Sobras das abóboras de Halloween

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Nunca liguei muito à tradição do Halloween. Lembro-me que ouvi falar deste dia pela primeira vez quando frequentava o oitavo ano. Recordo-me também que ainda cheguei a entrar em concursos de disfarces. Mas esses tempos vão longe. E se não fosse pelos "mais pequenos" da família (um deles é a minha mãe) que adoram esta tradição e tudo o que envolva máscaras, não ligaria muita a esta estrangeira tradição. Mas há uma coisa boa que advém deste dia: Sobras de abóboras que são transformadas em Jack O' Lantern. Partilho convosco algumas ideias para as aproveitarem.

Queques de Abóbora


 Cheesecake de Abóbora




Bolachas de Abóbora, com Queijo Cheddar e Pimenta Preta
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Bolachas de Abóbora e de Queijo Cheddar

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O outono é sem dúvida o tempo de começar a recolher ao conforto, ao interior das habitações e à comida que aconchega o estômago. Mas este ano Outono apareceu de mãos dadas com o Verão. As noites já pedem uma mantinha nas pernas, mas os dias continuam a convidar para piqueniques, sestas nos relvados dos parques públicos e a longas caminhadas.

















A pensar nos lanches ao ar livre, decidi misturar um ingrediente típico de Outono com um Queijo que adoro servir em tapas de Verão.






Bolachas de Abóbora e Queijo Cheddar

Ingredientes
140gr de farinha autolevedante
1/2 colher de café de sal
4 colheres de sopa de queijo Chedar
3 colheres sopa de azeite
5 colheres de sopa de puré de abóbora

Misturamos os ingredientes secos com o azeite, até obtermos uma massa esfarrelada. Adicionamos o puré de abóbora e amassamos até todos os ingredientes ficarem bem incorporados. Estendemos a massa o mais fino possível, cortamos as bolachas com o formato desejado e levamos ao forno, previamente aquecido a 160Cº, durante 10 minutos.
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Uma mudança com um ar mais feliz

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O Reservatório de Sensações está diferente. Depois de sete anos de existência e de tantas direcções opostas que assumiu, este meu cantinho virtual de sensações necessitava de um facelift, de um puxão de energia positiva que voltasse a obrigar-me a dedicar-lhe mais tempo. Pelas mão habilidosas e pela criatividade genial do criativo Luís Belo, o blogue ganhou um novo ar. Há muito que existia a vontade de encaixar os conteúdos no sítio certo e de conferir um toque mais pessoal. Bastou uma conversa de café rápida, acompanhada de um revitalizante carioca de limão, para que o Luís apanhasse as minhas ideias e as minhas ansiedades em relação à imagem antiga do Reservatório. Et Voilá, a mudança ocorreu quase de um dia para o outro. Todavia, foi apenas e só a imagem que mudou. O Reservatório continuará a ser um depositário de sensações que vou absorvendo no dia-a-dia. Já acolheu os meus devaneios semi-literários na minha era de jornalista. Actualmente é o meu bloco de notas de receitas, viagens, passeios e confidências. Não sei  o que me trará o futuro, ou quais as direcções que o blogue irá seguir, mas o Reservatório continuará a ser uma parte importante de mim.

Obrigada a todos os que me têm lido. Obrigada à minha mãe, leitora assídua e revisora (ocasional, atenta) de textos. Obrigada ao meu meu grande e melhor amigo, que nunca me deixa desistir de partilhar sensações. Ao Luís, um agradecimento especial, por ter aceite aturar os meus pedidos.


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A minha estação do ano favorita

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Os dias têm desacelerado. Estão mais curtos, mais leves, com uma luz mais fosca e fugidia. Já se sente a invasão lenta do Outono nas rotinas, nas vontades e nos apetites. Há uma necessidade, para já latente, de conforto e de aconchego, mesmo apesar das temperaturas primaveris que se têm feito sentir. Sempre gostei do Outono. Porque era uma estação que significava o começo de um novo ano (neste caso ano lectivo), de novos livros e cadernos em branco para explorar, de calçar novos sapatos, de acender novamente a lareira, de voltar a comer marmelada e geleia de marmelos caseiras, de passar mais tempo em casa com os avós. Sempre me senti parte de Outono, tal era a paixão pelos dourados mestiços que emanavam das paisagens. Mas a cima de tudo, e perante uma estação que por vezes influência os humores de forma negativa,esta época do ano sempre foi vivida com muita serenidade. A mudança para a cidade alterou um pouco esta percepção. Quem mora entre prédios não tem a oportunidade de absorver as tonalidades contrastantes, a tranquilidade das rotinas a abrandarem de ritmo e da beleza de uma paisagem em confortável mudança. Este será o segundo ano longe do outono que eu tanto gostava. Todavia, o importante é continuar a procurar os pontos positivos na estação que eu quero que seja sempre a favorita. E nada melhor do que deitar a mão à massa, refugiar-me na minha cozinha e preparar receitas com os ingredientes que ele me dá. No fim-de-semana passado preparem uns belos e simples queques de abóbora. Espero que gostem e que possam integrar esta receita no vosso Outono.



Ingredientes
150gr de açúcar branco
175gr de manteiga à temperatura ambiente
3 ovos grandes
175gr de farinha de trigo autolevedante
150gr de  puré de abóbora

Colocamos a manteiga, o açúcar e os ovos numa tigela de uma misturadora eléctrica. Depois de bem unidos estes ingredientes, acrescentamos a farinha peneirada. Juntamos o puré de abóbora. Dividimos a massa pelas formas e levamos ao forno previamente aquecido a 160ºC durante 20 minutos.


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Uma receita de infância, difícil de encontrar em londres

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Quando os marmelos da quinta começam a ganhar uma cor amarela, eu sei que o Outono está à porta.E quando esta imagem outonal se impõe, sei também que me vou lembrar com saudade das tardes em que via a minha avó a preparar com cuidado grandes panelas de marmelada. Aquele cuidado de quem sabe que tem de aproveitar tudo o que a terra lhe dá, porque não há riqueza maior do que essa. A muito custo, mas com vontade, a minha avó ainda prepara esta doce iguaria, não tenho é a sorte de passar as tardes depois da escola com ela. 

Mas este ano, enquanto apanhava os marmelos dos antigos marmeleiros, a minha mente divagou para bem longe da minha infância e para longe da minha posição geográfica. Mais propriamente para Londres. No ano passado, por altura do Natal, enviei uma prenda muito peculiar para um grande amigo que se encontra a viver na capital inglesa. Sim, enviei-lhe um pote de marmelada. Ele adora esta conserva, mas em terras de sua majestade apesar de os ingleses serem doidos por 'marmalade', ele não encontra à venda marmelada. Confusos? Eu explico. A 'marmalade' inglesa nada tem a ver com a nossa marmelada uma vez que é um doce de laranja amarga. No Reino Unido, se quisermos comprar marmelada temos de procurar por Quince Cheese. Porém, não é fácil encontrar. E, apesar de nunca ter estado emigrada, dei por mim a pensar o quão terrível podem ser as saudades dos sabores e cheiros gastronómicos caseiros e familiares.

Para quem também é doido por marmelada, a receita que se segue abaixo é muito simples de colocar em prática, embora claro envolva algum esforço e principalmente tempo. Mas eu diria que vale a pena.

Ingredientes

2kg de marmelos
1kg de açúcar amarelo

Descascamos os marmelos, retiramos os caroços e cortamo-los em pedaços pequenos. Numa panela larga colocamos os marmelos e o açúcar. Se gostarem de marmelada seca e com uma consistência mais dura, a questão da panela larga é muito importante. Mexemos, tapamos e deixamos cozer durante uma hora em lume brando. Passado esse tempo, trituramos os marmelos cozidos com a varinha mágica até obtermos um puré uniforme. Mexemos, tapamos novamente e deixamos cozinhar durante meia hora em lume brando até o puré engrossar. Cuidado nesta fase, uma vez que o puré tem tendência assumir a personalidade de um vulcão e salpicar tudo. Dividimos a marmelada por tigelas esterilizadas e cobrimos com papel vegetal.


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Parte do meu Portugal

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Portugal é lindo. Não me canso de o dizer e de admirar este pequeno país. De norte a sul, de este a oeste, Portugal brinda-nos com imagens de tirar a respiração, de paisagens que nos inspiram a viver mais, de pessoas que nos encantam com um sorriso e de sabores e cheiros que se perpetuam na memória. Sim, sou portuguesa, mas nem por isso esta minha opinião é pretensiosa ou "bairrista". Sei ser ainda mais objectiva neste meu gosto. Sendo um pequeno rectângulo, a diversidade é tanta, quer a nível geográfico, quer a nível cultural, que é impossível uma pessoa não se deslumbrar em cada região. Os meus pais sempre fizeram questão de me dar a conhecer esta rica diversidade, de me abrir os olhos para o país que é minha casa, mas também a casa de tantos portugueses com tanto para contar. Agora, chegou a vez de mostrar este nosso Portugal aos rebentos mais pequenos da família. Para que quando falarem das diferentes regiões que o compõem, o façam de plena consciência da realidade. Este fim-de-semana rumámos ao Douro, à paisagem vinhateira, aos rebuçados tradicionais do Peso da Régua e aos cheiros inconfundíveis de um dia de vindimas. E só vos digo, o norte é lindo carago.










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