Uma receita de infância, difícil de encontrar em londres

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Quando os marmelos da quinta começam a ganhar uma cor amarela, eu sei que o Outono está à porta.E quando esta imagem outonal se impõe, sei também que me vou lembrar com saudade das tardes em que via a minha avó a preparar com cuidado grandes panelas de marmelada. Aquele cuidado de quem sabe que tem de aproveitar tudo o que a terra lhe dá, porque não há riqueza maior do que essa. A muito custo, mas com vontade, a minha avó ainda prepara esta doce iguaria, não tenho é a sorte de passar as tardes depois da escola com ela. 

Mas este ano, enquanto apanhava os marmelos dos antigos marmeleiros, a minha mente divagou para bem longe da minha infância e para longe da minha posição geográfica. Mais propriamente para Londres. No ano passado, por altura do Natal, enviei uma prenda muito peculiar para um grande amigo que se encontra a viver na capital inglesa. Sim, enviei-lhe um pote de marmelada. Ele adora esta conserva, mas em terras de sua majestade apesar de os ingleses serem doidos por 'marmalade', ele não encontra à venda marmelada. Confusos? Eu explico. A 'marmalade' inglesa nada tem a ver com a nossa marmelada uma vez que é um doce de laranja amarga. No Reino Unido, se quisermos comprar marmelada temos de procurar por Quince Cheese. Porém, não é fácil encontrar. E, apesar de nunca ter estado emigrada, dei por mim a pensar o quão terrível podem ser as saudades dos sabores e cheiros gastronómicos caseiros e familiares.

Para quem também é doido por marmelada, a receita que se segue abaixo é muito simples de colocar em prática, embora claro envolva algum esforço e principalmente tempo. Mas eu diria que vale a pena.

Ingredientes

2kg de marmelos
1kg de açúcar amarelo

Descascamos os marmelos, retiramos os caroços e cortamo-los em pedaços pequenos. Numa panela larga colocamos os marmelos e o açúcar. Se gostarem de marmelada seca e com uma consistência mais dura, a questão da panela larga é muito importante. Mexemos, tapamos e deixamos cozer durante uma hora em lume brando. Passado esse tempo, trituramos os marmelos cozidos com a varinha mágica até obtermos um puré uniforme. Mexemos, tapamos novamente e deixamos cozinhar durante meia hora em lume brando até o puré engrossar. Cuidado nesta fase, uma vez que o puré tem tendência assumir a personalidade de um vulcão e salpicar tudo. Dividimos a marmelada por tigelas esterilizadas e cobrimos com papel vegetal.


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Parte do meu Portugal

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Portugal é lindo. Não me canso de o dizer e de admirar este pequeno país. De norte a sul, de este a oeste, Portugal brinda-nos com imagens de tirar a respiração, de paisagens que nos inspiram a viver mais, de pessoas que nos encantam com um sorriso e de sabores e cheiros que se perpetuam na memória. Sim, sou portuguesa, mas nem por isso esta minha opinião é pretensiosa ou "bairrista". Sei ser ainda mais objectiva neste meu gosto. Sendo um pequeno rectângulo, a diversidade é tanta, quer a nível geográfico, quer a nível cultural, que é impossível uma pessoa não se deslumbrar em cada região. Os meus pais sempre fizeram questão de me dar a conhecer esta rica diversidade, de me abrir os olhos para o país que é minha casa, mas também a casa de tantos portugueses com tanto para contar. Agora, chegou a vez de mostrar este nosso Portugal aos rebentos mais pequenos da família. Para que quando falarem das diferentes regiões que o compõem, o façam de plena consciência da realidade. Este fim-de-semana rumámos ao Douro, à paisagem vinhateira, aos rebuçados tradicionais do Peso da Régua e aos cheiros inconfundíveis de um dia de vindimas. E só vos digo, o norte é lindo carago.










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Um bolo para o Verão mas também para o Outono

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Quase sem dar por isso, tenho me despedido dos piqueniques de Verão (do Verão a sério) num sítio que me é muito especial. Encaixado na Serra da Arada, existe um lugar repleto de trilhos pedestres, moinhos, riachos e pequenos lagos habitados por rãs destemidas. Um lugar que convida a estender a toalha de piqueniques e a degustar belos petiscos em boa companhia. Para esta despedida, que serviu também para acolher um outono antecipado, decidi preparar uma bolo especial com as amoras apanhadas no meu campo, uma espécie de Clafoutis de Amora de Morangos



Ingredientes para a massa
100gr de margarina
50gr de açúcar
1 iogurte natural
2 ovos
100gr de farinha
1/2 colher de café de fermento em pó
3 morangos grandes cortados em pedaços pequenos

1 iogurte natural
100gr de amoras
3 colheres de açúcar 

Batemos a margarina com o açúcar até obtermos uma mistura cremosa. Adicionamos os ovos e o iogurte natural. Depois de bem misturados os ingredientes, juntamos a farinha e o fermento e os morangos. Colocamos a mistura numa forma untada e reservamos.

Esmagamos grosseiramente as amoras com o iogurte. Juntamos o açúcar. Depois de tudo bem misturado, vertemos esta mistura por cima da anterior e com uma faca fazemos pequenos cortes na massa de forma a que o preparado das amoras se encorporemas não de maneira uniforme. Levamos ao forno, previamente pré-aquecido a 160ºC, durante 45 minutos.



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Bolo de Limão

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Durante a pausa de Agosto, quem esteve verdadeiramente de férias foi a minha cozinha. Entre o experimentar da gastronomia londrina e a degustação de pestiscos na Zambujeira do Mar, não houve tempo para dar uso aos meus tachos, às minhs formas, ao meu fogão. Não vou dizer que não senti falta. Estaria a mentir. Principalmente, depois das inspirações apreendidas em terras de sua majestade. A vontade de voltar a fazer experiências é ainda maior. Durante as férias, só houve tempo para este bolo limão. Simples e que convenceu adultos e crianças.

Ingredientes
80g farinha
2 c. chá fermento
1 pitada de sal
250g iogurte natural
150g + 60g açúcar
3 ovos grandes
2 c. chá de raspa de limão
100ml óleo
80ml sumo de limão

Ligarmos o forno a 180ºC. Numa taça, peneiramos a farinha e juntamos o fermento e o sal. Noutra taça misturamos o iogurte, 150gr de açúcar, os ovos e a raspa do limão. Adicionamos os ingredientes secos ao preparado anterior. Juntamos o óleo. Deitamos a massa numa forma, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. Levamos ao forno durante 50 minutos.

Calda

Levamos ao lume o sumo de limão e o restante açúcar até este se dissolver. Regamos o bolo com esta calda assim que sair do forno.
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Fins-de-semana surpresa

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Existem fins-de-semana assim. Todos os planos vão ao ar ainda a semana vai a meio. Imaginam-se novos planos que teimam em não se concretizar. E quando se desiste de planear, as cores, os cheiros, uma alegria singela decidem invadir o fim-de-semana.










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A vender chá desde 1707

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Desde pequenina que não posso viver sem uma bela caneca de chá. Os melhores serões eram aqueles em que se acendia a lareira e ficávamos em família a ver o crepitar do fogo enquanto degustávamos uma caneca de chá e uma bela história sobre antepassados. Claro que na viagem até Londres eu tinha mesmo de visitar a loja mais antiga que comercializa esta bela iguaria no Reino Unido. Mas a visita em si, superou todas as expectativas. Para além de chás de diferentes países e de diferentes sabores e de diversas misturas, a loja da Fortnum and Mason em Piccadilly é todo um mundo repleto de delicias irresistíveis.







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