Pessoas que inspiram | Guida Design Eventos

Uma partilha
Conhecemo-nos nas rotinas por conta de outro e nos meandros da Comunicação. Dum lado estava ela a promover eventos culturais para uma importante marca internacional. Do outro estava eu, jornalista e editora de cultura. Conheci-a enquanto Lúcia, mas foi no papel de GUIDA que os nossos caminhos se cruzaram e assumiram novos sentidos e novas realidades. Lembro-me que quando o Reservatório de Sensações abandonou a sua existência jornalística e passou a degustador de sensações, foi ela a primeira acreditar no potêncial do meu cantinho virtual e do que saía da minha cozinha. Lembro-me que foi ela a primeira a desafiar-me para expor publicamente as minhas novas façanhas. Mais recentemente foi também a GUIDA que deu o toque especial ao meu enlace mágico. Existem pessoas que se acomodam aos pequenos passos que as rotinas proporcionam, e depois existem as pessoas que rasgam zonas de conforto e obrigam o mundo a sonhar. E desenganem-se, se pensam que a GUIDA é apenas uma event planner. Se tivesse que a definir diria que é uma “promotora de coisas bonitas”. E vamos concordar numa coisa, o mundo precisa de cada vez mais de coisas bonitas, com estrutura, contexto, coração, sonhos e inspiração. Por isso, deixem-se inspirar.





Como e quando surgiu a GUIDA Design de Eventos?
A GUIDA surgiu de uma insónia... a sério! Foi em 2012, depois de ter encontrado por acaso um blog de casamentos brasileiro. Naquele blog, percebi que os casamentos juntavam todas as valências que tinha adquirido ao longo da vida, a produção de eventos, as artes e crafts, o gosto pela imagem fotografada e vídeo, o design floral, e o Marketing. Tinha 30 anos, estava fazer programação cultural e marketing há oito anos e apetecia-me algo que me satisfizesse mais. Depois de experimentar os casamentos das amigas vieram as amigas das amigas, até ao cliente anónimo.

Porque decidiste na casa dos trinta mudar de carreira e dar um novo rumo à tua vida?
Pode-se chamar crise dos 30, mas no fundo sei que só as circunstancias o permitiram. Tinha companheiro e relação estável, tinha um emprego que me dava margem de investimento, tinha amigas com interesses comuns e que se revelaram a ajuda essencial. E tive um choque emocional que foi uma doença de um familiar direto que me fez questionar tudo, e encontrar esta resposta: enquanto cá andamos vamos fazer o possível para sermos felizes.




Foi fácil para as pessoas à tua volta assimilarem esta tua vontade de mudar?
Não. As pessoas que mais gostam de mim, por proteção, desconfiaram, sugeriram cuidado, diziam que era um biscate que não ia dar em nada, mas lá iam ajudando. Em termos sociais mais alargados, no espaço de seis meses, pessoas que sempre me tinham chamado de Lúcia passaram-me a confundir com a marca e a chamar de GUIDA.

O que é podemos encontrar na GUIDA?
Criatividade, personalização, leitura de estilo. Acima de tudo queremos proporcionar eventos que sejam a personalidade dos noivos, e que lhes seja motivo de alegrias. Queremos fazer o que gostamos se possível de forma a que interfira o mínimo possível com a nossa qualidade de vida familiar e social (ás vezes é muito difícil). Sabemos ler os noivos desde que eles permitam e confiem o suficiente para isso, quando há empatia acaba por ser um trabalho de equipa, mais do que um serviço contratado, e não raras vezes fazemos amigos para vida.






O que sentiste quando organizaste o teu primeiro evento?
O primeiro evento já nem me lembro, foi muito antes dos casamentos. Enquanto GUIDA, o primeiro casamento é inesquecível ...Emocionalmente senti-me muito feliz, mas questionei tudo, ainda o faço e farei, sou muito crítica e exigente com o que faço. E descobri um cansaço físico que desconhecia até então. É muito duro.

Passados cerca de quatro anos continuas a emocionar-te com os eventos que preparas?
Sim muito! Sinto todas as palavras ditas com sinceridade e emoção, vibro com cada detalhe, e no final quando vejo o dia em fotografias e vídeo, sinto que fiz parte daquela história, que eu e a equipa GUIDA somos responsáveis pela coerência entre a festa e os noivos, sentimos orgulho.

Já tiveste pedidos estranhos de concretizar?
Já... Mas não os vou contar, são estranhos.

Qual o evento que recordas com mais carinho? Se é que é possível falar apenas de um.
Todos os casamentos em que fazemos para além da decoração, o acompanhamento do dia, são especiais. Por mais que se queira ser profissional, não somos imunes às emoções. E é impossível não recordar os abraços que recebi das noivas, ou palavras sentidas de agradecimento por pais, caras de surpresa na descoberta dos detalhes...Impagável.

O que tem sido mais difícil de gerir nesta nova etapa, enquanto gestora do próprio negócio?
Este ano tem sido particularmente difícil gerir a procura. Temos mais procura do que datas disponíveis, o que faz com que tenhamos de criar procedimentos de atendimento e redefinir estratégias de resposta. Encontrar soluções para gestão do tempo, é tão difícil combinar num mesmo tempo a confiança dos clientes, os objetivos de Marketing, produzir, o fazer, levar e trazer... o dia é pequeno demais!É algo que ainda estamos a viver e a refletir sobre isso, não queremos perder qualidade mas também queremos agarrar novas oportunidades. É difícil dizer Não, mas o crescimento tem de ser sustentado.






 Com o teu projecto sentes que inspiras as pessoas à tua volta?
Sim. Sinto que inspiro quem acompanha o projeto desde início, que o viu pequenino e tosco e o sente também como seu. Inspiro noivas, sei porque me escrevem e o dizem... É engraçado ouvir, em contextos sociais que me desconhecem, coisas como "O meu casamento tem de ser estilo GUIDA...", tenho a noção que do pouco inicial, ou da muita expectativa pessoal, fiz uma marca com valor, e hoje maior do que a minha pessoa.

Nos próximos tempos, que surpresas a GUIDA irá preparar?
Para além do crescimento da equipa, temos objetivos estruturais, que são surpresa! Temos uma estratégia definida que passa pela partilha do que vamos sabendo e dominando com quem nos segue, temos também objetivo de fazer parte da marca Viseu ou região Dão enquanto Destination Wedding. O turismo de casamentos é real, a procura por parte de noivos estrangeiros tem-nos acontecido, tem impacto local e queremos fazer cada vez mais parte dele.

Onde imaginas estar com a GUIDA daqui a 10 anos?
Imagino estar mais tranquila, mais despegada. A confiar na equipa que fará dela independente de mim e eu mais centrada nas coisas da GUIDA que me fazem feliz.


Podem conhecer o trabalho da GUIDA Design Eventos aqui.
As fotografias foram registadas durante o Workshop de Bouquet, realizado no dia 30 de Abril.



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Scones Simples

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A primeira vez que me deparei com a palavra Scone, deveria ter sete anos, numa altura em que cresci em mim o gosto pelos livros de aventura, policiais e afins. A colecção Os Cinco, de Enid Blyton estava no topo desta paixão. Grande parte da minha infância foi acompanhada por este grupo de aventureiros que alimentaram o meu imaginário com diversas peripécias, mas também com vários aspectos da cultura britânica. Lembro-me que a Zé, o Júlio, o David, a Ana e o Tim tinham sempre direito a Scones ao pequeno-almoço. Tinham direito a quê? O nome não me dizia nada, mas ficava no ouvido. O problema é que eu não conseguia associar o nome a nada e na década de oitenta a internet era assunto de ficção científica e não podia recorrer a ela para esclarecer o mistério. Pelas descrições os Scones não eram bolo, mas também não eram salgado, não eram um pão, mas acompanhavam bem com compota, queijo cheddar, com mostarda e tomates fritos. Ainda pesquisei na biblioteca da escola, mas as enciclopédias não primavam pelas imagens que apresentavam.




Lembro-me que foi numa feira escolar do Dia do Inglês que a minha curiosidade se saciou. Nesse dia, gastei metade da semanada na mesma banquinha e comi scone atrás de scone com compota de morango. Se na altura gostei? Nem por isso. Aquilo sabia a bolos recessos. Mas se Os Cinco gostavam e se eram motivo de encantadoras refeições, quem era eu para não gostar? Hoje em dia, a história é outra. Depois de experimentar Scones realmente ingleses e de confeccionar diversas variações, não sei viver sem este petisco britânico. Acho-os deliciosos quer ao pequeno-almoço, quer em lanches, em ocasiões especiais ou em ceias de convívio. Agradeço imenso a Os Cinco pelo tom britânico que deram à minha infância e ao meu gosto gastronómico.



SCONES SIMPLES

Ingredientes

1ovo grande
125ml de leite 
225gr de farinha de trigo
2 colheres de chá (bem cheias) de fermento em pó
2 colheres de sopa de açúcar branco refinado (+ um pouco para polvilhar)
50gr de manteiga (à temperatura ambiente)

Aquecemos previamente o forno à temperatura de 220ºC. Deitamos o ovo e o leite numa tigela pequena e batemos ao de leve antes de acrescentar o sumo de limão. Peneiramos a farinha e o fermento em pó para dentro de uma tigela grande. Acrescentamos as duas colheres de açúcar. Espalhamos a manteiga por cima da mistura de farinha. Em seguida envolvemos a manteiga na farinha, usando as pontas dos dedos, até a mistura ficar com uma consistência de pão ralado. Adicionamos metade da mistura de ovo nos ingredientes secos. Acrescentamos mais mistura de ovo até obtermos uma massa bem ligada. O mais provável é não necessitarmos desta mistura liquida toda. Colocamos a massa num superfície de trabalho polvilhada com um pouco de farinha e, com suavidade espalmamo-la até ficar com cerca de 2 cm de espessura. Com um cortador de bolachas, recortamos tantos scones quanto possível. Repetimos o processo até termos utilizado toda a massa.  Dispomos os scones num tabuleiro de forno. Pincelamos a parte de cima com o que restou da mistura de ovo e polvilhar generosamente com o açúcar branco. Levar ao forno durante 10 a 12 minutos ou até scones crescerem e alourarem. Colocar os scones a arefecerem numa armação de arame.

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O meu campo

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Passaram três anos desde que saí do meu campo. Três anos que parecem uma eternidade, tendo em conta que a minha alma sempre se habituou a respirar natureza no seu dia-a-dia. Já aqui falei desta experiência várias vezes, porque de facto têm sido anos marcantes e de muitas mudanças. Por um lado tenho saudades dos meus cães, dos cheiros campestres, do jardim como extensão dos meus dias. Mas por outro lado, em três anos sinto que já se entranhou na minha pele um certo conforto citadino que me permite não pegar no carro durante a semana ou a almoçar em casa todos os dias. Nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio nesta dicotomia.




Por isso, ficou decidido quando virei "princesa" urbana, que todos os fins-de-semana me iria perder entre sebes, lameiros e caminhadas rurais. Isso era imperativo. Ainda hoje, sinto que nesses instantes em que regresso ao meu habitat natural, viro pulmão de ar puro e pulsar verde. Nessas alturas, impinjo à alma um restart revigorante. Foi num desses momentos que senti o chamamento que me inspirou a desafiar a família a deitar mãos à terra, literalmente, e a renovar uma parte do meu campo que estava ligeiramente ao abandono. O desafio começou há cerca de um ano. Ainda há muito caminho para trilhar neste desafio. Deixo-me para já encantar com o jasmim que já floriu, a roseira quer já quase dá a volta ao arco colocado ao cima das escadas, com o limonete que cresceu e as árvores de fruto que começam a dar as primeiras folhas e flores. Estou muito grata por o pouco que já conseguimos e grata por confiar na mãe natureza.























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Tarte de Aveia, Chocolate e Framboesas (que foi um bela surpresa)

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Gosto de surpresas. Só me refiro às surpresas positivas, claro. Por exemplo, chegar ao estacionamento e reparar numa multa a brilhar de contentamento no pára-brisas, isso não é de todo uma surpresa agradável. Gosto de surpresas que me façam despontar um sorriso tonto na cara, ou que me façam transbordar o coração de contentamento. Sabe bem ser surpreendida com o gesto simpático de alguém que se cruza connosco no dia-a-dia. Sabe bem ultrapassar um obstáculo, sobre o qual não tínhamos expectativas positivas. Sabe bem receber um mimo que não se estava à espera. Sabe bem encontrar nos pequenos pormenores da vida um motivo para ficar surpresa. No campo pessoal, adoro ser surpreendida com mimos e prendas. Não, não pensem que se trata apenas de consumismo. Para mim uma prenda/lembrança/mimo é muito mais do que a oferenda de um objecto ou de algo. Este acto traz com ele toda uma carga simbólica, que está relacionada com o esforço que a pessoa colocou na procura daquela prenda, ou o quanto essa pessoa nos conhece, ou por outro lado o quanto essa pessoa quer que a conheçamos. E sou grata pelo que as pessoas me dão de si.



Cá em casa, ele detesta comprar prendas. É um sufoco quando chega o Natal, ou aquela altura do ano em que vários elementos da família comemoram o aniversário (uns atrás dos outros). Mas sabem uma coisa ele põe de parte esse seu sentimento e esforça-se sempre para surpreender as pessoas. Por exemplo, o melhor livro de culinária que possuo a ele o devo. E foi oferecido numa altura em que ainda não tinha descoberto que rumo queria dar ao Reservatório de Sensações.  O blogue existia, mas servia apenas de depositário de textos relacionados com a minha área de trabalho: o jornalismo. No entanto, o bichinho pela culinária já existia dentro de mim. Num aniversário, ele ofereceu-me o livro Bolos para a Família, de Sarah Randell. Um livro que eu desconhecia por completo e que na altura só era vendido pelo Círculo de Leitores. Todavia, esta oferenda revelou-se uma verdadeira surpresa. Se eu já gostava de cozinhar, com aquela prenda tive a minha revelação. Eu iria querer cozinhar para a família, ter a casa sempre cheia. Ainda hoje, por mais livros que compre, este é o livro que eu tanto adoro e ao qual recorro tantas vezes.

Se foi uma das surpresas mais belas que já tive? Sim. Não só porque adoro o livro, mas também porque sei e senti o esforço que ele colocou em oferecer-me algo com valor simbólico, o esforço que desenvolveu para que eu percebesse que precisava de outro caminho, com mais aromas, mais texturas, mais sabores. Só lhe posso estar grata por isso!



TARTE DE AVEIA, CHOCOLATE E FRAMBOESA
Ingredientes para a base
100gr de manteiga à temperatura ambiente
40gr de açúcar refinado
150gr de farinha de aveia

Ingredientes para a calda de chocolate
200gr de chocolate negro partido em pedaços pequenos
1colher de sopa de açúcar em pó
100gr de framboesas
200ml de natas
Pistachio q.b.

Aquecemos previamente o forno à temperatura de 190ºC. Batemos a manteiga e o açúcar com uma batedeira electrica durante três a quatro minutos ou até obtermos uma pasta cremosa e esbranquiçada.  Acrescentamos a farinha de aveia e voltamos a bater durante mais alguns minutos. Caso não consigamos formar uma bola de massa, amassamos com as mãos. Deitamos no tabuleiro e comprimimos firmemente com a superfície bojuda de uma colher. O objectivo é obtermos uma camada uniforme. Com os dentes de um garfo, fazemos alguns furos na base. Levamos ao forno previamente aquecido durante 20 minutos ou até a massa ficar um pouco dourada. Deixamos arrefecer.

Para preparar a calda de chocolate, levamos as natas e o açúcar em pó a lume brando. Deixamos ferver. Vertemos as natas quentes por cima do chocolate partido. Levamos ao lume e batemos sempre até que o chocolate derreta por completo e a mistura adquira uma textura macia. Juntamos as framboesas à mistura do chocolate e deitamos por cima da base, que tem de estar completamente arrefecida. Deixamos esfriar completamente e levamos ao frigorífico durante três horas ou até a cobertura solidificar. Para servir, cortar com uma faca bem afiada e cobrir com pistachio picado em pedaços pequenos.



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Creme de Cogumelos (para aquecer a alma)

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Primavera, ai a Primavera. Uma estação perfeita para quem gosta de apreciar comida, para quem gosta de passar o tempo livre na cozinha. Os mercados de produtores locais vestem-se de cores fantásticas e de diversas variedades de legumes e frutas. Tanto que fica difícil de escolher o que levar para casa. Esta diversidade inspira a confecção de novas receitas. O calor instala-se e o corpo pede comidas mais frescas, mais luminosas e coloridas. Os campos, os jardins e os pinhais enchem-se de piqueniques. E o cheiro da comida funde-se com o aroma a pinhal aquecido e a flores a desabrochar.



Isto claro se estivermos numa Primavera normal, que responda aos padrões esperados. Os últimos tempos têm sido cinzentos demais. Mesmo eu que tenho uma resistência elevada a tempestades, já não tenho pachorra para a quantidade de precipitação dos últimos meses. No trajecto curto, que efectuo todos os dias entre casa e trabalho, consigo virar esponja da loiça acabada de ser usada. Os automobilistas andam zangados, cansados de usar o limpa pára-brisas a funcionar, e portanto não se preocupam em abrandar nas poças que habitam a fronteira entre a estrada e os passeios. E como senão fosse suficiente, o mau humor humano estende-se também ao reino animal. Apercebi-me hoje que as andorinhas lá da rua desapareceram. Nem sinal delas. Claro que as percebo, tivesse eu asas e estaria neste momento a sobrevoar algum paraíso tropical.
Nascida e criada no campo, digo já que não vale a pena virem com a conversa de que precisamos da chuva. Neste momento as batatas precisam de não se sentir em afogamento constante, as cerejas estão a desenvolver uma palidez que acho que será crónica e os agricultores se calhar vão começar a pensar em trocar os tractores pelos barcos.
É óbvio que esta Primavera a fingir se reflecte na minha cozinha. Não, não, a minha cozinha não está carregada de maus humores. Mas a verdade é que este frio de Maio, faz com que o meu estômago reclame por comida de conforto. Até posso pensar que a época balnear se aproxima e que umas saladinhas neste corpo roliço só fariam bem, mas esqueçam lá isso. Eu quero mesmo é comida que me acalente a alma.

CREME DE COGUMELOS
Igredientes
6 batatas miúdas
2 cenouras pequenas
1 cebola pequena picada
300gr de cogumelos frescos (usei cogumelos Shiitake e Cogumelos Marron)
+/- 1l de água
sal
pimenta
azeite
queijo parmesão (a gosto)

Cobrimos o fundo de um tacho com azeite. Levamos a lume brando. Assim que o azeite começar a aquecer, juntamos a cebola picada e deixamos cozinhar, até a cebola aloirar. Juntamos as batatas e as cenouras, previamente cortadas. Tapamos e deixamos suar sobre lume brando durante cerca de cinco minutos, mexendo de vez em quando. Entretanto lavamos os cogumelos em água corrente. Depois de fatiados, adiccionamos aos restantes legumes. Mexemos e deixamos cozinhar, tapado, até as batatas estarem macias. Trituramos a sopa com a varinha mágica. Adicionamos a água necessária até que o creme fique com a consistência desejada. Temperamos com sal e pimenta. Deixamos retomar a fervura. Este creme acompanha muito bem com queijo parmesão. Antes de servirmos, podemos cobrir o creme com queijo parmesão ralado.

Nota: Com este tempo, tem sido difícil tirar fotos, principalmente quando só tenho espaços interiores e a luz que entra pelas janelas é insuficiente. As cores do post até podem não estar muito apelativas, mas vale mesmo a pena provar este creme.


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O meu primeiro Pudim

2 sensações partilhadas
Desde sempre tive o hábito de folhear o álbum de fotografias deles, do dia especial em que juntaram os trapinhos, o amor e os sonhos. Na capa, se a memória não me falha, diz: O meu casamento. No interior, página a página, as fotos de uma história melhor do que qualquer filme de Hollywood sempre me encantaram.

 Lembro-me que com muito cuidado eu virava as folhas transparentes que protegiam as imagens. A mãe parecia uma menina em dia de primeira comunhão,com sorriso cândido e ar sonhador . Já o pai assumia as vestes e a postura de um galã de telenovela. Mas mais do que as vestes, eu deliciava-me com os olhares e as posturas das fotos. Procurava os sorrisos alegres, os sorrisos mais carrancudos, os ombros descontraídos, as lágrimas reprimidas ou as lágrimas mais soltas.

Ainda hoje passados 32 anos sinto-me em casa cada vez que folheio este álbum. Ainda hoje passados 32 anos consigo perfeitamente transportar a mãe de agora para a imagem daquela gaiata que iniciava de forma insegura uma nova vida. Ainda hoje o pai mantém o mesmo sorriso de estrela da televisão. Desconheço o que é viver 32 anos ao lado da mesma pessoa, de partilhar com ela as histórias de uma vida, porque este meu percurso matrimonial é ainda pequeno. Mas sei que o exemplo que me rodeia é bom, forte e inspirador.

E como as histórias inspiradoras, merecem também novos desafios. E para celebrar os 32 anos que unem a minha família, pensei: Que receita é que nunca confeccionei? Aqui fica a partilha.




PUDIM DE AZEITE E MEL
Ingredientes
6 ovos grandes
3 colheres de sopa de mel líquido
280gr de açúcar refinado
2 colheres de sopa de azeite virgem extra
Raspa da casca de 1 limão

Antes de iniciarmos a confecção da receita, devemos colocar todos os ingredientes à mesma temperatura. Untamos com manteiga uma forma de pudim com 1,5l de capacidade. Juntamos os ingredientes e batemos à mão, apenas o tempo necessário para ligar os ingredientes. Deitamos na forma a mistura obtida e levamos a cozer em forno previamente aquecido a 180ºC, durante 40 a 50 minutos. O pudim estará pronto quando ao espetarmos um palito este sair limpo. Desenformamos quase a frio.

Esta receita foi adaptada do livro Sabores com História, de Maria de Lourdes Modesto.
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