final foi mais que lindo. Uma praia deserta, a fazer esvoaçar os cabelos, um sol dourado mágico, ondas suaves, uma ilhota no horizonte com um forte monumental. Apreciámos aquela imagem para depois percorrermos o caminho inverso, mas pelo areal. Unindo a Praia do Camarido à Praia da Foz do Minho, onde barcos baloiçavam suavamente ao sabor da maré. Eu desdobrei a ponta mais a norte do país. Senti-me um descobridor, a conquistar o maior dos tesouros. Senti o vento a dizer-me, tu pertences a este pedaço, a este momento, a este cenário encantador. Só para verem o quão embebida eu estava neste passeio, que perdi um dos meus casacos preferidos. (Se encontrarem um casaco azul bebé, com bolinhas brancas da Throtleman é meu, faz favor). O post vai longo e apesar do norte merecer mais umas quantas palavras, também não vos quero maçar. Deixo-vos algumas dicas mais a abaixo e uma certeza de que voltarei a este paraíso na terra.



Vila Praia de Âncora
Onde Ficar: Apartamentos Turísticos Vila Praia
Onde Comer: Restaurante Verdes Lírios
O que ver/Fazer: Ir a banhos na familiar Praia de Vila Praia de Âncora, a maravilhosa Praia da Duna do Caldeirão. Visitar o Forte da Lagarteira. Fazer canoagem no rio Âncora.

Caminha
Onde Comer: Restaurante Batista (Principalmente os filetes de polvo ou o bacalhau à Braga)
O que ver/Fazer: Ir a banhos na “tropical” Praia do Camarido ou na doce Praia da Foz do Minho. Apreciar a paisagem no Miradouro da Fraga. Visitar a Torre do Relógio e passear pelo centro histórico onde encontram diversas pastelarias com iguarias de comer e chorar por mais. Apanhar o ferry-boat em direcção a Espanha.

Norte de Espanha
O que ver/ Fazer: Visitar o Monte de santa Tecla. Visitar La Guarda.
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Crepes rápidos (tão rápidos que isto quase não chega a ser uma receita)

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Regressar a Setembro é regressar aos dias mais curtos. 
A luz de verão começa a findar. Assim que Setembro se afigura no calendário há toda uma nova escala de dourados a substituir o amarelo choque veraneante. As noites apresentam-se mais cedo, escurecem os hábitos festivos de quem estava habituado a esticar o dia e convidam a um casaquinho pelos ombros. O tempo passa a ser delimitado pelas rotinas laborais e por hobbies mais calmos.


Regressar a Setembro é voltar ao estado: só estou bem a onde eu não estou. Apetece prolongar o verão, continuar a curar a alma com água salgada, continuar a encher o pé descalço de aventuras travessas, continuar a rebolar no riso do calor apaixonante. Mas ao mesmo tempo necessitam-se de abraços mais calorosos, de comida mais confortável, de um aconchego espiritual que convide a saltar por entre resfriados e montes de folhas secas.






Depois de umas semanas largas de férias, a descobrir Portugal, a descobrir como é bom viver sem planos, sem despertador, sem ordens rotineiras, começo a regressar ao blogue. Porque Setembro é de facto o mês dos regressos. Hoje partilho uma receita, que de tão fácil, não chega a ser receita alguma. Usei-a para um momento a sós com a minha mãe, um momento despido de grandes artificialismos. Só nós as duas, um lanche simples e uma boa conversa entre duas mulheres adultas. Relembra-me as férias, mas também as partilhas entre mãe e filha sobre os diferentes regressos que a vida nos proporciona.

Sê bem-vindo Setembro.

Crepes Rápidos

Ingredientes
3 ovos
1 chávena de leite
1 chávena de farinha de trigo
1 colher de sopa de geleia de coco
raspa de 1 limão

Batemos tudo no liquidificador, até todos os ingredientes estarem bem ligados. Untamos uma frigideira anti-aderente com um pouco de óleo de coco. Vertemos um pouco da massa na frigideira. Deixamos dourar antes de virar ao contrário. Repetimos o processo até usarmos a massa toda. Retiramos e servimos com fruta ou toppings a gosto.




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