DIY de Páscoa

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Tal como o Natal, também a Páscoa é sinónimo de família. Fui criada assim, com a certeza de que as festas, sejam elas religiosas ou não, são para ser vividas em família, seja com a família biológica ou com a família que escolhemos. Mesmo que isso implique que limpemos a casa 24 antes das celebrações, para passado cinco minutos do início do convívio familiar o nosso lar se transformar na maior espelunca. Ou que nos obrigue a passar horas na cozinha apenas a preparar o que é tradicional e não para investirmos em todas as receitas que estão em lista de espera para serem experimentadas. Mas no final, quando a família se ausenta, sabe bem sentir que as paredes, o coração e a alma acumularam memórias, sorrisos, gargalhadas que vão ecoar durante meses, principalmente naqueles dias em que uma pessoa se sente mais sozinha, ou mais cansada e triste. Uma das tradições que mantenho é o de preparar sempre um saquinho de guloseimas para todos os pequenos da família, mesmo que alguns já tenham 20 anos e outros insistam que já são pré-adolescentes com apenas 11 anos. Comprar um pacote de amêndoas e oferecer é bom. Não obrigatório, mas sabe sempre bem. Contudo, porque não preparar os próprios saquinhos com guloseimas variadas e, principalmente, numa versão mais controlada? Eu continuo com a minha de que comer doces não faz mal, desde que seja de forma controlada e racional. Os saquinhos já assumiram muitas formas, desde coelhinhos, a cenouras, ou pequenos embrulhos transportados por pequenos pintos. Acreditem, eu não tenho muito jeito para DIY, mas o processo de criar uma prenda é mais importante que o resultado final. Portanto, este ano partilho convosco os saquinhos com que a pequenada vai ter de levar.

Para preparar estes saquinhos precisamos de:
amêndoas variadas e outros chocolates da epóca;
papel de suporte a bolos de diâmetro pequeno;
fita de cetim fina;

Unimos dois papeis com a fita, de forma a que formem uma espécie de envelope/saco. Colocamos algumas amêndoas e chocolates. Convém não encher muito, para que o papel não rasgue. Atamos com um laço. Oferecemos.

Boa Páscoa!

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Pãezinhos de Azeitonas e Oregãos como homenagem à simplicidade

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Gosto de receitas simples, como gosto de pessoas simples, assim como gosto de momentos simples. Tudo simples, portanto. Talvez porque eu seja o oposto. Talvez, porque sendo o oposto, preciso de me refugiar na calmaria dos pormenores da vida. Aqueles que acalentam a alma e inspiram a quietude da paciência diminuta. 


Como por exemplo, amassar o pão com a leveza dura das mãos e assistir relaxadamente ao seu crescimento enquanto abraçamos uma chávena de chá quente, junto à janela que se abre para o dia. Ou como por exemplo, esquecer as rotinas ritmadas pela tecnologia, enquanto se partilha, com uma mesa farta de risos e conversas, esse mesmo pão acabado de sair do forno. Existem receitas, momentos e pessoas que não troco por nada deste mundo. Porque a beleza da vida reside na simplicidade.



Ingredientes
3 colheres de sopa de azeite
40gr de azeitonas pretas grosseiramente picadas
100gr de farinha de trigo
50gr de farinha de espelta
1 pitada de açúcar
2 colheres de chá de fermento seco
1 ovo
1 gema
1 pimenta de pimenta preta
1 colher de sopa de oregãos secos

Misturamos as duas farinhas, o açúcar, o fermento, o ovo e o azeite. Adicionamos as azeitonas, os oregãos e a pimenta. Amassamos até obtermos uma massa consistente. Caso a massa fique demasiado consistente, acrescentamos um pouco de leite. Deixamos repousar a massa tapada com um pano húmido, num local quente, durante uma hora para levedar. Decorridos esse tempo, trabalhamos levemente a massa e formamos sete pãezinhos, que devemos colocar num tabuleiro de forma, previamente untado. Deixamos levedar por mais 10 minutos. Pincelamos os pãezinhos com a gema de ovo batida. Em seguida, levamos o tabuleiro ao forno e cozemos os pães a 180ºC, durante cerca de 20 minutos. O forno não deve ser pré-aquecido.


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Super cookies para pessoas madrugadoras

2 sensações partilhadas
Sempre fui madrugadora. Não, não nasci assim, nem se trata de genética, mas lembro-me que as circunstâncias me ensinaram a acordar com o dia, a senti-lo desde o seu verdadeiro início, desde o primeiro raiar de sol. O lema Deitar cedo e cedo erguer sempre fez sentido para mim e era ouvido vezes sem conta em minha casa. Claro, que havia um quê de birra em acordar às 6h00. Os meus pais tinham de me vestir ainda em estado mais ou menos sonâmbulo. No entanto, esta era uma fase muito passageira, que dava lugar a uma boa disposição inabalável, a uma energia genuína, que aí sim virava humor contagiante. Porque de facto não há nada melhor do que aproveitar o dia na sua totalidade, de saber que o dia vai ser comprido e que vai dar para sonhar, mas também para concretizar esses sonhos. Porque de facto é bastante pacificador e relaxante despontar para o dia em equilíbrio com o resto dos elementos que também vão ganhando vida. E foram tantos os dias que vi nascer sentada no terraço dos meus avós, com vista privilegiada para a Serra da Estrela.



Nos últimos tempos, a sociedade e as suas circunstâncias ensinaram-me o oposto. Devo viver durante a noite e esquecer essa coisa de ser madrugadora. Fui indo com a corrente e nem me apercebi das implicações que isto traz. Trabalhar até tarde, às vezes durante a noite, implica que a manhã comece tarde, implica que o humor matinal se torne cinzentão, implica um acordar cansado, implica não ter tempo durante o dia para por os sonhos em marcha, implica coisas simples e ridículas como chatear-me com os pássaros que assobiam serenatas à minha janela às 7h00, implica odiar o sol que me entra pelas janelas pouco depois das 6h50, implica estar desalinhada com tudo o que é natural e que respeita o seu ciclo biológico. O que custa mais é saber que com estes ensinamentos modernos, caminho a passo largos para me transformar naquelas pessoas que eu não quero ser, aquelas que me brindam de manhã com má disposição e tiram o tapete da energia positiva debaixo dos meus pés. Por isso, tenho feito um esforço para pelo menos aos fins-de-semana ou folgas procurar esse equilíbrio. Voltar ao lema Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Voltar a acordar para o dia com a genica mental necessária para inspirar os outros. Porque apesar de hoje em dia não ter um terraço virado para a Serra da Estrela, tenho uma janela enorme adorada pelos pássaros citadinos, na qual o sol quando brilha entra com vontade e que serve de cenário perfeito a pequenos-almoços demorados, nos quais o despontar da vida ganha novos significados.


Ingredientes
225gr de manteiga
350gr de açúcar amarelo
2 ovos
1/2 colher de essência de baunilha
2 colheres de sopa de chocolate em pó
500gr de farinha sem fermento
2 1/2 colheres de chá de bicarbonato de soda
100gr de chocolate preto, grosseiramente picado

Aquecemos previamente o forno a 170ºC. Colocamos a manteiga e o açúcar num batedeira e batemos até obter uma mistura bem cremosa e fofa. Juntamos os ovos, batendo sempre. A cada adição raspamos as paredes da taça da batedeira com uma espátula de borracha. Colocamos a batedeira na velocidade mais baixa e juntamos a essência de baunilha e o chocolate em pó. Misturamos bem até obtermos uma massa bem consistente. Juntamos o chocolate preto. Dividimos a massa em porpões razoáveis por tabuleiros devidamente preparados. Devemo-nos certificar que os biscoitos têm algum espaço entre eles de modo a poderem crescer enquanto cozem. Levamos ao forno durante 10 minutos, ou até ficarem com uma cor acastanhada no rebordo. Deixamos arrefecer um pouco no tabuleiro e depois transferimos para uma grelha de arrefecimento.




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Cupcakes de Pêssego

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Já algum tempo que não passava por estas bandas. As últimas semanas têm sido de recolhimento. As chuvas intensas que se têm feito sentir conduziram me a um estado de hibrnação. Sim, acho que foi isso que aconteceu. Todo o meu sistema desligou o ritmo máximo, apenas para funcionar em ritmo de aguenta a rotina. Portanto, não imaginam como me soube do coração este último fim-de-semana de sol e de algum calor. O corpo voltou a ganhar vida, mas acima de tudo a alma recuperou energia e vontade para mais uma temporada até à chegada em definitiva da Primavera.

As saudades da Primavera são imensas. Anseio pela chegada do novo horário, que me permite fazer mais actividades ao final do dia, ou simplesmente a acordar mais cedo com outra vitalidade. Eu sei que muitas vezes o que importa não é o tempo, mas sim a nossa vontade interior. Eu adoro o Outono e o Inverno, mas também adoro a Primavera e o Verão. Sinto falta das andorinhas a esboçar à frente das minhas janelas de casa. Sinto falta do cheiro a campo aquecido. Sinto falta dos por-de-sol laranja. Sinto falta de pegar na minha máquina e percorrer as montanhas, os rios e os vales. Talvez, tenham sido estas saudades que me inspiraram a criar a receita do Dia dos Namorados. Uns cupcakes de pêssego e chocolate. Uma combinação docinha, fresca que acompanha bem com limonada e com a vida.




Ingredientes
120gr de farinha sem fermento
140gr de açúcar em pó
2 colheres de chocolate em pó
1 1/2 colher de chá de fermento em pó
40gr de manteiga à temperatura ambiente
140ml de leite gordo
1 ovo
1/4 colher de essência de baunilha
400gr de pêssegos em calda, cortados às fatias


Pre-aquecemos o forno a 170ºC. Misturamos o açúcar, a farinha, o fermento em pó, a manteiga e o chocolate em pó numa batedeira e batemos na velocidade mais baixa até obtermos uma mistura com uma consistência arenosa. Juntamos metade da porção do leite e batemos até estar incorporada. Numa tigela à parte batemos o ovo, a essência de baunilha e a restante porção de leite. Depois juntamos à mistura da farinha e continuamos a bater até todos os ingredientes estarem bem incorporados. Dividimos as fatias de pêssego pelas forminhas de papel de modo a cobrir a base. Com a ajuda de uma colher, colocamos a mistura nas forminhas de papel e enchemos até dois terços. Colocamos no forno durante 20 a 25 minutos, ou até que fiquem fofos ao toque. Deixamos arrefecer ligeiramente e só depois transferimos para uma rede de arrefecimento. Quando os cupcakes estiverem completamente frios, cubrimos com decoração a gosto.









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Red Velvet Cocktail

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Mais um dia repleto de clichés aproxima-se a passos largos. As montras vestem-se de vermelho, de corações desiguais em tamanho e formato e apelos fofos ao consumo romântico. Ecoa por todo o lado uma tendência comercial de amar. Mas quem sou eu para falar de clichés. Eu que tanto adoro brindar à vida e que aproveito qualquer efeméride alegre e festiva para apreciar esta passagem, que por ser curta e por vezes sombria, merece ser acarinhada vezes sem conta. Quem sou eu para falar quando adoro ser absorvida pela lamechice que invade as ruas e os restaurantes no dia 14 de Fevereiro?! Amar é bonito. Viver ainda mais. Se há coisas nesta vida que se tornam lugares comuns, é porque existem boas razões. Mesmo dos lugares comuns podem e devem nascer bonitas histórias de amor.  E não andamos todos à procura de uma encantadora aventura romântica?


No próximo dia 14, provavelmente não vou embarcar em frenéticos esbanjamentos comerciais. Mas de uma coisa tenho a certeza vou me deixar embalar por romantismos e cuidados. Porque a vida é para ser saboreada, com ou sem clichés. Brindemos portanto a isso.




Ingredientes
100ml de água
10gr de chá Red Velvet
50ml de água tónica
50ml de gin
Erva príncipe fresca

Com a água e com o chá Red Velvet (pode-se encontrar em diversas casas de especialidade) fazemos uma infusão. Deixamos arrefecer por completo. Num copo, juntamos a infusão Red Velvet com a água tónica e depois com o gin. Pegamos na erva príncipe e fazemos uns pequenos cortes sem desfazer. Introduzimos dentro do copo e mexemos para que o sabor e a frescura da erva principe se embrenhe na bebida. Juntar gelo a gosto.



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Bolo de Azeite e Mel da Beira Baixa

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Cada percurso começa com um pequeno passo. Esta é uma grande verdade. Contudo, não me lembro qual foi o primeiro passo que me tornou uma apaixonada por percursos pedestres. Lembro-me apenas que foi há imenso tempo. Se quando era mais pequena reclamava colo cada vez que me diziam “Vamos caminhar, vamos dar um passeio”, nos dias de hoje se me quiserem ver bem-disposta basta convidarem-me para colocar a mochila às costas e desafiarem-me a percorrer mundos. Adoro caminhar, adoro descobrir o meu país através destes percursos/rotas que de forma natural viajam pelos contos e tradições de tanta gente, pelas cores, cheiros e sabores deste país tão diverso e rico.






E são tantas as histórias que guardo no meu coração. Como por exemplo, aquela vez em que fui pastora por um dia. Ou que descobri uma toca de lobisomem. Ou aquela vez em que a ponte tinha sido levada pelas cheias e tive de atravessar o rio descalça em pleno inverno. Ou aquela vez em que tropecei num ninho de carraças e tive de me despedir em pleno percurso. De facto, existem recordações e vivências que valem mais do que muitos tesouros. No fim-de-semana passado, embrenhei-me na Serra da Estrela, mais propriamente na Rota da Caniça (Lapa dos Dinheiros). Um percurso um pouco acidentado, onde por acaso o grupo terminou a caminhada no meio de uma montaria ao javali, onde esteve sujeito a algumas pequenas quedas, mas onde respirámos muito ar puro e obteve os sorrisos genuínos dos habitantes da Lapa dos Dinheiros.


Espero um dia conseguir dar a volta a este meu belo Portugal a caminhar, despendendo mais tempo junto das gentes genuínas deste país, apreciando mais os seus hábitos, conhecendo com mais profundidade as suas tradições, histórias e vontades. Porque de facto, Portugal é um país rico. E nada melhor que ilustrar este post com uma receita típica, com história e que é confeccionada recorrendo aos dois mais preciosos ouros de Portugal: o mel e o azeite.





INGREDIENTES
200gr de farinha
1 colher de chá de fermento em pó (Royal)
1/2 colher de chá de canela (Margão)
8 ovos
200gr de açúcar
1 chávena de chá de mel (mal cheia) (Bynatura)
1 chávena de chá de azeite virgem extra (mal cheia) (Azeite Gallo)
Raspa da casca de meio limão


Peneiramos a farinha com fermento e a canela. Aquecemos o forno a 160.Cº. Batemos as gemas com açucar até obtermos uma mistura fofa e volumosa. Juntamos o mel, o azeite e a raspa de limão. Batemos bem. Por fim, adicionamos as claras, previamente batidas em castelo bem firmes, alternando com a farinha, o fermento e a canela. Deitamos o preparado na forma e levamos a cozer durante cerca de 40 minutos, ou até o bolo estar firme ao toque. Deixamos repousar cinco minutos antes de desenformar. Servir com frutos secos e mel.



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