Happy World Baking Day'14

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Quem passa regularmente por este Reservatório de Sensações sabe como eu adoro boas desculpas para ligar o forno e confecionar mimos para toda a família. O World Baking Day que se celebrou hoje, incentivou-me a experimentar aquela receita que há muito queria tentar, mas que estava sempre a adiar, nem sei bem porquê. A receita encontrei-a no meu livro de receitas favorito, "Bolos para a Família", de Sarah Randell. Um livro delicioso, desde as propostas de receitas, até às fotografias que são lindas. Sempre tive a ideia de que fazer cheesecake era muito complicado, mas esta receita de Cheesecake de Abóbora é muito simples e prática. Adicionei-lhe algumas alterações, relacionadas com a escolha de ingredientes e com a não utilização de alguns condimentos com os quais não me dou muito bem. Ainda faltam umas horitas para terminar o World Baking Day, portanto, podem ligar o forno e confeccionar uns miminhos, seja em formato de bolo, de queques ou de tartes.



Ingredientes
200gr de manteiga (derretida)
1 1/2 pacotes de bolacha Maria
250gr de queijo creme
100gr de requeijão light
400gr de puré de abóbora (utilizei abóbora hokkaido, produção biológica Bynatura)
150gr de açúcar branco refinado
2 ovos tamanho L, ligeiramente batidos



Aquecemos previamente o forno à temperatura de 150ºC. Preparamos a base com a bolacha. Derretemos a manteiga numa caçarola pequena e deixamos arrefecer ligeiramente. Trituramos a bolacha numa picadora. Acrescentamos a manteiga derretida às bolachas trituradas e misturamos. Distribuimos a massa pela forma e comprimimos firmemente com a superfície bojuda de uma colher de sopa. Colocamos o queijo-creme, o requeijão, o puré da abóbora (o puré deve ser feito de vespéra ou de forma a que arrefeça completamente) e o açúcar na tigela de uma misturadora eléctrica. Batemos até obtermos uma massa ligada e macia. Deitamos esta mistura na forma. Levamos ao forno durante cerca de 40 minutos. Deixamos arrefecer completamente.


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Um pão que lembra o campo

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Já faziam falta os dias quentes, a antecipar o Verão, a convidar para deitar mãos à terra. Aproveitando o feriado, plantei uma quantidade doida de girassóis. Não é a melhor altura para os semear, mas como o tempo tem sido pouco, tive mesmo de aproveitar o dia de hoje. E como é bom mexer na terra, dar-lhe mimo e gerar nela algo. Mesmo que isso exija muito trabalho. Mas todo o trabalho recompensa. O meu teve como recompensa um almoço piquenique, com uma das iguarias que mais aprecio: Polvo à Lagareiro. Claro que toda esta inspiração campestre e rural, acabou por me guiar até à cozinha e a confeccionar um pão que lembra a natureza e os lanches de grupo depois de horas de trabalho no campo: Pão de Oregãos e Azeite.


Ingredientes
500gr de farinha de trigo
1 pacote de levedura
300 ml de água morna
1 pitada de flor de sal
1 colher de sopa de oregãos
30ml de azeite



Peneiramos a farinha para dentro de uma taça grande. Juntamos a levedura, a flor de sal e os oregãos. Misturamos e amassamos tudo com água morna e o azeite, até a massa ficar uniforme e ganhar alguma elasticidade. Deixamos levedar durante quarenta minutos. Após os quarenta minutos, sovamos a massa  e colocamo-la numa forma untada com azeite. Deixamos levedar em sítio quente mais trinta minutos. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC durante cerca de trinta minutos. No fundo do forno devemos colocar uma forma com água.


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Um gosto especial

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Adoro planear rotas. Pensar e idealizar qual será o passeio do próximo fim-de-semana, semana ou mês. Gosto de imaginar que estou sempre em transito, entre a minha casa, o meu lar, que não troco por nada deste mundo, e um qualquer sítio ou zona que me permita conhecer novas pessoas, novos lugares, novas culturas, novas surpresas. Talvez seja uma forma de contrariar algo que me irrita profundamente, a rotina amorfa que muitas vezes, com o correr dos dias, deixamos que se instale na nossa vida.

O último passeio teve como desculpa inicial a visita a alguns castelos que pertencem à Rota dos Castelos de Fronteira. Mas a verdade é que houve muito mais neste périplo. Castelo Rodrigo, que desconhecia por completo, conquistou-me com a sua beleza simples, com as gentes simpáticas que de forma espontânea me contaram segredos, sabedorias e curiosidades da terra. 

Assim que se avista ao longe esta aleidas histórica, nunca mais se perde da vista. O tom ocre dá uma uniformidade à paisagem, criando a ilusão de que no cimo do monte existe apenas um grande edifício e não um conjunto de diversas habitações. Quando se aporta nesta aldeia, respira-se tranquilidade e o tempo passa lentamente, impregnando a alma de uma sensação doce.Privilegios nem sempre fáceis de encontrar. Uma caminhada por entre o casario é uma experiência relaxante, com vistas panorâmicas fantásticas. Caso passem por estas bandas, fixem estas sugestões: Cisterna, Castelo, Sabores do Castelo e Convento de Santa Maria de Aguiar.







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Receita para gulosos

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Se são gulosos como eu têm mesmo de provar esta receita.

Bolo Chiffon de Chocolate


1 e ¾ chávenas de açúcar 
2 chávenas de farinha 
3 colheres de chá de fermento 
½ Chávena de chocolate em pó 
½ chávena de óleo 
¾ de chávena de água quente 6 ovos 

Separamos as gemas das claras. Batemos as claras em castelo e reservamos. Numa taça juntamos as gemas, o açúcar e o óleo. Misturamos tudo com a batedeira eléctrica. Juntamos a farinha e o fermento e batemos. Adicionamos o chocolate dissolvido na água quente. Depois de todos os ingredientes estarem bem incorporados, vamos aos poucos juntando a esta mistura as claras batidas em castelo. Deitamos a massa numa forma untada e levamos ao forno, previamente pré-aquecido a 160ºC, durante cerca de 45 minutos. 

Cobertura 
1 Chávena de leite 
2 colheres de sopa de açúcar 
1 colher de sopa de maizena 
1 colher de sopa de chocolate em pó 
1 colher de sobremesa de Margarina 

Deitam-se todos os ingredientes num recipiente que possa ir ao lume. Sempre em lume brando mexemos até a mistura engrossar. Ter atenção para que a maizena não forme grumos. Assim que esteja pronto, espalhar imediatamente sobre o bolo.
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Amanheceres mágicos

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Sentir o som do amanhecer livre que só acontece em alguns sítios, naqueles que fogem à rotina, é uma benção. Nestes sítios mágicos, onde não se conhece a pressa, nem o frenesim do quotidiano laboral, os pássaros chilreiam incessantemente numa alegria contagiante, o sol inunda o quarto entrando pela vidraça da porta, a manta de burel aquece o corpo repousado em colchões de verdadeira pincesa. Um cenário que nos convida a esquecer a realidade, a não voltar à normalidade, que nos convida a entregar o corpo e a alma a 100 por cento aos mimos, aos cuidados atentos, aos sorrisos simpáticos. Há amanheceres, em que a vida parece acordar com uma vontade redobrada e com uma energia imparável.










Casa da Cisterna, um sítio mágico, que proporciona um acordar inesquecível.

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Receber a Primavera nas Nuvens

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Não sou do tipo de me deixar afectar com a mudança de estações. Claro que há sempre uma outra alteração ao nível de humor, mas coisa ligeira. Até ver tenho encontrado sempre o lado bom dos ciclos, dos inícios e dos fins das características temporais. Não quer isto dizer, que as estações do ano me sejam indiferentes. Muito antes pelo contrário. Gosto de celebrar a mudança, gosto de me adaptar a cada estação do ano com o planeamento de algumas tarefas/actividades que me permitam desfrutar do frio e da chuva no Inverno, do cheiro a fresco tão típico da Primavera, da areia no pé no Verão ou dos tons acastanhados do Outono. Gosto de me adaptar e tirar proveito dessa adaptação. Por isso mesmo, este fim-de-semana, decidi que a sobremesa do almoço de família tinha de ser uma espécie de mensagem acolhedora para a Primavera. E neste exercício de procurar algo que identificasse esta estação, lembrei-me de algo que fazia durante a minha infância nesta altura do ano. Com os primeiros raios de sol quentes, adorava subir ao terraço de casa dos meus avós e absorver todo o calor. Muitas vezes passava horas, deitada neste espaço, com os olhos postos nas nuvens altas e escassas, que eram arrastadas e manipuladas pela brisa primaveril. Imaginava histórias, algumas mais elaboradas que outras. Ficava pasmada com a explosão de tonalidades na linha do horizonte a quando do nascer ou do por do sol. E foi com o pensamento colocado no terraço, com vista privilegiada para um céu mágico que esta receita me chegou às mãos. Uma receita tão leve como uma nuvem simpática.


Nuvem
Ingredientes
4 claras
4 gemas
250gr de açúcar em pó
Açúcar granulado q.b.

Untamos um tabuleiro de ir à mesa, que possa ir ao forno e polvilhamos com açúcar granulado. Reservamos. Batemos as claras em castelo, juntamos 200gr de açúcar em pó e batemos um pouco mais até obtermos um merengue bastante firme. Colocamos o merengue dentro do tabuleiro e alisamos com um espátula. Batemos as gemas com 50gr de açúcar em pó. Vertemos esta mistura sobre o merengue. Levamos a cozinhar em forno previamente aquecido a 170ºC durante cerca de 10 minutos. Deixamos arrefecer e servimos frio.
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