Cheesecake de Morangos, Amoras e Mirtilos

2 sensações partilhadas
Um post sobe o dia da mãe deveria ser "lamechas" ou meloso como o mel espesso que utilizo nas minhas receitas. Mas neste post só a receita é que é docinha. Porque na realidade, tudo o que de bonito e afável tenho para dizer sobre a minha mãe, a minha maior inspiração, é-lhe dito presencialmente, com abraços e mimos. Espero que este cheesecake consiga reflectir bem a doçura destes carinhos de mãe e filha.



Ingredientes
150gr de manteiga amolecida
100gr de açúcar refinado
3 ovos, com as gemas separadas das claras
4 colheres de sopa de sumo de limão
4 colheres de sopa de natas gordas
500gr de queijo Ricotta
200gr de morangos, amoras e mirtilos
175gr de de bolachas maria
65gr de manteiga derretida

Para a base, trituramos as bolachas, juntamos a manteiga derretida e misturamos bem. Deitamos a mistura na forma e prensamos bem, utilizando a parte de baixo de uma colher para assim conseguirmos obter uma camada uniforme. Levamos ao frigorífico. Batemos a manteiga com o açúcar até obtermos uma consistência fofa. De seguida, incorporamos as gemas e o sumo de limão. Por último, adicionamos as natas e o queijo e continuamos a bater até ficar com uma textura suave. Batemos as claras em castelo e depois juntamos cerca de um terço ao preparado do queijo. Com uma colher metálica, envolvemos com cuidado a fruta e as restantes claras em castelo. Vertemos sobre a base de bolacha e nivelamos a superfície. Levamos ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante cerca de uma hora. Findo esse tempo, desligamos o forno e abrimos ligeiramente a porta, para deixar o cheesecake arrefecer no seu interior. Desenformamos apenas quando o cheesecake estiver totalmente arrefecido.





Ler mais

O fascínio pela raia portuguesa

Partilha a tua sensação
Uma estrada perdida onde mal passa um carro, independentemente de ter dois sentidos, estende-se perdida por entre serras agrestes. O carro desliza em marcha lenta, puxada por duas mudanças medrosas. Não há asfalto debaixo da borracha quente. Apenas pedras, gastas pelo tempo, pelos carros de bois e pelo lufa-lufa de quem trabalha a terra. Hesito, vezes sem conta, penso nos tractores, máquinas gigantes que possam aparecer em sentido contrário. Mas do outro lado apenas o vazio da incerteza. Uma quietude agitada invade o habitáculo do veículo e impele-me a abrir a janela. Sente-se um cheiro a vida, que corre nas veias das nascentes que teimosamente continuam, ano após ano, a brotar do duro granito e a desbravar terreno, a construir vales. Paro o carro, estaciono os meus pés em terra firme e embrenho-me num campo de cevada. O vento sibila da fronteira uma cantilena imperceptível, encantatória.




À medida que me apaixono por este pulsar, os meus olhos estendem-se pelo horizonte. O branco das giestas, engrossadas pelo passagem do tempo, ocupam grande parte do que a vista alcança. Deixam espaço apenas ao roxo electrizante do rosmaninho, ao cor-de-rosa intenso da urze e ao cinzento rochoso. A ocupação humana é claramente diminuta. Um foco aqui, outro acolá. Como se alguém tivesse salpicado a paisagem, enclausurando as gentes numa beleza inóspita. Todavia, a aspereza da paisagem não tirou o sorriso aos povoados, às gente que tão bem recebem e que tão bem tratam. Antes pelo contrário. É como se a escabrosidade do contexto em que vivem lhes tivesse atribuído outra sensibilidade.  Retomo a viagem.



Nem sempre a raia portuguesa deve ter sido assim difícil. Talvez nos tempos em que schengen não existia, e que as fronteiras tinham guardas e casas de câmbio a raia fosse diferente. Talvez nessa altura as estradas não parecessem tão perdidas na sua solidão. Mas eu não sou dessa altura. Vivo no presente e cativa-me esta quase ilha dentro de Portugal continental. Cativa-me o seu isolamento, cativa-me a sua maneira de receber, cativam-me as giestas, cativa-me o mar de campo selvagem que se estende até perder de vista. Continuo em frente nesta minha viagem. E matreiramente penso que esta estrada perdida não é o melhor sítio para se ter um furo.





Sugestão de visita: Se se quiserem perder sugiro uma visita ao concelho do Sabugal, mais concretamente à Rota dos 5 Castelos. Embora só estejamos a falar de cinco locais de visita, a verdade é que devido ao afastamento entre os sítios, poderão percorrer grande parte do concelho. Podem encontrar toda a informação aqui. Já agora, enquanto procuram os cinco castelos, façam um desvio até à Nascente do Côa. Para os menos aventureiros este desvio pode ser um bocadinho assustador, uma vez que a nascente fica num local bastante isolado entre Portugal e Espanha, mas acreditem a vista que se têm deste sítio é de cortar a respiração.

Sítio onde pernoitar: Durante a minha escapadinha de fim-de-semana, tive a sorte de ficar alojada nos Palheiros do Castelo, na cidade do Sabugal. Para além das casas serem lindíssimas, por dentro e por fora, como se trata de habitações individuais, uma pessoa pode ficar mais à vontade, com mais privacidade. Além disso, para pessoas que queiram evitar os restaurantes é a solução ideal, uma vez que as casa estão equipadas com modernas kitchenettes. Os Palheiros do Castelo ficam no centro da cidade com vista privilegiada para o castelo principal da Rota dos 5 Castelos e para a parte velha da cidade. Podem conhecer o projecto aqui.
Ler mais

Madalenas de Alfarroba

Partilha a tua sensação
Longe vão os dias em que depois de um dia na escola a avó me recebia com um lanche caseiro. Julgo que posso falar em lanches sazonais. Cada estação marcava aquilo que eu recebia como prémio por mais um dia de estudo. E como eu gostava de chegar a casa da minha avó, de receber pequenos mimos.  Por mais singela que fosse a recepção, tudo era um encanto. Lembro-me de uma gulodice que me derretia completamente e que geralmente era degustada no Outono: bolachas Maria com marmelada confeccionada pela avó. Acreditem (e não desfazendo de outras) aquela era a melhor marmelada do mundo. Ainda continua a ser. Na realidade continuo a ter muitas saudades destes tempos de infância, em que o tempo andava devagarinho, em que as tardes em casa da avó tinham uma duração de dias. Sempre me senti protegida neste cantinho, sempre tive orgulho na minha avó. Se ela tratou de mim tão bem, agora é a minha vez de a presentear, de a fazer ter orgulho em mim e de a confortar. E estas Madalenas foram confeccionadas para um piquenique familiar, especialmente a pensar nela. A avó não gosta de produtos lácteos, não gosta de produtos com muito açúcar, nem de cremes açucarados. Portanto, esta receita era a indicada. Para meu contentamento, foi aprovada não só pela avó, mas por toda a família.






 Ingredientes
3 ovos
1 gema de ovo
130gr de açúcar branco (podem usar açúcar amarelo também)
150gr de farinha de trigo simples
1 colher de chá de fermento em pó
140gr de manteiga sem sal
4 colheres de chá (bem cheias) de alfarroba em pó

Derretemos a manteiga e reservamos. Numa tigela grande juntamos os ovos, a gema e o açúcar e batemos com uma batedeira eléctrica até obter um creme espesso e pálido. Peneiramos a farinha, o fermento e a alfarroba e envolvemos pouco-a-pouco. Acrescentamos a manteiga derretida, misturando bem. Deitamos a massa em tabuleiros, previamente preparados, enchendo-os até três quartos. Levamos ao forno, previamente aquecido, durante cerca de 8 a 10 minutos, até as Madalenas crescerem e ficarem douradinhas. Desenformamos cuidadosamente e deixamos arrefecer sobre uma rede metálica de arrefecimento.


Ler mais

Bolo de Iogurte e Compota de Morango

Partilha a tua sensação
Primavera é, para mim, sinónimo de piqueniques Se já confessei que sou mulher de pequenos-almoços, a verdade é que também sem piqueniques a minha vida seria mais cinzenta e desinteressante. Talvez este seja mais um gosto pessoal adquirido por influência familiar. Desde pequena me lembro de nos levantarmos cedo ao fim-de-semana, pegarmos na cesta de vime e na arca térmica repletos de bons farnéis e sairmos porta fora para descobrir o mundo. Digo o mundo porque o entusiasmo era sempre enorme, contagiante, de uma energia positiva estonteante. À conta de diversos piqueniques conheci muitos pormenores deste nosso lindo país. Sítios que muitas vezes não vêm nos guias turísticos, e talvez por isso consigam manter uma beleza quase primitiva, sem ingerência humana, que encantam ao primeiro contacto. Claro que também fiz imensos piqueniques em locais mais populares. Todos eles tiveram o seu encanto. Existe melhor do que passar um agradável lanche, almoço, brunch, jantar num sítio diferente do habitual, com as pessoas de quem mais gostamos?  Ainda hoje continuo a procurar sítios para novos piqueniques. Mas acima de tudo, no que toca aos petiscos, tenho também procurado novas formas de aprimorar os sabores e os pormenores. A simplicidade rústica e rural em que cresci tem sido uma grande inspiração. Foi nessas vivências que me debrucei neste fim-de-semana. O resultado foi um belo e fresco bolo de Iogurte e Compota de Morango, que assenta que nem uma luva neste início de Primavera.



Ingredientes
100gr de Vaqueiro Sabor a Manteiga
1/2 chávena de açúcar
1/4 de chávena de compota de morango
3 chávenas de farinha
1 iogurte natural
3 colheres de chá de fermento em pó
2 ovos
1/4 de chávena de leite

Derretemos a manteiga, o açúcar e a compota de morango numa caçarola em lume brando. Tiramos o lume e deixamos arrefecer um pouco. Peneiramos a farinha e o fermento em pó para dentro da mesma caçarola. Juntamos os ovos e o leite e batemos com uma colher de pau, até todos os ingredientes estarem ligados. Deitamos a massa numa forma previamente untada. Levamos ao forno a 160ºC durante 50 minutos. Deixamos na forma durante cinco minutos e depois desenformamos para uma rede, para arrefecer.




Ler mais

Lemon Curd

Partilha a tua sensação
Quem não gosta de sobremesas frescas quando se começa a sentir o calor primaveril? Eu adoro. E se forem com limão tanto melhor. Por isso, andava há imenso tempo para descobrir uma boa receita de Lemon Curd. Lembram-se de vos ter falado do livro Feito em casa - Conservas? Pois bem, foi nesta pequena obra de Dick Strawbridge e James Strawbridege que encontrei a tal receita e que já a adaptei às minhas necessidades e paladar. Acho que vou querer usar Lemon Curd em bolos, em pudins ou simplesmente vou querer degustar esta pequena maravilha ao pequeno-almoço com uma belo torrada de pão caseiro. Espero que se deixem enamorar por este sabor ácido mas ao mesmo tempo doce.

Ingredientes
4 limões
100gr de manteiga
450gr de açúcar
5 ovos

Deitamos o açúcar, o sumo de limão e a manteiga numa tigela à prova de calor. Levamos a tigela ao lume em banho-maria. Batemos gradualmente com uma vara de arames até a manteiga derreter. Retiramos do lume. Batemos os ovos e deitamo-los na mistura de limão, sem parar de mexer. Levamos ao lume novamente e continuamos a bater enquanto a mistura aquece. Cozemos durante cerca de 20 minutos ou até a coalhada engrossar. Deitamos em frascos esterilizados e selamos. Depois de frios, os frascos devem ser conservados no frigorífico.Conservam-se por cerca de três semanas.



Ler mais

Paté de ovo

Partilha a tua sensação
Páscoa é sinónimo de família, de mesas pequenas que se juntam e se transformam numa grande mesa que acolhe a família próxima e a afastada, de petiscos e barrigas fartas. Páscoa é também sinónimo de deixar a cozinha para quem sabe confeccionar os bons manjares. E por isso geralmente só me dedico a receitas simples. Como este paté, que pode funcionar como uma entrada ou acompanhar uma salada. E ainda por cima pode ser feito mesmo em cima da hora de almoço.



Ingredientes
3 ovos
4 colheres de sopa de maionese
2 colheres de mostarda
Metade de uma cebola pequena
Pimenta preta q.b.

Cozemos os ovos durante 12 minutos. Depois passamos por água fria e deixamos arrefecer. Descascamos os ovos. Juntamos todos os ingredientes e trituramos. Caso seja necessário, rectificamos o tempero.


Ler mais
Próximo publicaçãoMensagens mais recentes Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial