Embrulhar, Embrulhar, Embrulhar

Partilha a tua sensação
A árvore continua por montar, as decorações por colocar e o presépio por desembrulhar. Contudo, isto não quer dizer que cá em casa não se sente o espirito natalício. Antes pelo contrário, estamos apenas a respeitar as tradições. Apenas no dia 01 de Dezembro aproveitamos para nos dedicar à parte mais visível do Natal. Contudo, o espirito há muito que se faz sentir. Até porque o Natal, é sempre que o Homem quiser, certo? Uma das coisas a que nos tínhamos proposta era ir abrando do ritmo, ter mais tempo para estar com as pessoas que gostamos e despachar as compras de Natal antes de toda a gente endoidecer e andar à batatada em centros comerciais. Desde o início de Novembro, que as pequenas lembranças de natal têm-se acumulado no sítio que irá receber a árvore de natal. Uma decisão que em nada se prende com tiques consumistas, mas sim com a vontade de não nos deixarmos absorver pelo stress das compras de natal, das compras de última hora. Se bem que mais de metade das prendas serão homemade, simples mas repletas de boas sensações (assim o esperamos).



Mas mais do que comprar prendas, no último mês dediquei-me a algo que pode parecer um bocadinho parvo, mas que eu adoro: personalizar embrulhos. Todas as lojas hoje em dia dispõem de embrulhos lindíssimos, variados, para adultos, para crianças, com laços, com bolas, com cores, etc, mas eu acho que lhes falta sempre algo. Um toque pessoal. Algo que vá para além do produto/sensação que estamos a oferecer. Por isso, cá em casa tentamos sempre uniformizar os embrulhos, gostamos que casa embrulho tenha um pouco de nós, dos humores daquele ano, das cores que gostávamos e também da falta de jeito que temos para produzir embrulhos perfeitos. Houve anos em que usámos papel de embrulho verde arrematado com cordel de merceiro, outras vezes utilizámos papel craft finalizado com laços de washi tape ou até papel de cenário atado com fitas de cetim e pinhas a finalizar. As inspirações são muitas e confesso que para além dos humores e gostos pessoais, procuro sempre investigar na net um pouco das tendências do ano em causa.

Por exemplo, este ano descobri que o veludo está de volta e em força. E descobri também que se calhar lá no fundo eu adoro o toque sensível do veludo e até me vejo a comprar um vestido de veludo (é a loucura total). Por isso, e uma vez que este ano iremos oferecer à maior parte dos familiares e amigos algo simples e valioso a nível sentimental, achámos por bem envolver tudo num glamouroso papel dourado, finalizado com o toque suave do veludo. A pequena pilha de prendas vai-se acumulando e no nosso rosto há um sorriso, tudo começa a estar pronto no sítio correcto, para que possamos viver em pleno esta época tão bela. E vocês, que rituais mantém nesta quadra no que toca aos presentes?





Ler mais

Prendas de Natal - A escolha de Ana Seia de Matos

Partilha a tua sensação

Ana Seia de Matos, é licenciada em Designer de Interiores, mas a vontade de criar sem limitações, leva-a a aceitar convites para obras mais artísticas e sem grandes constrangimentos. 

Embora se defina, muitas vezes, apenas como designer, a Ana tem construído a partir de Viseu uma carreira sólida, criativa e surpreendente como artista plástica. 

Em comum temos o facto de não apreciarmos as confusões "shopingueiras" e de olharmos para esta quadra como uma oportunidade de oferecer o que de melhor soubermos confeccionar, tecer, construir. A altura ideal para colocar em prática o verdadeiro "dar o nosso melhor". Para esta rubrica a Ana concentrou-se nas propostas diferentes que é possível encontrar ao nível virtual.

Apesar de ser a convidada da rubrica Prendas de Natal, a verdade é que também o seu trabalho pode servir para mimar neste Natal aqueles que mais gostamos. Podem conhecer a sua criatividade e arte aqui e aqui.


 Prendas de Natal - A escolha de Ana Seia de Matos
Na hora de escolher prendas de natal, a tendência é querer oferecer algo feito por mim. Tenho alguma alergia às confusões nas lojas nesta altura do ano e ao frenesim consumista, mas também gosto de dar (e receber) qualquer coisa. Nisso não sou diferente de ninguém.


Para os mais afoitos (e que disponham de tempo para isso), sugiro uns frasquinhos de compota caseira, que podem ser feitos com bastante antecedência e duram muito tempo, ou uns postais personalizados, acompanhados de um bombom de chocolate!


Para quem não tem tempo nem (acha que tem) jeito para estas coisas, e também não é super fã de centros comerciais, existe algo genial que são os sites de compras! A minha preferência vai para os que vendem produtos portugueses, ou que vendam produtos que me parecem mais especiais e diferentes. 

Os meus três sites favoritos são:

avidaportuguesa.com - espreitem a secção de papelaria para prendas catitas e em conta;











retrosaria.rosapomar.com – para aficcionados da costura, tricot e afins, tem muitos tecidos, lãs, acessórios e livros que ensinam formas de fazer;



damaaflita.com – ilustrações de várias formas e feitios, de vários autores e para todos os bolsos.








Boas compras!

Ler mais

Cocktail de Natal

2 sensações partilhadas
Não sou daquelas pessoas que defende que uma festa para ser digna de tal tem de ser regada com álcool. Apesar de já ter laborado na área vinícola e de apreciar um bom vinho, prefiro regar os meus convívios com sumos naturais e infusões. Claro que abro sempre excepções a rótulos especiais, a bebidas que possam suscitar a minha curiosidade (e eu sou muito curiosa) e aos licores da mãe (que são os melhores do mundo). Não obstante esta minha visão pessoal e a minha falta de jeito para a criação de cocktails, decidi que para esta quadra natalícia podia aventurar-me a brincar um bocadinho aos bartenders, para tentar dar uma outra cor às festas.



Peguei no computador e efectuei algumas pesquisas sobre cocktails de Natal. O meu ecrã rapidamente foi preenchido por arandos e arandos e arandos, citrinos e vodka. Arandos não é bem a minha praia, pois associo-os a sumos naturais para prevenção de infecções urinárias. Por isso, nem pensar em tentar criar um cokctail de natal do Reservatório de Sensações que fique associado a doenças. Mas enquanto visualizava imagens lindas de outras paragens típicas dos natais do norte da europa, lembrei-me logo de outro fruto da estação, que também tem pintado o meu campo de vermelho. As belas das romãs.  



Quem não gosta de sumo de romã? Cá em casa o pai tem reforçado o sistema imunitário com um preparado de romã que ele faz com todo o carinho. Portanto, este sumo é algo já muito familiar, que partilhamos com gosto. Ao início quando o pai começou a confeccionar este sumo natural, custava sentir a aspereza da romã a passar pela garganta. Mas julgo que é uma daquelas experiências que primeiro se estranha e depois se entranha. Neste momento, as árvores do meu pomar estão completamente carregadas deste belo fruto e tenho a certeza que alguns dos frutos se vão aguentar até às festas. Assim sendo, acho que já encontrei o meu cocktail para esta quadra natalícia, assente num fruto que tanto une a família.

Cocktail de Natal

Ingredientes (para duas pessoas)
100ml de sumo de romã
100gr de açúcar amarelo
sumo de 1 limão
1/2 raiz de gengibre média (ralada)
40ml de aguardente
0,25l de água com gás

Descascamos as romãs e transformamos os bagos em sumo. Após obtermos 100ml de sumo de romã, pegamos numa caçarola e juntamos o sumo, o açúcar, o gengibre ralado e o sumo de limão. Levamos a lume médio e deixamos o açúcar dissolver até formar um syrup. Retiramos do lume, deixamos arrefecer e passamos a mistura por um coador. Colocamos o syrup num jarro, adicionamos a aguardente e a água com gás. Podemos servir com rodelas de limão, bagos de romã e gelo.





Ler mais

Dar início ao verdadeiro Natal

Partilha a tua sensação
Ainda estávamos a sentir o Verono e já o Natal se andava a arrastar pelas montras de todos os centros comerciais. A ideia que tenho é que começa cada vez mais cedo esta época festiva. Ainda estamos a passar do Verão para as primeiras castanhas assadas e já vomitamos decorações de natalícias, flocos de neve artificiais e música festiva em altos berros, sem termos a oportunidade de sentir o verdadeiro espírito natalício. E acho que não estou sozinha neste pensamento. Na semana passada apanhei várias conversas de café sobre esta temática. Enquanto escutava as conversações, o meu cérebro culpava todo o consumismo “shopingueiro” à volta desta quadra festiva. Mas estaremos a perder o nosso “menino jesus” interior por causa do consumismo à volta destes dias ou por causa da falta de humanismo com que embrulhamos o Natal.



Confesso. Eu tenho sido uma destas pessoas, que perdem a magia no olhar quando se fala de Natal. Nos últimos anos, este período esteve sempre associado às seguintes questões: terei de trabalhar no dia de Consoada? Terei tempo de confeccionar todos os doces típicos? Será que me esqueci de alguma prenda? Será que a decoração da Árvore de Natal está perfeita? Como me irei dividir? Passo a consoada em casa dos pais ou em casa dos sogros? Terei tempo para partilhar energia positiva com a pequena da família? Tudo pensamentos nada stressantes, certo?



Tenho saudades das borboletas que sentia quando em tenra idade a minha mãe me desafiava a ir apanhar musgo, quando ajudava a enfeitar a árvore dos avós, quando o tempo parecia infinito e dava para chatear o pai vezes sem fim a jogar monopólio, quando podia enfardar os sonhos da avó, quando me sentava nas manhãs de Natal, à frente da televisão, a ver o Circo de Natal. Caramba, tenho saudades do passeio do dia de consoada, quando visitávamos a família toda e, acreditem, a minha família é gigante. Havia sempre tempo. Como se ele fosse medido noutra unidade que não a das rotinas e tarefas.


Existe em mim uma urgência em recuperar aquilo que considero ser o verdadeiro Natal, em me centrar na espiritualidade do momento, em me centrar no artesanal desta época, porque há tanto para fazer em família, há tanto para viver. Hoje início a quadra festiva no blogue. Sem stress, sem obrigatoriedades, com alguns artigos DIY, com alguns artigos de pessoas que admiro, sugestões de prendas, histórias, e também lembretes para nos afastarmos do artificialismo da época. Espero que passem por este cantinho virtual e partilhem o que representa para vocês o verdadeiro espírito natalício.


Ler mais

Biscoitos de Gengibre, Limão e Mel

2 sensações partilhadas
Já aqui partilhei convosco que o meu sistema imunitário não concorda com a minha paixão pelo Outono. Chega esta altura do ano e são vários os sintomas que me deixam em alerta. O vento seca-me os olhos de forma dolorosa, as alterações bruscas de temperatura provocam-me enxaquecas, a mudança de horário interfere com as minhas digestões e insónias. Todos os anos leio e releio mezinhas, dicas de blogers, artigos científicos e procuro melhorar o que me afecta. Todos os anos chego à conclusão que há coisas que não mudam por melhores que sejam as dicas e os truques.





Por isso, como o meu humor também adora o Outono e não sai abalado pelas alterações corporais decidi procurar o meu antídoto físico para reforçar o sistema imunitário. Resultado? Uns biscoitos de Gengibre, Limão e Mel. Já comi meio quilo deles. O sistema imunitário ficou reforçado, não por causa dos ingredientes que usei nos biscoitos.







Sim, eu sei que a comida saudável faz milagres e que nós somos o que comemos. Eu sei disso, mas sinto que esse discurso hiper moderno se esquece de uma coisa essencial e que tanto falta nos dias de hoje. Sabem porque ao confeccionar estas bolachas senti o meu sistema mais protegido? Porque uma manhã a magicar uma receita nova, a aquecer a minha casa com o calor confortável do forno e os aromas a biscoito quente são sinónimos de felicidade. E a felicidade, essa sim, é a maior amiga de um corpo saudável.



Biscoitos de Gengibre, Limão e Mel

Ingredientes
450gr de farinha sem fermento
70gr de açúcar mascavado claro
5 colheres de sopa de mel
90gr de manteiga
2 ovos
2 colheres de sobremesa (bem cheias) de gengibre em pó
1 colher de chá de fermento em pó
Raspa de 1 limão

Numa tigela misturamos a manteiga e o açúcar até ganhar textura. Juntamos os ovos, batendo de forma contínua. Adicionamos o mel até incorporar bem. Juntamos os restantes ingredientes (farinha, gengibre, fermento e raspa de limão). Misturamos bem com as mãos, até a massa ficar homogénea. Não devemos amassar em demasia. Cobrimos a massa com película aderente e levamos ao frigorífico durante uma hora, para que a massa fique mais firme. Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Polvilhamos uma superfície lisa com farinha. Estendemos a massa com a ajuda de um rolo até esta atingir a espessura de 5mm. Cortamos com um molde quadrado e levamos ao forno, em tabuleiro previamente preparado, durante 8 a 12 minutos, ou até dourarem.


Ler mais

Bolo da Paixão

2 sensações partilhadas
Há quem não precise de fazer história, para ficar para sempre na História. Há quem não precise de ser uma figura importante em determinada época para que fique para sempre recordada na cronologia dos factos. Existem pessoas assim. Pessoas que desde o primeiro momento em que as conhecemos, mesmo que não nos lembremos dessa ocasião, que passam a ocupar um enorme lugar nos nossos corações. O meu pai é uma dessas pessoas.


Lembro-me de desde sempre ser rotulada com a indicação de menina do papá. Aquele que adormecia a embalar o berço quando o meu monstro frequente das birras decidia a aparecer. Aquele que me segurava o cabelo quando o vomito tombava para dentro da sanita. Aquele que suportava as longas e desesperantes jogatinas de Monopólio. Aquele que ensinava a subir a pedregulhos e a voar ao sabor do vento. Aquele que preparou toda a decoração, com amor e quilos perdidos, do meu casamento. Aquele que me mostrou como estava enganada em relação à capital da Turquia. Aquele que em tenra idade minha me ofereceu um “Atlas dos adultos”, ainda com o muro de Berlim e me ensinou que as barreiras são para ser transpostas. Talvez tenham razão em me gozar. Mas na verdade o gozo é todo meu, de ter um pai grande, que ficará para sempre inscrito na minha história e visão do mundo.



O Bolo que hoje aqui apresento foi confeccionado para o Aniversário desta pessoa tão especial. E, o bolo até se pode chamar Bolo da Paixão, mas a verdade é que vai ficar para sempre associado ao amor paterno.

 Bolo da Paixão
Adaptado da revista Delicious Magazine

Ingredientes
300gr de farinha simples
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de cardamomo
200gr de açúcar mascavado
250ml de óleo de girassol
3 ovos L
5 fatias de ananás em calda (finamente picadas e com o sumo drenado)
4 colheres de sopa da calda do ananás
200gr de cenoura ralada
50gr de coco desidratado
q.b. ananás cristalizado

Para a cobertura
250gr de açúcar de confeiteiro
80gr de manteiga
50gr de cacau cru
200gr de queijo cremoso

Pré-aquecemos o forno a 180º. Peneiramos a farinha, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e as especiarias para uma tigela grande. Noutra taça, com a ajuda de uma batedeira eléctrica, misturamos o açúcar com os ovos. Batemos durante cerca de três minutos. Adicionamos a esta mistura o óleo de girassol. Voltamos a bater para incorporar. Juntamos a farinha e o resto dos ingredientes secos aos ovos. Mexemos bem. Por fim, adicionamos as cenouras, o coco ralado e o ananás em calda. Voltamos a misturar bem. Levamos ao forno em forma untada previamente, durante 45 minutos ou até que o forno esteja firme ao toque. Retiramos do forno e deixamos arrefecer durante 10 minutos antes de transferirmos para uma base de arrefecimento. Após estar completamente frio, dividimos o bolo em duas partes e vertemos as quatro colheres da calda do ananás em cada metade. Reservamos. Para a cobertura, misturamos a manteiga e o açúcar em pó, com a ajuda de uma batedeira eléctrica, até obtermos uma mistura homogénea. Adicionamos o cacau cru e o queijo creme. Batemos novamente até conseguirmos uma pasta suave. Espalhamos um terço na cobertura sobre metade do bolo, tapamos com a segunda metade. Distribuímos a restante cobertura no topo do bolo e nos lados. Usando a borda de uma faca ou espátula raspamos o excesso de cobertura nos lados do bolo. Este bolo deve ser colocado no frigorífico e tirar 30 minutos antes de servir. Decoramos com ananás cristalizado.










Ler mais
Próximo publicaçãoMensagens mais recentes Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial