As receitas de 2015

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2015 foi um ano muito positivo para o Reservatório de Sensações. Sem qualquer tipo de pressão (até porque o blogue é apenas um hobby), o Reservatório de Sensações cresceu abriu portas para novas viagens, novas sensações, que me desafiaram a ir mais longe. Além disso, e talvez mais importante, graças a esta janelinha conheci novas pessoas, novos projectos, novas inspirações que tenho a certeza me vão acompanhar nos próximos anos. Irei continuar a olhar para este cantinho virtual como uma grande paixão, sem grandes objectivos traçados ou responsabilidades instituídas. Expresso apenas a minha vontade em estar mais presente, partilhar mais receitas, iniciar novas rubricas, estabelecer desafiantes parcerias. Viver mais este cantinho. Do vosso lado, só espero que me continuem a acompanhar tal como fizeram em 2015. Foram uma excelente companhia e da qual estou muito grata. E para brindar a essa boa camaradagem que me transmitem, partilho as receitas que (a contar pelas estatísticas) vocês gostaram mais em 2015. O meu muito obrigada! Vemo-nos em 2016!



Quadradinhos de Chocolate


 Panquecas americanas 


 












 






















Bolo Lemon Curd 



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Bellini

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A conversa é sempre a mesma nesta altura. Que vem acompanhada de uma mesma pergunta: Quem andou com o tempo para a frente? Provavelmente ninguém, até porque ninguém gosta de se meter com esta unidade tão importante das nossas vidas. Mas custa acreditar que ainda ontem estávamos a brindar aos novos planos e idealizações para 2015 e afinal já percorremos outros 365 dias em direcção a 2016.


É nesta altura que me pesa a consciência e que começo os jogos mentais. Se ninguém andou falsamente com o calendário para frente, porque sinto que o tempo foi coisa que não abonou por estes lados? Concluo que esta é uma inquietação parva. Estamos a falar de 365 dias, de imensos planos, de imensos desafios, de imensas conquistas e perdas também, tudo vivido com imensa vontade. Depois penso (eu sou boa a pensar): será que durante um ano me concentrei nas prioridades erradas e isso reflecte em mim uma sensação de vazio temporal? Mais uma vez esta é uma sensação desnecessária. Abano a minha pesada consciência e sacudo-a desta irracionalidade que é pensar no tempo como um ciclo que inicia a Janeiro e termina em Dezembro. O tempo é contínuo, e não é por um calendário terminar  que se inicia uma nova vida dentro da vida já existente. Porém, é inevitável ao ser humano realizar este exercício irracional. A cada inicio do dia 01 de Janeiro iremos sempre pegar nos nossos rituais, como comer as 12 passas, saltar de cima de um banco ou vestir uma nova peça de roupa branca, e idealizar todo um novo reinado terreno que voltará a ser repensado no dia 31 de Dezembro. Na realidade, talvez seja isso que nos impele, enquanto seres humanos, a acreditar que somos capazes de mudar, de fazer mais, de evoluir, de repensar prioridades e de sermos melhor.
 
Eu gosto de concentrar forças nesse pensamento positivo. E sim também gosto (mesmo que isso seja irracional) de rever o que fica para trás, repensar que passado quero imiscuir no futuro. Sei que 2015 não foi um ano fácil (o que é fácil nesta vida?), que não me preencheu as medidas (ou eu não preenchi as dele), mas foi sem dúvida um ano de bons desafios. Desafios que vão servir de semente para os novos projectos e sonhos que se avizinham. A conclusão é mais que óbvia: sem passado, não pode haver futuro. Sou eternamente grata a 2015 pelas aprendizagens que me proporcionou. Portanto, brindemos ao novo ano, mas também ao tempo que finda mas que nos pertencerá para sempre.


Ingredientes (2 pessoas)
100ml de sumo natural de tangerina
150ml de champanhe ou vinho espumante fresco

Dividimos o sumo de tangerina por dois copos (convém que seja em flûte, infelizmente tal não me foi possível). Juntamos o champanhe ou o vinho espumante e servimos imediatamente. Originalmente, esta receita é preparada com sumo natural de pêssego, mas esta variação é para mim a forma mais deliciosa, fresca e alegre de beber champanhe ou espumante sem ser ao natural.






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Bolinhos de Coco

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Sabem qual é uma das minhas mais antigas recordações de Natal? Sim, sim, está relacionada com comida. Confesso só me apercebi da importância desta memória na semana passada quando a mãe me ofereceu uma caixa de cerejas cristalizadas.

Mas comecemos pelo princípio. Nas Festas de Natal e de Final de Ano, os Bolinhos de Coco sempre marcaram presença. Primeiro porque, pelo que eu percebia na altura, eram super fáceis de fazer e na realidade desapareciam num instante, pois toda a gente adorava esta pequena delícia. Mas se a mãe era rápida na confecção, mais rápida era eu a roubar os bolinhos do tabuleiro, ainda quentes, ainda húmidos....tal e qual como eu adorava.

 Porém, havia algo pior que este pequeno e desculpável furto, havia algo que eu fazia, que deixava a mãe irada. Sim irada, zangada, enraivecida para comigo. Não sei como costumam preparar estes bolinhos em vossas casas, mas por estas bandas, bolinho de coco que quer ser chamado de tal, tem de se apresentar enfeitado no topo com cereja cristalizada. E, nem de propósito, as cerejas cristalizadas são a minha guloseima favorita. Como sabem adoro chocolates, mas acreditem estas pequenas bolas vermelhas açucaradas tiram-me do sério. Portanto, já estão a ver o que acontecia nestas alturas de festas. A mãe tentava esconder a caixa das cerejas cristalizadas, e eu, qual cão com o olfacto bem treinado, revirava a casa até conseguir encontrar o tesouro. Acreditem, quase nunca falhava, e assim a mãe quando finalmente precisava da caixa ....ooops....estava vazia. Geralmente, eu dizia de mim para mim: vou só comer uma, vou só comer uma. Mas era muito difícil resistir. Como devem imaginar, durante anos apanhei tanta barrigada de Bolinhos de Coco e de Cerejas Cristalizadas que nos últimos tempos deixei de conseguir comer estas iguarias. Mas, na semana passada, a mãe ofereceu-me uma caixa de cerejas cristalizadas e eu não podia deixa-la estragar. Metade das cerejas já estão na minha barriga, o que sobrou serviu para enfeitar a minha primeira fornada de Bolinhos de Coco, confeccionada all by myself.



Espero que gostem desta singela receita. E espero que de alguma forma possa servir de convívio junto do forno e da mesa da cozinha. Feliz Natal!

Ingredientes
250gr de açúcar branco
4 ovos
200gr de coco ralado
cerejas cristalizadas cortadas em pedaços

Batemos os ovos inteiros com o açúcar até obtermos uma pasta esbranquiçada. Juntamos o coco e voltamos a bater bem para unir os ingredientes. Enchemos as formas até 3/4 e colocamos a cereja por cima da massa. Levamos ao forno, previamente aquecido a 180ºC., até os bolinhos alourarem.




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Ornamentos Rústicos de Natal

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Uma das coisas que mais me encanta no Natal são, sem sombra de dúvida, as decorações. Adoro imaginar cenários que ora se pintam de vermelho e branco, ora se enfeitam de verde e dourado. Posso inclusive pesquisar horas sem fim novas formas de engalanar a minha casa e prepara-la para as épocas festivas. Acreditam que já li todas as dicas sobre construir coroas no site da Martha Stewart? Sim, porque apesar de ficar fascinada com as imagens de casas elegantemente decoradas com ornamentos perfeitos acessíveis em diversas lojas da especialidade, cá em casa sempre que chega esta época do ano deitamos mãos à obra e fazemos magia. Magia torta, pouco simétrica, de aspecto muito tosco, mas magia pessoal que deixa marcas e memórias.

 E nesta onda das inspirações, esqueci-me que muitas vezes o melhor é largar a internet, sair à rua, conhecer mundo e as maravilhas que nos rodeiam. Por insistência da mãe, e com algum cepticismo meu à mistura, aproveitámos o feriado para conhecer a tão falada Aldeia de Natal, em Cabeça, Seia. Se por um lado a matriarca da família tinha ouvido que se tratava de uma aldeia típica, escondida na Serra da Estrela com uma tradição muito forte no que toca às decorações de Natal, por outro lado havia a minha sensação de "isto pode ser apenas mais uma designação comercial de mais um qualquer conceito de natal que não é bem natalício".



Pois bem, estava completamente enganada. Embora já se sinta algum marketing, a verdade é que se respira outro ar festivo nesta aldeia. Os habitantes continuam a manter a tradição, continuam a manter a genuinidade de Cabeça, mantêm a tradição de enfeitar as ruas, as casas, as portas, as janelas com ornamentos construídos a partir do que a natureza lhes dá, como giestas, folhas secas, bolotas, pinhas, videiras, etc. É como se as pessoas trabalhassem na criação de um Natal sustentável. Deliciei-me com o que vi. E caso ainda estejam indecisos com as decorações que pretendem para as vossas casas, ou se necessitam de inspiração para um Natal mais ecológico, aqui ficam algumas inspirações.


Nota: Esta visita não coincidiu com o programa cultural e de animação da Aldeia Natal, previsto para 12 de Dezembro a 06 de Janeiro. Ou seja, foi feita na tranquilidade de uma aldeia isolada, sem a presença massiva de visitantes.
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Bolo de Aguardente e Especiarias

6 sensações partilhadas
Hoje é o dia de abrir oficialmente a porta ao Natal aqui no blogue. Espero conseguir, até ao dia 25,  partilhar algumas receitas, histórias e inspirações. Não, o intuito não é o de contribuir para um Natal perfeito. Porque a pergunta que se impõe é: será queisso existe? Quem não gosta de imaginar que as festas possam culminar num belo e poético conto de Natal? Imaginamos a família reunida à mesa, de forma relaxada, partilhando o bacalhau perfeitamente cozinhado, acompanhado das batatas cozidas no ponto certo, enquanto as prendas (que agradam a todos) aguardam debaixo do pinheiro perfeitamente decorado com enfeites a condizer. Isto sempre vivido num ambiente relaxado e harmonioso, sem conversa sobre a situação político-económica do país, sem prendas de última hora para comprar, sem birras de sono dos mais pequeno, sem amuos dos adolescentes e sem melindres dos adultos. Pois, tal coisa como a epóca natalícia perfeita não existe, de todo.
Mas a verdade, é que mesmo na posse destas informações, insistimos na ideia de reunir a família toda, de cozinhar horas a fio, de correr entre casa e supermercados e de chegarmos ao fim das festas com menos cabelo, mais olheiras e com palpitações. Porque sabemos que o reencontro com a família, com os valores mais poéticos, mais humanos, com os abraços calorosos, com as gargalhadas diabéticas, com as brincadeiras e a ingenuidade agradecida dos mais pequenos faz com que tudo valha a pena, tudo ganha um novo sentido.

Portanto, deste lado abrimos a porta a esta epóca festiva, com alguns truques na manga, como exercícios de respiração, com contagens interiores até 10 e com um coração aberto a todos. E se tudo falhar, teremos sempre um Bolo de Aguardente e Especiarias, com poderes de relaxamento (e de esquecimento). Boas festas.



Ingredientes
6 ovos
200gr de açúcar
4 colheres de sopa de aguardente
1 colher de café de cravinho em pó
1 colher de café de canela
raspa de 1 laranja
250gr de farinha de trigo

Pré-aquecemos o forno a 160C.º. Separamos as gemas das claras. Batemos as claras em castelo e reservamos. Batemos muito bem as gemas com o açúcar. Adicionamos a aguardente, a canela, o cravinho e a raspa da laranja. Aos poucos, adicionamos a farinha, alternando com pequenas porções das claras. Vertemos a massa numa forma, previamente untada, Alisamos a superfície da massa com as costas de uma colher e levamos ao forno durante cerca de 40 minutos. Verificamos se o bolo está cozido. Desenformamos depois de arrefecer. Podemos decorar a gosto. Neste caso optei por uma cobertura de açúcar e frutos secos picados grosseiramente.



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Risotto de Cogumelos Shitake e Queijo da Ilha

2 sensações partilhadas
O frio instalou-se por completo. Os dias estão mais escuros e mais sérios. O sol é pálido e tende a desaparecer várias vezes. Não, não devemos ficar tristes com isso. Antes pelo contrário. Esta é a altura perfeita para que a comida de aconchego ou conforto se instale à mesa. E para mim, comida de conforto é ....bem....não sou esquesita. Podemos falar de uma belo assado de cabrito com batatas assadas, de um prato generoso de massa à lavrador ou até de um manjar de puré com rabo de boi estufado....já estou a salivar. Contudo, nos últimos tempos tenho tentado reduzir o consumo de carne. Por isso, a minha ideia de comida de conforto tem também sofrido algumas alterações. Alterações a nível de conteúdo, mas não de sabor. E claro, comida de aconchego tem efectivamente de aconhegar o estomago e a alma. Assim, desde que a carne tem sido abolida de algumas refeições, rendi-me completamente aos Risottos. O meu preferido é sem dúvida o Risotto de Cogumelos, principalmente de Cogumelos Shitake. Para mim basta um pratinho desta iguaria para sentir que o inverno se pode instalar por completo com as suas tempestades e previsações. A receita que partilho convosco incorpora um bocadinho da gastronomia portuguesa. Em vez de usar o habitual Queijo Parmesão, optei por um Queijo da Ilha. Garanto-vos que foi uma maravilhosa experiência. Sendo mais suave, o Queijo da Ilha não abafa o sabor dos cogumelos e depois de derretido torna-se mais cremoso.




Ingredientes
1,5l de água
1 cubo de caldo Knorr de Galinha
400gr de cogumelos Shitake frescos
1 cebola pequena
3 alhos
350gr de arroz para risotto
175ml de vinho branco
50gr de margarina
100gr de Queijo da Ilha ralado

Podem preparar um caldo caseiro, mas geralmente gosto muito de usar os Caldos da marca Knorr. Neste caso, começamos por levar a água a ferver com o caldo e com os cogumelos. Depois de estarem cozidos, retiramos os cogumelos para uma taça e reservamos, quer os cogumelos, quer o caldo. Num tacho levamos ao lume a margarina, a cebola e os alhos devidamente picados. Deixamos refogar. De seguida, juntamos o arroz e deixamos fritar durante dois minutos. Adicionamos o vinho e deixamos reduzir . Juntamos o caldo e os cogumelos. Deixamos cozer durante 20 minutos, mas vamos mexendo de vez em quando. O arroz deve ficar cozido e cremoso. Caso seja necessário devemos acrescentar um pouco de água. No final juntamos o queijo e envolvemos. Retiramos do lume.


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