Balancete de 2016.

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Parece que passou uma vida inteira neste ano de 2016. Tal foram os desafios constantes e por vezes desmotivantes. Foi um ano estranho, confesso. Dizem que os anos bissextos são assim. Se por um lado vivenciei um dos melhores momentos da minha vida, também é verdade que sofri diversos desapontamentos que colocaram em risco a minha saúde.  Descobri o que são realmente pessoas tóxicas. Descobri que apesar de às vezes querermos muito uma coisa, o universo pode estar contra as nossas vontades. Descobri que aquilo que eu considerava qualidades pessoais, podem talvez ser defeitos existenciais. Descobri que a reflexão, a meditação é a melhor "arma" para sermos felizes e encontramos a paz que realmente precisamos. Senti a iminência de perder familiares queridos. Senti que não me esforcei o suficiente. Senti que o meu lado negativo puxou mais por mim  e eu não o consegui calar. Senti que me afastei do meu intuito de regressar ao campo. Senti que a dada altura os sonhos ficaram em suspenso. Senti também muito amor, muito apoio, muito companheirismo, muita força em querer lutar.



Eu que sempre gostei de fazer balanços, sinto uma vontade enorme de virar a página em branco, como se o livro que estou a ler tivesse um erro de tipografia, uma página onde a tinta não quis permanecer. Contudo, por outro lado sei que não há caminhos certos ou errados, bons ou maus. E que cada enredo tem a sua beleza, cada história tem a sua moral ou conclusão final. E eu ainda estou a apreender todo o conhecimento que consegui amealhar ao longo deste ano. E foi (é) tanto que aprendi. Acima de tudo, e apesar de o balanço não ser inteiramente positivo, estou grata. Grata por 2016 me ter proporcionado um dos melhores dias da minha vida. Fui tão feliz ao lado do meu companheiro de sempre, de receber o seu sorriso. De partilhar com ele as minhas angústias, os meus sonhos. De partilharmos mãos nervosas e tremeliqueiras. Estou grata de ter partilhado com as pessoas que me são queridas e que amo este dia maravilhoso. Sabem quando as pessoas que vos querem bem conspiram para vocês brilhem, para que vocês se sintam bem, para que um dia cheio de percalços se transforme NO DIA!











Estou grata pelas viagens dentro e fora de Portugal. Estou grata por ter descoberto que há pessoas que simplesmente não valem o esforço. Estou grata pelos desafios que correram mal e me ensinaram a seguir em frente. Estou grata pelas boas pessoas que estão lá sempre independentemente de se faça chuva ou faça sol. São elas que também me dão força todos os dias. Estou grata pelas novas e simpáticas pessoas que encontrei neste mundo virtual e que me inspiram todos os dias. Estou grata por ter tido tanto para contar. Estou grata pelas experiências que me fizeram sair da zona de conforto. Estou grata pelos familiares que lutaram e ainda lutam para que estejamos todos juntos. Olho por cima do ombro e penso: Bolas 2016, podias ter sido bem melhor. Mas mesmo assim só te posso dizer Obrigada.
















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Mini-catering Inauguração GUIDA Selection & Atelier

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O ano de 2016 trouxe com ele poucos mini-caterings. O que, à primeira vista, até pode parecer algo negativo, mas não é. A verdade é que tive a sorte de serem poucos e bons, sempre a assinalar datas ou momentos muito especiais, com e para pessoas que transbordam inspiração. O último de 2016 aconteceu no passado sábado na inauguração da GUIDA Selection & Atelier, o novo espaço da Guida Design Eventos.












Existem pessoas criativas e depois existem as pessoas criativas e inspiradoras. A Lúcia e a Sónia pertencem à última categoria. Não são meras organizadoras de eventos, antes pelo contrário. Vivem cada festa, cada data, cada casamento, cada baptizado, cada momento especial como uma celebração da vida e do amor. E este empenho pessoal de cada uma das duas culminou com a concretização de um sonho, a abertura de uma loja, onde podem receber os noivos, os namorados, os pais, as famílias.







Pessoalmente, adorei o espaço, que para além de ser agora a cara da Guida Design Eventos é também uma loja com produtos lindíssimos. Portanto, só posso estar agradecida por me terem incluído enquanto fornecedora na inauguração deste espaço tão acolhedor.





O Reservatório de Sensações contribuiu para o catering com Muffins de Queijo e Chourição, Folhadinhos Pizza, Empadas à Bolonhesa, Brownie de Chocolate Negro e Framboesa, Beijinhos de Preta, Canapé de Atum e Infusão de Limonete.
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Dicas para sobreviver à época natalícia

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Todos gostamos de um bom conto de natal, daqueles onde as decorações combinam perfeitamente entre si, os presentes agradam a todos os familiares, os doces ficam no ponto e as refeições deleitam toda a família. De ano para ano, tentamos preparar a quadra natalícia perfeita, que nos leva a embarcar num stress sem igual, que por sua vez nos conduz a birras com os familiares, o que em última análise nos oferece um natal arruinado. Julgo que na ânsia de compensar a família por um ano de rotinas, procuramos dar tudo, procuramos ter tudo de melhor, quando muitas vezes o que necessitamos é de dar menos, sentar com calma e simplesmente abraçar a quem queremos tanto bem. Não é o consumismo, não são as prendas, não são as decorações que tornam esta época tão especial. Na realidade, o segredo para um conto de natal perfeito é esquecer essa coisa da perfeição. Dêem ao natal o vosso toque especial e isso chegará para serem muito felizes. E como a nove dias do Natal muitos de nós já andam à rasca, deixo algumas dicas que ajudam a gerir o stress e que podem ajudar a usufruir de uma quadra festiva em pleno.



Ter um bom plano
Preparem uma agenda de Natal para que sintam que têm tudo controlado. Façam as listas de todas as tarefas que é necessário preparar até ao dia 25 de Dezembro e indiquem quem as terá de realizar.

Partilhar responsabilidade
Confiem e partilhem tarefas. Por vezes tendemos a cair no erro de pensar que mais ninguém vai entender o que queremos, que queremos o laço vermelho no topo da árvore, ou que queremos um perú mais pequeno e por aí fora. Não se esqueçam que o Natal deve ser vivido em família. Por isso, esforcem-se por comunicar bem com os vossos familiares e deleguem, deleguem, deleguem.



Respeitar o orçamento
Identifiquem um valor a gastar com cada prenda, com cada refeição, com as decorações. Uma dica: já repararam na comida toda que se estraga nesta quadra festiva? Preparem apenas o indispensável e peçam aos familiares para contribuírem. Para além de pouparem dinheiro, todos vão ter a sensação boa que investiram tempo e dedicação na Consoada ou no almoço do Dia de Natal.

Eliminar a pressão
Mais do que festas felizes, temos a mania de pensar em festas perfeitas. Isso simplesmente não existe. Mas o que é que interessa se o bolo rei queimou ligeiramente no forno? Ou se a estrela do topo do pinheiro partiu-se? Ou se os sonhos mais parecem almôndegas vegetarianas? O Natal é mais do que consumismo ou enfeites bonitos. Se as coisas não correm conforme as expectativas, respirem fundo, concentrem-se no que realmente caracteriza esta época em família. Vejam o copo sempre meio cheio. Se o conseguirem vão ter muitas histórias risonhas para contar.
 
Mimar a nossa pessoa
Apesar de todas as tarefas que é necessário cumprir neste sprint até ao Dia de Natal, relembrem-se que para conseguirmos dar de nós, temos de manter o nosso bem-estar. Isto não é ser egoísta, é antes pelo contrário procurar o equilíbrio interior e físico. Assistam a um concerto de Natal, ofereçam a vocês mesmos uma massagem, façam por passear muito, namorem ao som de cânticos de Natal. Enfim, não se esqueçam de mimar o físico e o psicológico.
 




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Prendas DIY - Vinagre de Framboesa

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Todos os anos a conversa é sempre a mesma. Continuamos a espantar-nos pelo passar rápido do tempo e quando damos conta o Natal espreita ao virar da esquina. O filme repete-se ano após ano: o Natal começa a aproximar-se com pezinhos de lã a meio de Novembro, escondido ainda na fumaça dos magustos tardios, mas na segunda quinzena de Dezembro não se faz rogado em sapatear em cima da nossa paciência.  Corremos entre fitas e lacinhos, entre decorações e enfeites, entre bacalhau e couves, entre jantares de amigos, de trabalho e de networking que não sabemos para que serve. Simplesmente corremos. Por isso, de ano para ano, sou cada vez mais fã de oferecer tempo, dedicação e amor, que na minha visão se traduz por presentear quem mais amo com prendas homemade.



E se não é com vinagre que se apanham moscas, pode ser com vinagres aromatizados que se confeccionam bons petiscos. Eu sei, o trocadilho é fraco, mas não fujam já, pois o que tenho para sugerir pode ser considerado um pequeno tesouro. Habitualmente o vinagre é um ingrediente muito banal, pois estamos sempre a usar as mesmas variedades. Não nos aventuramos a descobrir novos sabores.Mas a verdade é que se pode confeccionar vinagre aromatizado com quase qualquer sabor. Podemos aventurar-nos com ervas, com frutas, com flores. Quando descobri isto, apercebi-me que tinha de me armar em chef vinagreiro, com barbas de pai de Natal. Optei por iniciar esta experiência com um vinagre de framboesa. Primeiro porque fica com uma cor super natalícia e segundo porque descobri, nesse mundo fantástico que é a net, que este vinagre é delicioso servido em saladas com laranja e cebola roxa ou como molho para salada de bulgur e bagos de romã. Portanto, deitei mãos à obra, infestei a minha casa de vinagre e framboesa. Juntei ao aroma umas garrafas simples mas bonitas e umas etiquetas jeitosas. Et voilá, prendas homemade, com muito amor investido.






Vinagre de Framboesa

Ingredientes
400ml de vinagre de vinho tinto
4 colheres e sopa de açúcar
250gr de framboesas

Juntamos o vinagre, o açúcar e as framboesas numa frigideira e cozinhamos em lume médio durante 15 minutos. Coamos a mistura num passador fino e colocamos num frasco esterilizado. Os vinagres aromatizados podem conservar-se no máximo até um ano.




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Madalenas de Geleia e Chocolate

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Sou uma pessoa de Dezembro. Do limiar entre o entardecer dourado de Outono e as noites frias e escuras de Inverno. Da liberdade que emana dos Sagiatarianos. Sou uma pessoa de Dezembro. O último do calendário que nos obriga a colocar a consciência em balanço e a ouvir o rebuliço interior. O ante-primeiro que nos força gentilmente a arrumar a casa para receber o mês primeiro de um ano que ainda está para vir.



 Sou de Dezembro. Da luz que brilha em cada olhar ansioso por reunir a família em redor dos valores que vêm por bem. O mês em que me atrevo a olhar pelo ombro e a entre-ouvir o tilintar de um singelo orgulho pessoal. Sou da recta final, em que as pernas ganham novo fôlego para um sprint que exige mais resistência do que velocidade. Sou do mês que gentilmente aproxima as vidas em abraços mimosos e rabanadas a babar açúcar. Sou uma pessoa de Dezembro, este mês tão cheio que passa a correr entre laços, filhoses e serões à lareira entre histórias de infância e risos comunitários. Este mês que tem sempre tempo para o amor. Tenho muito apreço por tudo o que há em mim de Dezembro e por tudo o que dou em Dezembro.
 




 Madalenas de Geleia e Chocolate

Ingredientes
75gr de manteiga
4 colheres de sopa de geleia de marmelo
2 ovos grandes
100gr de açúcar branco refinado
100gr de farinha de trigo autolevedante
1/2 colher de chá de fermento em pó
150gr de chocolate negro
2 colheres de sopa de leite (à temperatura ambiente)

Colocamos a manteiga e a geleia numa caçarola e levamos a lume, o mais brando possível. Após a manteiga derreter, tiramos a caçarola do lume e deixamos arrefecer. Deitamos os ovos e o açúcar numa misturadora eléctrica e batemos até obtermos uma pasta esbranquiçada e com a consistência de uma mousse (algo que poderá demorar cerca de 10 minutos). Aquecemos previamente o forno à temperatura de 180Cº. Peneiramos a farinha para dentro da taça da mistura dos ovos, juntamos o fermento. Por último, juntamos a manteiga. Com uma colher de metal envolvemos tudo rapidamente, mas com suavidade. Enchemos as concavidades do tabuleiro, previamente preparado. Levamos ao forno durante 8 a 10 minutos ou até os bolos crescerem e alourarem. Deixamos as madalenas arreferecerem  no tabuleiro durante cerca de 2 minutos antes de as desenformarmos. Transferimos para uma rede de arrefecimento. Esta receita permite obter cerca de 15 madalenas. Depois de bem arrefecidas, levamos o chocolate a derreter em banho-maria juntamente com as duas colheres de sopa de leite. Mergulhamos o topo das madalenas no chocolate e deixamos secar sobre papel vegetal.




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Prendas de Natal - A escolha do Cardume de Rodovalhos

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"É um evento perfeitamente aterrador  ser abalroado por peixes achatados." Se procurarem informação sobre o projecto Cardume de Rodovalhos é esta a primeira descrição que vão encontrar. Tenho a certeza que vos vai deixar curiosos. O Cardume de Rodovalhos é um projecto literário que sigo com muito carinho por diversas razões. Em primeiro lugar porque foi o mentor deste projecto que criou a melhor personagem de todo o sempre de policiais. Não conhecem? Então depois de lerem este post sigam para o blogue do Cardume e conheçam o Gregório Policarpo. Vão ver que tenho razão. Em segundo lugar, porque é graças ao mentor deste projecto que eu alarguei os meus horizontes em relação a diversas áreas da literatura. Em terceiro, porque tenho tido a sorte de acompanhar este projecto de perto, muito perto. E em quarto (aqui que ninguém nos ouve) porque o mentor deste projeto é sem dúvida a minha inspiração diária, a força que me impele a não desistir ddos meus sonhos, a pessoa mais bondosa, criativa e com uma qualidade de escrita imensa mas ao mesmo tempo repleto de humildade (o que nem sempre é fácil de encontrar numa mesma pessoa). Sim, sim, tenho muito orgulho no Cardume de Rodovalhos e no seu mentor. Como é a ele que recorro sempre que preciso de uma sugestão na área dos policiais ou do mundo fantástico, desafiei-o a preparar algumas sugestões de prendas de Natal nesta área. E claro depois de receber o maravilhoso texto dele percebi que tenho de renovar a minha biblioteca. Espero que gostem destas sugestões. Não se esqueçam que o Natal está mesmo ao virar da esquina.

           O desafio lançado pelo Reservatório de Sensações apanhou-me de surpresa.
“Queres fazer uma lista de livros que recomendes como prenda de Natal?”
A resposta, como é óbvio, só podia ser uma “Não. Porque me estás a pedir isso a mim?” mas rapidamente fui derrotado com um directo “Porque és um leitor ávido, um procrastinador impenitente no que toca a compras de Natal e que todos os anos tem de andar a desenrascar prendas à última da hora.” Isso deu-me que pensar.

Escolher prendas de Natal é uma tarefa agonizante. A pressão de escolher algo interessante que agrade à pessoa visada, mas que seja também também útil e/ou interessante, pode fazer desabar o ânimo do mais optimista dos oblatadores. E portanto, há que arranjar uma solução para quando as ideias faltam e a véspera de Natal espreita perigosamente da esquina à espera de nos emboscar num simples virar de página do calendário. Essa solução, claro está, é oferecermos livros. Há para todos os gostos, tamanhos e feitios, sobre todos os assuntos possíveis e imaginários e temos a vantagem de poder contrapor qualquer demonstração de insatisfação por receberem árvores mortas moídas em pasta com o velhinho argumento “Ó pá, cala-te e lê que só te faz bem.”

Brincadeiras à parte, este rol pretende dar algumas ideias àqueles que, como eu, gostam de espalhar a magia da leitura pelos seus amigos, familiares, etc. mas, ao mesmo tempo, gostam de deixar as compras de Natal “arrumadas” com uma visita a apenas uma loja.

Para mexer com a imaginação do leitor nada melhor que um mergulho até um destes mundos fantásticos:


  • A SAGA DOS OTORI de Lian Hearn: Esta fabulosa colecção de cinco livros, que começou como uma trilogia, inspira-se na história do Japão feudal para tecer os seus ambientes fictícios e personagens que lá habitam de forma hábil e, apesar de se tratar de um mundo onde o sobrenatural é natural, verosímil. Aconselha-se vivamente a começar pelo 1.º livro (A Tribo dos Mágicos).
  • NEVERWHERE - TERRA DO NADA de Neil Gaiman: O humor negro e a imagética de ficção de terror que o autor sabe fazer tão bem caem que nem ginjas nesta deliciosa narrativa dum mundo “paralelo” com entrada nos esquecidos esgotos sob a cidade de Londres. Deixem Londres-de-Cima para trás e aventurem-se com a personagem Richard Mayhew na Londres-de-Baixo.
  • THE COLOUR OF MAGIC de Terry Pratchett: O primeiro dos livros de Pratchett a ter lugar no famoso Discworld (um mundo plano com o formato de um disco, assente sobre quatro elefantes, que por sua vez se empoleiram sobre uma tartaruga gigante que nada espaço fora) que havia de ser palco de mais 40 romances e inspirar mais outra dezena ou duas de livros. A maioria dos romances do Discworld são estórias fechadas e como tal podem ser lidos e apreciados isolados dos anteriores. Ainda assim, aconselho a começar pelo primeiro pois, não sendo o melhor livro do autor, é o que melhor introduz o mundo que ele se propôs a criar durante o resto da sua vida. Apesar de existirem traduções em português europeu de alguns volumes da colecção são difíceis de encontrar em livrarias - on-line ou físicas -  e a verdade é que o humor de Terry, mestre do trocadilho, perde na tradução por melhor que esta seja.

    Heróis de capa e espada em épocas pseudo-medievais? Magia, monstros e poderes sobrenaturais? Dimensões paralelas e jornadas de autodescoberta? Bah, isso é para “meninos”. O que a malta quer ler para exercitar a massa encefálica e se divertir são policiais! Se partilham desta opinião, primeiro tirem um momento para pôr a mão na consciência por acharem que os vossos gostos são melhores que os dos outros…... Agora podem continuar a ler:


  • O TRAFICANTE DE ARMAS de Hugh Laurie: Estando mais perto, em forma e estilo, de um thriller de espionagem do que de um mistério policial propriamente dito, o livro do actor que fez de Dr. Gregory House leva-nos numa viagem até aos recantos mais corruptos do complexo militar-industrial. Escrito com um humor acintoso muito próprio, tem uma narrativa de ritmo alucinante com personagens bem definidas  e reviravoltas no enredo que conseguem apanhar desprevenidos leitores veteranos do género. NOTA: a versão portuguesa poderá ser difícil de encontrar, felizmente o mesmo não se passa com a versão original em Inglês (The Gun Seller).
  • A DAMA DO LAGO de Raymond Chandler: Um dos maiores expoentes do tipo de policial que viria a inspirar os filmes noir, Raymond Chandler criou um dos mais conhecidos detectives privados de chapéu de feltro e gabardina - Philip Marlowe. Esta estória, menos famosa que À Beira do Abismo ou O Imenso Adeus, é no entanto prova de que o autor num mesmo universo e estilo conseguia criar narrativas muito distintas. Com um ritmo mais lento e enredo menos convoluto que outros livros seus, mesmo assim Chandler consegue-nos surpreender com as reviravoltas e desenlace final do romance.
  • O NATAL DE POIROT de Agatha Christie: E agora um propositado cheirinho a quadra natalícia. Há opiniões muito díspares sobre a obra de Agatha Christie. Alguns consideram os seus enredos brilhantes, outros uma colecção insofrível de lugares-comuns. Uns consideram a sua escrita como propositadamente acessível, outros como simples e tecnicamente pobre. Uns acham que os seus personagens secundários são caracterizados com clareza, outros acham que esses personagens não passam de arquétipos bidimensionais. De uma forma ou de outra é inegável que a autora representou o pináculo do mistério policial clássico. Christie aperfeiçoou o seu processo de tal forma que rapidamente conseguia publicar best-seller atrás de best-seller como poucos autores conseguem fazer. Os livros onde aparece o seu detective Belga Hercule Poirot são exemplo disso mesmo. Formulaicos? Talvez. Mas a fórmula está refinada com tal destreza que é impossível não nos deixarmos levar pela investigação e tentar adivinhar quem é o culpado. Todos os policiais da autora são recomendados para os fãs do género. Este livro em particular foi escolhido apenas por ser um “especial de Natal”.

    E aqui terminam as minhas sugestões para ajudar nas vossas compras da quadra. Boas Festas e boas leituras.
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