Panquecas de Bacalhau e Queijo Crozier Blue | Cod and Irish Crozier Blue Pancakes

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Prometi a mim mesma que ia aproveitar a segunda semana de lua-de-mel, já em terras lusas, para dar vida a este cantinho de sensações. Inclusive, peguei no meu caderninho de notas e elaborei uma lista ainda grande de assuntos que queria partilhar. Apesar das minhas boas intenções, como devem ter reparado, o blogue esteve assim para o sossegadito. A minha lista ficou esquecida e foi substituída por momentos de namoro, passeios combinados à última da hora, piqueniques inesperados e experiências na cozinha. Estas Panquecas de Bacalhau com queijo Crozier Blue (comprado durante a lua-de-mel) são um exemplo dos sabores, cheiros e texturas que invadiram a minha cozinha na última semana.

I promised myself that I would use the second half of my honeymoon, already in Portugal, to once again rekindle this little corner of the Internet. As a matter of fact, I picked up my notebook and made a list – quite a big one – of all the things I'd like to share here. Despite my intentions, you surely noted that the blog remained fairly lifeless. My list was thrown aside, forgotten, replaced by moments of tenderness, spur of the moment trips, unexpected picnics and kitchen experiments. These Cod and Irish Crozier Blue Pancakes (cheese bought during the honeymoon) are an example of the flavours, aromas and textures that invaded my kitchen this past week.





Ingredientes:
2 ovos
100gr de bacalhau desfiado
2 pimentos doces pequenos
4 colheres rasas de sopa de farinha sem fermento
1 pitada de sal
20gr de queijo Crozier Blue (Podem substituir por Stilton caso não encontrem esta variedade)


Num prato fundo, ou taça, batemos os ovos durante dois minutos. Juntamos o bacalhau, os pimentos cortados aos pedacinhos e a pitada de sal. Mexemos bem para que os ingredientes se incorporem no ovo. Esfarelamos o queijo por cima desta mistura. Voltamos a mexer muito bem. Peneiramos a farinha e envolvemos na mistura com muito cuidado para não formar grumos. Aquecemos uma frigideira anti-aderente untado com um pouco de azeite. Assim que a frigideira estiver quente vertemos nela uma colher de sopa de massa. Deixamos cozinhar até que a massa comece a ficar dourada e firme. Com cuidado vamos descolando os lados da panqueca com uma espátula até descolar perfeitamente. Viramos de lado quando isso acontece. Deixamos cozer do outro lado. Repetimos o processo com a restante massa. Estas panquecas são óptimas para piqueniques primaveris ou refeições mais ligeiras.

Ingredients:
2 eggs 100g of shredded salt cod
2 small bell peppers
4 tablespoons of plain flour
A pinch of salt
20g of Irish Crozier Blue (if you can't find this particular type of cheese you may use Stilton instead)

Break the eggs into a bowl and whisk them vigorously for about 2 minutes. Add the codfish, the diced peppers and a pinch of salt. Mix everything well. Crumble the cheese onto the mixture. Mix everything again. Sift the flour and add to the bowl while mixing very carefully so that the batter doesn't turn lumpy. Heat up a non-stick frying pan lightly greased with olive oil. As soon as the pan gets hot pour in a tablespoon of batter. Let it cook until the batter turns golden brown and firm. Carefully, with the help of a spatula, try to unstick the edge of the pancake from the pan until it's completely free. Flip the pancake and let it brown on the other side. Repeat the process for the remainder of the batter. These pancakes are great for both spring picnics and light meals.



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Um novo capítulo | A New Chapter

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Quem leu o último post não imaginaria que por estes lados se vivia um verdadeiro frenesim, a preparação de um casamento.  Por estas bandas, decidimos contribuir para as estatisticas portuguesas que dão conta que o número de casamentos voltou a subir depois de uma década sempre em número decrescente. Mas mais do que contribuir para as estatisticas, por estas bandas, decidimos escrever mais um capítulo de uma história de amor que se deseja longa. Sim, sim, os últimos tempos têm sido lamechas.

Those who read the last post might not have guessed that it's been quite frenzied around here, we've been preparing a wedding. Yes, we decided to do our part to boost portuguese marriage statistics and help them rise again after about ten years of decline. But more than contribute to the rising number of matrimonies, we've decided to start writing a new chapter of our love story - one that will hopefully take a long long time to complete. Yes, yes, we're going through a very lovey-dovey, mushy phase. 



Dizem que todas as crianças uma ou outra vez sonham com este momento. Eu não devo ter fugido à regra, mas confesso que não me lembro. Apenas sei que à medida que crescia, a ideia de matrimónio esbarrava na vontade de correr mundo. Contudo, quis o destino que apenas me fosse permitido conhecer províncias, quis o destino que houvesse mais fofura no meu mundo pessoal e menos checks in's e portas de embarque solitárias. À conta do destino, embarquei numa aventura bem mais admirável: a de duas pessoas que lutam diariamente para se entenderem na linguagem universal que é o amor, ao mesmo tempo que lidam com as miudezas das rotinas diárias.

People say that we all dream of this moment when young. I probably did too, but I confess that those childhood memories, if they ever existed, are beyond remembrance. All that remained, as I grew older, was the feeling that the very idea of marriage crashed against my desire to see the world. However, fate allowed me only to see provinces, but filled my world with more tenderness and love and less lonely check-ins and boarding gates. Thanks to fate, I embarked on an even more remarkable adventure: two people struggling to understand each other and be understood in that most universal of languages – love, while at the same time having to deal with all the drudgery of daily life.

E este não é um desafio fácil. Se fosse fácil as estatisticas em relação a dar o nó não teriam estado tão baixas na última década. Quem sou eu para achar que posso vir para a net escrever sobre este assunto. Falo apenas tendo como ponto de partida esta maravilhosa aventura em que estou metida e no que vivi e experienciei nos últimos tempos. Alguém dizia que basta o amor e uma cabana. Eu não vou muito nesta cantiga. Amar dá trabalho. É necessário alimentar o amor todos os dias, nos bons dias e principalmente nos maus dias. Naqueles em que não temos paciência para nós, quanto mais para o outro ser que habita o nosso espaço. Para além do investimento pessoal, às vezes o mais difícil é lidar com as pressões rotineiras a que um casal hoje em dia está sujeito. As horas infinitas de trabalho e as pressões laborais, a família a quem muitas vezes não conseguimos dar atenção, todos aqueles que se acham no direito de opinar. Mas será que vale a pena o esforço?  Cada vez que olhamos para as fotos do grande dia ou para as imagens que compõem a nossa história sorrimos de forma enternecida (e parva também). Esta é a melhor resposta que vos posso dar.

And this is not an easy challenge. If it was, perhaps the statistics would not have shown the decline in weddings that we experienced this past decade. But who am I to think that I can climb onto this Internet soapbox and wax on and on about a subject more suited for the scrutiny of a sociologist. I can only speak with authority about the starting point of a wonderful adventure that I lived and experienced recently. Some say that love is easy. I'm not so sure I agree. Love is hard work. You have to nurture love every single day, both in good days and specially in bad ones - you know, those where we hardly have patience for ourselves let alone for another being who co-inhabits our space. And if managing our level of personal investment wasn't hard enough, couples have to deal with day-to-day pressures that can stretch relationships to breaking point. Infinite working hours and work related troubles, guilt over not being able to make time for all family and friends who demand our attention, dealing with all the wise men and women who take it upon themselves to dish out unsolicited advice and full-proof solutions for our plight. But, in the end, is it worth it? Each time we look at the photographs of that big day, or of other moments that make up our story, a tender (and somewhat silly) smile appears on our faces. That's the best answer that I can give you. 

Consciente de que às vezes é importante partilhar experiências, partilhar contrariedades que acontecem, vou preparar uma série de pequenos posts sobre esta temática. Algo que irá fugir aos habituais posts do Reservatório de Sensações, mas que espero que gostem.

In an effort to share experiences, to talk about what went well – and less well – I'm going to try to write several brief posts about all this. While they may be quite different from the usual writings found here I hope you will, nevertheless, enjoy reading them.

Fotografias Francisco Ferreira - Photography e Reservatório de Sensações
Design Floral Guida Design de Eventos
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Lasanha de Cogumelos Marron (com lembretes positivos)

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Sou leitora assídua do Às 9 no meu blogue. Gosto das palavras que por lá vou encontrando. A Sofia tem a capacidade de,  forma bonita e poética, nos relembrar de alguns conselhos, que tantas vezes oferecemos aos outros, mas que insistimos em não aplicar nas nossas vidas, no nosso dia-a-dia.

No outro dia deparei-me com a seguinte frase: "Tenho a coragem de educar a minha cabeça a procurar um único ponto de equilíbrio: o meu." Parece simples, certo? Se vivemos na nossa pele, parece lógico que queiramos existir de forma equilibrada. Mas quantas vezes nos deixamos ultrapassar por um trabalho com trejeitos de bulliyng, pela falta de tempo que escapa por entre rotinas sem sentido, pelas críticas de quem não vive na nossa pele, por um sentimento que não encaixa no nosso coração, por necessidades que atropelam o que realmente precisamos? Quantas vezes adiamos o nosso futuro? Quantas vezes chegamos a casa ao final do dia com as lágrimas encostadas à alma e dizemos: é só hoje, amanhã tudo será diferente. Porém, continuamos a empurrar com a barriga as questões que nos apoquentam e incendeiam a alma.



Eliminar o que alimenta a toxicidade da vida é uma tarefa complicada. Exige muitas vezes decisões duras, respostas directas e um sentimento de coragem gigante. Atitudes que podem ser confundidas com egoísmo. Mas será egoísmo lutar pelo amor próprio, lutar por respirar um ar mentalmente saudável? Na verdade não há outra maneira de agarrar o futuro, nem de deixar fluir a vida.

Confesso que às vezes me esqueço disto. Perco da lembrança que a vida é efémera, que necessita de um cuidado permanente e de mimos constantes. Às vezes tenho de recordar que viver não é apenas existir. Viver é saborear os dias que se vestem de respeito por quem somos. Viver é acreditar que possuímos as capacidades para concretizar sonhos. Viver é serenar no amor de quem reconhece o nosso amor próprio. Vou ali viver um bocadinho, respirar, aprender mais sobre mim mesma, namorar.





Ingredientes
1 cebola picada
2 dentes de alho
250gr de Cogumelos frescos Marron
3 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta
1 pacote de molho bechamel
1 pacote de natas ou de soja
queijo parmesão ralado
pão ralado q.b.
massa fresca para lasanha

Alouramos em azeite a cebola e o alho. Adicionamos os cogumelos e salteamos durante dois minutos. Juntamos um pacote de natas e deixamos apurar. Cobrimos o fundo de um tabuleiro com um pouco deste recheio. Dispomos sobre ele uma camada de massa fresca para lasanha. Repetimos este processo até esgotarmos o recheio. A última camada deve ser de massa. Cobrimos com o molho bechamel, o queijo ralado e o pão ralado. Levamos ao forno pré aquecido a 180ºC durante cerca de 45 minutos.




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Pão-de-ló de Ovar para gente gulosa

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Quem desse lado gosta de Pão-de-ló? Eu adoro, seja ele que feitio tiver, seja ele de onde vier. E como é bom perceber que de norte a sul do país existe uma variedade incrível deste bolo. Se for Pão-de-ló mais seco, acompanho-o com uma bela fatia de queijo. Mas se for um Pão-de-ló húmido como-o às colheradas sem pensar nas calorias que estou a ingerir.  Este também é para comer sem sentir culpa.
Boa Páscoa!





 Ingredientes
13 gemas
1 clara e meia
190gr de açúcar
60 gr de farinha
1 pitada de sal

Deitamos as gemas e as claras numa tigela de louça, juntamente com o sal e o açúcar, e batemos sempre para o mesmo lado, durante meia hora (se for com batdeira eléctrica bastam 10 minutos em grande velocidade). Quando a mistura estiver quase branca e aproximadamente com o dobro do volume, incorporamos, pouco a pouco a farinha e misturamos de cima para baixo. Envolvemos bem. Deitamos a mistura numa forma lisa forrada com papel branco grosso (ou papel vegetal). Levamos a cozer em forno brando mas de temperatura uniforme, durante cerca de 20 minutos. Cobrimos a forma com papel para não queimar.



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DIY de Páscoa

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Tal como o Natal, também a Páscoa é sinónimo de família. Fui criada assim, com a certeza de que as festas, sejam elas religiosas ou não, são para ser vividas em família, seja com a família biológica ou com a família que escolhemos. Mesmo que isso implique que limpemos a casa 24 antes das celebrações, para passado cinco minutos do início do convívio familiar o nosso lar se transformar na maior espelunca. Ou que nos obrigue a passar horas na cozinha apenas a preparar o que é tradicional e não para investirmos em todas as receitas que estão em lista de espera para serem experimentadas. Mas no final, quando a família se ausenta, sabe bem sentir que as paredes, o coração e a alma acumularam memórias, sorrisos, gargalhadas que vão ecoar durante meses, principalmente naqueles dias em que uma pessoa se sente mais sozinha, ou mais cansada e triste. Uma das tradições que mantenho é o de preparar sempre um saquinho de guloseimas para todos os pequenos da família, mesmo que alguns já tenham 20 anos e outros insistam que já são pré-adolescentes com apenas 11 anos. Comprar um pacote de amêndoas e oferecer é bom. Não obrigatório, mas sabe sempre bem. Contudo, porque não preparar os próprios saquinhos com guloseimas variadas e, principalmente, numa versão mais controlada? Eu continuo com a minha de que comer doces não faz mal, desde que seja de forma controlada e racional. Os saquinhos já assumiram muitas formas, desde coelhinhos, a cenouras, ou pequenos embrulhos transportados por pequenos pintos. Acreditem, eu não tenho muito jeito para DIY, mas o processo de criar uma prenda é mais importante que o resultado final. Portanto, este ano partilho convosco os saquinhos com que a pequenada vai ter de levar.

Para preparar estes saquinhos precisamos de:
amêndoas variadas e outros chocolates da epóca;
papel de suporte a bolos de diâmetro pequeno;
fita de cetim fina;

Unimos dois papeis com a fita, de forma a que formem uma espécie de envelope/saco. Colocamos algumas amêndoas e chocolates. Convém não encher muito, para que o papel não rasgue. Atamos com um laço. Oferecemos.

Boa Páscoa!

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Pãezinhos de Azeitonas e Oregãos como homenagem à simplicidade

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Gosto de receitas simples, como gosto de pessoas simples, assim como gosto de momentos simples. Tudo simples, portanto. Talvez porque eu seja o oposto. Talvez, porque sendo o oposto, preciso de me refugiar na calmaria dos pormenores da vida. Aqueles que acalentam a alma e inspiram a quietude da paciência diminuta. 


Como por exemplo, amassar o pão com a leveza dura das mãos e assistir relaxadamente ao seu crescimento enquanto abraçamos uma chávena de chá quente, junto à janela que se abre para o dia. Ou como por exemplo, esquecer as rotinas ritmadas pela tecnologia, enquanto se partilha, com uma mesa farta de risos e conversas, esse mesmo pão acabado de sair do forno. Existem receitas, momentos e pessoas que não troco por nada deste mundo. Porque a beleza da vida reside na simplicidade.



Ingredientes
3 colheres de sopa de azeite
40gr de azeitonas pretas grosseiramente picadas
100gr de farinha de trigo
50gr de farinha de espelta
1 pitada de açúcar
2 colheres de chá de fermento seco
1 ovo
1 gema
1 pimenta de pimenta preta
1 colher de sopa de oregãos secos

Misturamos as duas farinhas, o açúcar, o fermento, o ovo e o azeite. Adicionamos as azeitonas, os oregãos e a pimenta. Amassamos até obtermos uma massa consistente. Caso a massa fique demasiado consistente, acrescentamos um pouco de leite. Deixamos repousar a massa tapada com um pano húmido, num local quente, durante uma hora para levedar. Decorridos esse tempo, trabalhamos levemente a massa e formamos sete pãezinhos, que devemos colocar num tabuleiro de forma, previamente untado. Deixamos levedar por mais 10 minutos. Pincelamos os pãezinhos com a gema de ovo batida. Em seguida, levamos o tabuleiro ao forno e cozemos os pães a 180ºC, durante cerca de 20 minutos. O forno não deve ser pré-aquecido.


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