Há um mês
atrás embarcava numa viagem de sonho. Londres sempre foi sempre um
destino de sonho para mim. Pelo barulho, pelo movimento
frenético das multidões multiculturais, do metro apinhado, da
confluência explosiva de sabores, cheiros e cores ...ou seja, por
toda uma realidade bastante diferente da minha vida quotidiana. Adoro
o meu dia-a-dia, vivênciado numa cidade calma. Mas tenho pavor a
acomodar-me. Às vezes é necessário sorver uns choques culturais,
para sentirmos que as nossas escolhas têm um propósito, para
sentirmos que tudo o que está para trás faz sentido. Para além dos
locais turísticos que queria conhecer desde pequena, a minha viagem
focou-se nos sabores e cheiros que eu pretendia conhecer. A lista era
grande e o tempo curto, mas valeu a pena todos os quilómetros
percorridos.
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Alimentar a alma
Desde que me conheço que sinto o bichinho das viagens, de explorar novos lugares, de me embrenhar nas sensações proporcionadas por diferentes realidades, saberes, cheiros e culturas. Herança dos meus pais que embora sem posses para aviões ou destinos além fronteiras, deram-me a conhecer Portugal de Norte a Sul, de Este a Oeste, desde tenra idade.Só recentemente é que ganhei asas e encetei a descoberta das capitais dos países da Europa. Adoro este continente antigo, onde a tradição se mistura com a modernidade, onde as diferentes culturas cohabitam de forma harmoniosa. Sinto me sempre mais crescida cada vez que piso solo estranho, ou que sou forçada a falar um língua diferente, ou que sou forçada a experimentar comidas que não me são familiares. Talvez, viajar seja o melhor método para alimentar a alma de boas sensações.

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Happy World Baking Day'14
Quem passa regularmente por este Reservatório de Sensações sabe como eu adoro boas desculpas para ligar o forno e confecionar mimos para toda a família. O World Baking Day que se celebrou hoje, incentivou-me a experimentar aquela receita que há muito queria tentar, mas que estava sempre a adiar, nem sei bem porquê. A receita encontrei-a no meu livro de receitas favorito, "Bolos para a Família", de Sarah Randell. Um livro delicioso, desde as propostas de receitas, até às fotografias que são lindas. Sempre tive a ideia de que fazer cheesecake era muito complicado, mas esta receita de Cheesecake de Abóbora é muito simples e prática. Adicionei-lhe algumas alterações, relacionadas com a escolha de ingredientes e com a não utilização de alguns condimentos com os quais não me dou muito bem. Ainda faltam umas horitas para terminar o World Baking Day, portanto, podem ligar o forno e confeccionar uns miminhos, seja em formato de bolo, de queques ou de tartes.
Ingredientes
200gr de manteiga (derretida)
1 1/2 pacotes de bolacha Maria
250gr de queijo creme
100gr de requeijão light
400gr de puré de abóbora (utilizei abóbora hokkaido, produção biológica Bynatura)
150gr de açúcar branco refinado
2 ovos tamanho L, ligeiramente batidos
Aquecemos previamente o forno à temperatura de 150ºC. Preparamos a base com a bolacha. Derretemos a manteiga numa caçarola pequena e deixamos arrefecer ligeiramente. Trituramos a bolacha numa picadora. Acrescentamos a manteiga derretida às bolachas trituradas e misturamos. Distribuimos a massa pela forma e comprimimos firmemente com a superfície bojuda de uma colher de sopa. Colocamos o queijo-creme, o requeijão, o puré da abóbora (o puré deve ser feito de vespéra ou de forma a que arrefeça completamente) e o açúcar na tigela de uma misturadora eléctrica. Batemos até obtermos uma massa ligada e macia. Deitamos esta mistura na forma. Levamos ao forno durante cerca de 40 minutos. Deixamos arrefecer completamente.
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Ingredientes
200gr de manteiga (derretida)
1 1/2 pacotes de bolacha Maria
250gr de queijo creme
100gr de requeijão light
400gr de puré de abóbora (utilizei abóbora hokkaido, produção biológica Bynatura)
150gr de açúcar branco refinado
2 ovos tamanho L, ligeiramente batidos
Aquecemos previamente o forno à temperatura de 150ºC. Preparamos a base com a bolacha. Derretemos a manteiga numa caçarola pequena e deixamos arrefecer ligeiramente. Trituramos a bolacha numa picadora. Acrescentamos a manteiga derretida às bolachas trituradas e misturamos. Distribuimos a massa pela forma e comprimimos firmemente com a superfície bojuda de uma colher de sopa. Colocamos o queijo-creme, o requeijão, o puré da abóbora (o puré deve ser feito de vespéra ou de forma a que arrefeça completamente) e o açúcar na tigela de uma misturadora eléctrica. Batemos até obtermos uma massa ligada e macia. Deitamos esta mistura na forma. Levamos ao forno durante cerca de 40 minutos. Deixamos arrefecer completamente.
Um pão que lembra o campo
Já faziam falta os dias quentes, a antecipar o Verão, a convidar para deitar mãos à terra. Aproveitando o feriado, plantei uma quantidade doida de girassóis. Não é a melhor altura para os semear, mas como o tempo tem sido pouco, tive mesmo de aproveitar o dia de hoje. E como é bom mexer na terra, dar-lhe mimo e gerar nela algo. Mesmo que isso exija muito trabalho. Mas todo o trabalho recompensa. O meu teve como recompensa um almoço piquenique, com uma das iguarias que mais aprecio: Polvo à Lagareiro. Claro que toda esta inspiração campestre e rural, acabou por me guiar até à cozinha e a confeccionar um pão que lembra a natureza e os lanches de grupo depois de horas de trabalho no campo: Pão de Oregãos e Azeite.
Ingredientes
500gr de farinha de trigo
1 pacote de levedura
300 ml de água morna
1 pitada de flor de sal
1 colher de sopa de oregãos
30ml de azeite

Peneiramos a farinha para dentro de uma taça grande. Juntamos a levedura, a flor de sal e os oregãos. Misturamos e amassamos tudo com água morna e o azeite, até a massa ficar uniforme e ganhar alguma elasticidade. Deixamos levedar durante quarenta minutos. Após os quarenta minutos, sovamos a massa e colocamo-la numa forma untada com azeite. Deixamos levedar em sítio quente mais trinta minutos. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC durante cerca de trinta minutos. No fundo do forno devemos colocar uma forma com água.
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Ingredientes
500gr de farinha de trigo
1 pacote de levedura
300 ml de água morna
1 pitada de flor de sal
1 colher de sopa de oregãos
30ml de azeite

Peneiramos a farinha para dentro de uma taça grande. Juntamos a levedura, a flor de sal e os oregãos. Misturamos e amassamos tudo com água morna e o azeite, até a massa ficar uniforme e ganhar alguma elasticidade. Deixamos levedar durante quarenta minutos. Após os quarenta minutos, sovamos a massa e colocamo-la numa forma untada com azeite. Deixamos levedar em sítio quente mais trinta minutos. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC durante cerca de trinta minutos. No fundo do forno devemos colocar uma forma com água.
Um gosto especial
Adoro planear rotas. Pensar e idealizar qual será o passeio do próximo fim-de-semana, semana ou mês. Gosto de imaginar que estou sempre em transito, entre a minha casa, o meu lar, que não troco por nada deste mundo, e um qualquer sítio ou zona que me permita conhecer novas pessoas, novos lugares, novas culturas, novas surpresas. Talvez seja uma forma de contrariar algo que me irrita profundamente, a rotina amorfa que muitas vezes, com o correr dos dias, deixamos que se instale na nossa vida.
O último passeio teve como desculpa inicial a visita a alguns castelos que pertencem à Rota dos Castelos de Fronteira. Mas a verdade é que houve muito mais neste périplo. Castelo Rodrigo, que desconhecia por completo, conquistou-me com a sua beleza simples, com as gentes simpáticas que de forma espontânea me contaram segredos, sabedorias e curiosidades da terra.
Assim que se avista ao longe esta aleidas histórica, nunca mais se perde da vista. O tom ocre dá uma uniformidade à paisagem, criando a ilusão de que no cimo do monte existe apenas um grande edifício e não um conjunto de diversas habitações. Quando se aporta nesta aldeia, respira-se tranquilidade e o tempo passa lentamente, impregnando a alma de uma sensação doce.Privilegios nem sempre fáceis de encontrar. Uma caminhada por entre o casario é uma experiência relaxante, com vistas panorâmicas fantásticas. Caso passem por estas bandas, fixem estas sugestões: Cisterna, Castelo, Sabores do Castelo e Convento de Santa Maria de Aguiar.
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O último passeio teve como desculpa inicial a visita a alguns castelos que pertencem à Rota dos Castelos de Fronteira. Mas a verdade é que houve muito mais neste périplo. Castelo Rodrigo, que desconhecia por completo, conquistou-me com a sua beleza simples, com as gentes simpáticas que de forma espontânea me contaram segredos, sabedorias e curiosidades da terra.
Assim que se avista ao longe esta aleidas histórica, nunca mais se perde da vista. O tom ocre dá uma uniformidade à paisagem, criando a ilusão de que no cimo do monte existe apenas um grande edifício e não um conjunto de diversas habitações. Quando se aporta nesta aldeia, respira-se tranquilidade e o tempo passa lentamente, impregnando a alma de uma sensação doce.Privilegios nem sempre fáceis de encontrar. Uma caminhada por entre o casario é uma experiência relaxante, com vistas panorâmicas fantásticas. Caso passem por estas bandas, fixem estas sugestões: Cisterna, Castelo, Sabores do Castelo e Convento de Santa Maria de Aguiar.
Receita para gulosos
1 e ¾ chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha
3 colheres de chá de fermento
½ Chávena de chocolate em pó
½ chávena de óleo
¾ de chávena de água quente 6 ovos
Separamos as gemas das claras. Batemos as claras em castelo e reservamos. Numa taça juntamos as gemas, o açúcar e o óleo. Misturamos tudo com a batedeira eléctrica. Juntamos a farinha e o fermento e batemos. Adicionamos o chocolate dissolvido na água quente. Depois de todos os ingredientes estarem bem incorporados, vamos aos poucos juntando a esta mistura as claras batidas em castelo. Deitamos a massa numa forma untada e levamos ao forno, previamente pré-aquecido a 160ºC, durante cerca de 45 minutos.
Cobertura
1 Chávena de leite
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de maizena
1 colher de sopa de chocolate em pó
1 colher de sobremesa de Margarina
Deitam-se todos os ingredientes num recipiente que possa ir ao lume. Sempre em lume brando mexemos até a mistura engrossar. Ter atenção para que a maizena não forme grumos. Assim que esteja pronto, espalhar imediatamente sobre o bolo.



























