Tarteletes de Queijo Cabra e Tomate Cherry

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Quem me conhece sabe que adoro queijo. Melhor dizendo, que adoro queijos. Não, não se trata de uma paixão passageira ou provocada por modas. Adoro experimentar diferentes tipos de queijos, de diferentes culturas. Por exemplo, no ano passado, quando me desloquei a Londres, tive de visitar uma das lojas mais antigas dedicadas apenas à comercialização de queijos e produtos relacionados com este alimento. Na realidade, esta paixão é tão grande que, acreditem, eu consigo arranjar uma desculpa para usar queijo em quase todas as refeições.


Julgo que o culpado por este meu amor gastronómico é o meu avô materno. Lembro-me perfeitamente que, durante a minha infância, eu costumava acompanha-lo à feira semanal da cidade ou ao mercado municipal quando era necessário fazer as ditas compras para a casa. Sempre que chegava a hora de adquirir os bens de charcutaria, eu ficava encantada. Pois a técnica de marketing dos vendedores passava por nos dar a provar, por exemplo, todos os queijos que tinham à venda. Existem técnicas de promoção que nunca deviam ter caído em desuso, certo? Ainda hoje me lembro destas visitas, do cheiro, das lascas e da conversa em torno do queijo.

Portanto, quando recentemente fui convidada para experientar as diferentes gamas da marca Merci Chef, como devem calcular fiquei muito contente. Hoje partilho convosco este contentamente que se traduziu numas simples, rústicas, familiares e "piqueniqueiras" Tarteletes de Queijo Cabra e Tomate Cherry.

Ingredientes para a Massa Quebrada
200gr de farinha s/fermento
75gr de manteiga fria c/sal
1 ovo ou 25 ml de água fria

Ingredientes para o Recheio das Tarteletes
100gr de Queijo de Cabra Sainte-Maure, da marca Merci Chef
3 ovos
150ml de natas
6 tomates cherry de diferentes cores

Colocamos a farinha e a manteiga cortada em cubos numa taça. Amassamos os ingredientes com as pontas dos dedos até obtermos uma textura areada. Juntamos o ovo e amassamos tudo até a mistura ficar ligada. Ter cuidado para não amassar demais. Levamos ao frigorífico durante 15 minuto. Sobre uma folha de papel vegetal esticamos a massa com um rolo de cozinha. A massa deve ficar com uma espessura de 5mm aproximadamente. Se for necessário polvilhamos a folha de papel vegetal com farinha para que a massa não cole. Transferimos a massa para cima das pequenas tarteiras, previamente untadas, e retiramos o que fica em excesso. Picamos o fundo com um garfo. Reservamos no frigorífico enquanto preparamos o recheio das tarteletes. Juntamos os três ovos e as natas numa taça e batemos até ficar bem incorporado. Vertemos dentro da massa das tarteletes, quase até ao cimo. Com os dedos esboroamos o queijo de cabra de forma a preencher as tarteletes e juntamos os tomates cherry devidamente cortados, em pedaços pequenos. Levamos ao forno, pré-aquecido a 180ºC., durante 20 minutos. Deixamos arrefecer durante cinco minutos e retiramos as tarteletes com cuidado das formas. Colocamos em cima de uma rede, para que arrefeçam por completo.



NOTA: Os queijos da marca Merchi Chef! estão à venda nos hipermercados Continente e Jumbo. As gamas da marca vão desde Camemberts com diferentes sabores, aos Queijos de Cabra. Mais informação aqui.


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Madalenas de Abóbora e Canela

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Um dos júris do Masterchef Australia, não sei bem qual, costuma dizer The best impressions, are the first. Ou algo parecido. Numa tradução livre, esta expressão pode significar: As primeiras impressões são as que ficam. Confesso que sempre dei muita importância às primeiras impressões. Principalmente no que toca a conhecer pessoas. Sinto que o primeiro “embate” é o mais verdadeiro, sem formatações ou máscaras, sem grandes verdades adquiridas. Sinto que as primeiras impressões me são concedidas pelo coração e não pela cabeça. E tendo em conta que no dia-a-dia, devido às rotinas e às responsabilidades laborais uma pessoa tende a funcionar mais com a cabeça do que com o coração, no que concerne a fazer amizades ou a gostar de alguém prefiro sem dúvida que seja o meu coração a guiar-me. Até agora não tenho razão de queixa. Sinto que as pessoas que mais me são queridas e que me rodeiam nos momentos mais importantes conseguiram, sem sombra de dúvidas, iluminar o meu coração. Claro que as primeiras impressões já me enganaram algumas vezes. Mas acho que se podem contar pelos dedos de uma mão e ainda sobram.




Por exemplo, nem sempre é fácil quando iniciamos um novo trabalho. Temos de enfrentar um grande desconhecido. O ambiente muda, as tarefas mudam, mas acima de tudo mudam as caras que nos vão acompanhar durante oito longas horas diárias. Há uns anos atrás, quando isto me aconteceu dei de caras, ainda sem saber bem porque, com uma pessoa que no primeiro instante assumi como amiga, daquelas do peito. O tempo passou, mas só comprovou que as minhas primeiras impressões estavam correctas. Mesmo a distância física que passou a existir entre nós, não invalida a amizade que foi construída.

E porque me lembrei disto tudo, das primeiras impressões, das amizades, etc? Porque estas Madalenas de Abóbora e Canela foram confeccionadas para receber/reencontrar em minha casa essa grande amiga.

Espero que estas Madalenas vos causem boa impressão, mas acima de tudo, que possam brindar com elas a uma boa amizade.

 
Ingredientes
3 ovos
3/4 de chávena de açúcar branco
1/2 de chávena de óleo de girassol
300gr de puré de abóbora
3 chávenas de farinha
1 colher de chá de fermento (bem cheia)
1 colher de chá de canela

Pré-aquecemos o forno a 180Cº. Juntamos os ovos e o açúcar na mesma tigela e batemos bem até obtermos uma mistura fofa e esbranquiçada. Adicionamos o óleo e voltamos a mexer bem. Peneiramos a farinha, o fermento e a canela para dentro da tigela. Misturamos o puré de abóbora e incorporamos bem. Enchemos até meio as forminhas, previamente untadas, e levamos ao forno durante cerca de 8 minutos, ou até a massa dourar, ganhar consistência e não colar aos dedos.


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Bolo de Maçã e Vinho Moscatel

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Outubro não foi um mês fácil. Apesar de adorar o Outono, tem sido difícil habituar-me aos dias mais curtos, a chegar a casa depois de horas de trabalho já com a noite instalada. Nunca me importei com isso. Na realidade, quando a minha vida se dividia entre estudar e fazer o que eu quisesse, adorava este horário de inverno. Adorava ouvir os professores lá longe, enquanto o meu olhar penetrava no entardecer outonal. Mas hoje em dia, uma vez que são tantas as responsabilidades e as vontades de embarcar em novos projectos, sinto que este horário é um pouco limitador. Serei só eu a sentir isto?



Contudo, apesar desta dificuldade, continuo a adorar o outono e sei que tenho de encarar com naturalidade estas mudanças que de vez enquanto se alojam nas rotinas, mas principalmente na alma.

Antes de os dias se tornarem cinzentos e pouco convidativos a piqueniques ao ar livre, juntei os meus pequenos e desafiei-os a um passeio por bosques de castanhas e aveleiras. "Encerrámos" assim o bom tempo, com boas recordações e sabores docinhos. Este Bolo de Maçã e Vinho Moscatel pode (e deve) ser degustado dentro de portas num serão que exija conforto de estômago e de alma.



Ingredientes
450gr de maçãs + 3 maçãs
350gr de farinha de trigo, peneirada
1 colher de sopa de fermento em pó
2 colheres de chá de canela em pó
200gr de manteiga à temperatura ambiente e cortada em cubos
150gr de açúcar mascavado claro ou açúcar amarelo-claro refinado
2 ovos grandes
100ml de letie
100ml de vinho moscatel

Aquecemos previamente o forno à temperatura de 180ºC. Descascamos e extraímos o caroço e cortamos as maçãs em pequenos pedaços de cerca de 1 cm. Juntamos os ovos, a manteiga e o açúcar e batemos até obter uma mistura fofa. Adicionamos a farinha, o fermento, a canela, o leite e o vinho moscatel, incorporamos bem. Adicionamos as maçãs cortadas e misturamos bem com uma grande colher de metal. Deitamos colheradas desta massa na forma já preparada e espalhamos uniformemente com uma espátula. Para guarnecer, cortamos as três maçãs em quartos. Não devem ser descascadas, mas há que extrair o caroço e cortá-las em semicírculos finos. Dispomos essas fatais fininhas de maçã por cima do bolo. Levamos ao forno durante uma hora, ou até massa ter crescido e alourado.


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Bolo de Chocolate, Creme Pasteleiro e Cobertura de Queijo Creme

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Lembro-me que na minha infância uma das minhas sobremesas preferidas era muito, muito simples e envolvia belas e suculentas romãs. Sempre que chegava o outono, era o meu avô paterno que me preparava esta delicia. Ele colhia as romãs no quintal, abri-as, com muita precisão soltava as bagas vermelhas para dentro de uma tigela e cobria-as com enormes colheres de açúcar. Como eu adorava aquela mistura de ácido com o doce. Hoje em dia seria impensável voltar a degustar esta sobremesa. Estamos todos conscientes dos malefícios do açúcar. Mas naquela altura, este manjar tão singelo sabia tão bem.




Actualmente, são várias as romãzeiras que plantámos no "meu" campo. Quando nos presenteiam com os seus frutos redondos, aproveitamo-los para fazer sumo natural, que possui elevados poderes antioxidantes. Confesso que o acho bastante ácido, mas diluído em água é bastante agradável.

Mas eu não sou a única da família apaixonada por este fruto. Existe alguém que se gaba que não apanha uma gripe séria há anos, devido ao poder natural das romãs. Por isso, sempre que chega o seu aniversário, deixo-me levar pela inspiração desta verdadeira explosão de cor outonal. A meu ver acho que ele, o meu pai, fica sempre contente.



Bolo de Chocolate
1 e ¾ chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha
3 colheres de chá de fermento
½ Chávena de chocolate em pó
½ chávena de óleo
¾ de chávena de água quente
6 ovos

Separamos as gemas das claras. Batemos as claras em castelo e reservamos. Numa taça juntamos as gemas e o açúcar e incorporamos bem até obtermos uma mistura fofa. Adicionamos o óleo. Misturamos tudo com a batedeira eléctrica. Juntamos a farinha e o fermento e batemos. Adicionamos o chocolate dissolvido previamente na água quente. Depois de todos os ingredientes estarem bem incorporados, juntamos aos poucos esta mistura às claras batidas em castelo. Deitamos a massa numa forma untada e levamos ao forno, previamente pré-aquecido a 160ºC, durante cerca de 45 minutos.

Creme Pasteleiro
(baseado na receita de Rosa Cardoso, autora do blogue Be Nice, Make a Cake)

400ml de leite
100gr de açúcar
35gr de farinha
10gr maizena
2 ovos
casca de laranja e de limão

Levamos o leite a ferver com as cascas de laranja e de limão. Numa taça diferente, juntamos todos os outros ingredientes e mexemos até obtermos uma mistura pastosa. Após o leite ferver, juntamo-lo aos poucos no preparado anterior. O objectivo passa por temperar a mistura sem cozer os ovos. Levamos novamente a lume brando até o preparado engrossar ligeiramente. Depois de retirarmos do lume, devemos tapar com película aderente, mesmo colada à superfície do creme, de forma a evitar que este ganhe uma crosta por cima.

Cobertura de Queijo Creme
200gr de queijo mascarpone
125gr de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
350gr de açúcar em pó

Juntamos todos os ingredientes na taça da batedeira e batemos tudo até obtermos uma textura cremosa e homogénea. Depois de cobrir o bolo podemos finalizar com o topping desejado. Neste caso utilizei bagos de romã e frutos secos partidos grosseiramente.


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Bolinhos de Curcuma

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Ultimamente é certo e sabido que mal chega o Outono o meu corpo se ressente e apanho uma bela e incomodativa gripe. Uns dizem-me que se trata de ter as defesas em baixo. Outros dizem que é do trabalho em excesso. Outros dizem-me que poderá estar relacionado com a má alimentação que muitas vezes pratico. E ainda há quem me chame a atenção para o perigo dos quentes mas traiçoeiros últimos raios de sol do início de outono. Se tivesse que me por a adivinhar diria que não existe uma razão isolada. Se calhar todas estas situações contribuem para que no início desta estação o meu corpo se sinta fragilizado.

Este ano, numa feira do mel em que estive presente, aconselharam-me a tomar todos os dias uma colher de chá de pólen de abelha. Ao início estranhei o sabor, mas agora todos os dias o meu chá matinal se reveste deste precioso alimento super nutritivo, que contém benefícios ao nível da defesa do sistema imunológico.




Também me aconselharam o uso de curcuma (ou açafrão da terra), é uma planta da família do gengibre, que possui importantes propriedades antivirais. Embora já tivesse feito alguma pesquisa sobre esta raiz, a verdade é que não costumo dar-lhe grande uso. A não ser em algumas receitas de bolos (como esta que hoje partilho), mas nada confeccionado a pensar na saúde.

Uma coisa é certa, estar doente, seja por causa de uma maleita mais ou menos grave, causa aborrecimento e impede-nos de levar uma vida profissional e pessoal normal. Ás vezes basta mudarmos pequenos pormenores nos nossos hábitos diários para atingirmos outro patamar de qualidade de vida. Espero dentro em breve partilhar receitas preventivas baseadas em mezinhas e em ingredientes naturais. Mas para já aqui fica a receita destes bolinhos secos, que combinam com um chá quentinho, uma manta nas pernas e um bom filme.





Ingredientes
30gr de curcuma fresca
175gr de farinha de trigo
140gr de açúcar mascavado
100ml de óleo de girassol
3 ovos (de preferência tamanho L)
1 colher de fermento m pó

Aquecemos previamente o forno à temperatura de 180ºC. Ficamos finamente a curcuma fresca e reservamos. Numa tigela grande colocamos os ovos, o óleo de girassol e o açúcar. Batemos bem até obtermos uma massa fofa e esbranquiçada. Peneiramos a farinha e o fermento em pó para dentro da mesma tigela. Batemos novamente até a farinha ficar bem incorporada. Distribuímos a massa pelas forminhas, previamente untadas. Levamos ao forno durante 15 a 20 minutos ou até a massa ter crescido e dourado. Esperamos que arrefeçam para os desenformarmos.


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Doce de Marmelo

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O que mais me agrada no Outono são os vários frascos e boiões com diferentes cores e texturas que se acumulam nas minhas prateleiras da cozinha. Costumo dizer em tom de brincadeira que basta abrir os armários para degustar esta estação do ano tão rica.  Rica em frutos que pedem para ser conservados.

Há muitos anos trás, num passado não tão longinquo quanto se possa pensar, coservar e guardar comida assumia-se como uma questão de garantir a sobrevivência das famílias. Mas hoje em dia essa realidade é totalmente diferente.



Nos dias de hoje, qualquer superfície comercial, mesmo um mini-mercado, apresenta uma oferta  variada de todos os tipos de alimentos e conservas. O que é uma óptima evolução, pois não nos podemos esquecer que "os velhos tempos" que tantas vezes evocamos eram sem dúvidas muito difíceis. Não vale a pena entrar em saudosismos bacocos.

Mas uma coisa é certa, apesar de todo o conforto que um supermercado nos possa proporcionar, existe uma alegria diferente e enorme quando servimos comida caseira aos amigos e familiares. Já para não falar nas oportunidades diferentes em que podemos transformar um simples petisco num manjar dos deuses.

Só há um senão, com uma variada escolha de frutos outonais, o difícil vai ser escolher quais vamos querer conservar. Este ano optei por fazer doce de marmelo. Uma delicia só vos digo.

Ingredientes
1kg de marmelos descascados e sem caroço
700gr de açúcar amarelo
sumo de dois limões
400ml de água

Deitamos numa panela de fundo grosso, os marmelos, o açúcar  e o sumo de limão e deixamos marinar durante 20 minutos. Juntamos a água. Levamos a panela a lume brando durante cerca de 30 minutos e deixamos ferver bem. Apagamos o lume e trituramos os marmelos, manualmente e grosseiramente com um garfo ou com a varinha mágica. Verificamos o ponto de consistência (ver nota abaixo). Depois de atingirmos o ponto pretendido, deixamos arreferecer durante cinco minutos. Colocamos a compota nos frascos esterilizados. Guardamos os frascos em sítio escuro e ao abrigo do calor. Depois de abertas, as compotas devem ser convervadas no frigorífico.

Ponto de consistência:
Para sabermos se atingimos o ponto de consistência da compota, devemos colocar um pires no frigorífico durante 15 minutos. Assim que acharmos que a nossa compota está no ponto, desligamos o tacho/panela e deitamos uma colher generosa da mistura quente no prato fresco e levamos ao frigorífico durante cinco minutos. Para verificarmos se está mesmo no ponto, tiramos o pires do frigorífico e empurramos uma beira da mistura com o dedo, se esta enrugar então a compota estará pronta. Se não enrugar voltamos a colocar o tacho/panela ao lume e deixamos cozinhar até ficar mais firme e depois voltamos a testar.

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