Um bolo para aquecer o coração

2 sensações partilhadas
Pensei que iria passar o fim-de-semana rabugenta. Na sexta-feira, quando me apercebi que teria de despender o fim-de-semana agarrada ao computador a trabalhar, fiquei logo de mau humor. Mas a verdade é que não devemos sofrer por antecipação, devemo-nos deixar ir pelas surpresas dos dias. E este fim-de-semana foi uma bela surpresa. Calma, pacifica, aconchegante. Apesar do trabalho que teve de ser feito, houve imenso tempo para mimar a casa, brincar com as duas bolas de pelo de quatro patas, para namorar e para manter a caminhada matinal de domingo que me tem permitido fazer a fotosintesse necessária para encarar o início de semana com outra alma. Não houve tempo para receitas, nem para novas experiências culinárias. Isso terá de ficar para o próximo fim-de-semana. Mas enquanto o próximo fim-de-semana não chega deixo-vos esta receita que me tinha esquecido de partilhar. Bolo de Maçã com Jeropiga. Aquece o coração e a alma.




450gr de maçãs
150gr de farinha de trigo branca
250gr de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de sobremesa de canela
150gr de açúcar mascavado
2 ovos grandes
100ml de leite de soja
1 colher de sopa de jeropiga
100gr de manteiga

Aquecemos previamente o forno à temperatura de 180ºC. Batemos as farinhas, o fermento, a canela, a manteiga, o açúcar e os ovos, o leite e a jeropiga numa tigela, incorporando-os bem. Adicionamos as maçãs, previamente descascadas, limpas e cortadas em pedaços de 1 cm. Deitamos a massa na forma já preparada. Levamos ao forno durante aproximadamente 45 min. Se quiseres depois de frio, podem fazer uma calda de mel e regar o bolo.


Ler mais

Uma história carinhosa digna de um filme

Partilha a tua sensação
Surgiu nas nossas vidas um pouco por acaso. A M. tinha medo de cães e esse era um medo que tinha de ser combatido o quanto antes. Primeiro porque toda a família adora estes felpudos de quatro patas, e segundo porque os receios muitas vezes toldam-nos a forma de agir e atribuiem-nos um pânico que nos deixa impotentes e paralizados perante situações que envolvam esse medo. E isso tinha de ser contornado. Mas enquanto decidiamos o que fazer, uma pessoa amiga acabou por nos oferecer um rafeirinho super fofo, repleto de pelo e extremamente hiperactivo. 

Foi para nossa casa com um mês de idade. A M achou-lhe muita piada, mas manteve sempre a distância. A verdade é que a bola de pelo, batizada de Peter, adorava ferrar os dentes afiados. Brincadeiras de cachorro, naturais, mas que por vezes assustam as crianças. Apesar disso, o Peter era o constante tema de conversa. O Peter fez isto, o Peter fez aquilo, o Peter quer isto, o Peter não pode comer aquilo. Rapidamente, a família ficou rendida aos encantos de um cachorro minorca, felpudo, que roía todos os sapatos, que se aninhava nas pernas de alguém sempre que fazia uma asneira. Mas o grande amor que cresceu por aquele elemento da família, contrastou com o pouco tempo que o Peter esteve efectivamente connosco. Um dia chegámos a casa, e não houve recepção eufórica, nada de pulos, nada de olhinhos carinhosos...nada...apenas silêncio e vazio. Por alguma razão que nunca chegámos a perceber, o felpudo canino tinha desaparecido.

As lágrimas foram gerais, as buscas incessantes, a divlugação nas redes sociais também. O desânimo foi total quando percebemos que o chip de identificação do Peter só funcionaria caso este fosse entregue numa clínica para leitura. A nossa ideia inicial era a de que o chip funcionaria com coordenadas GPS. Ideia ingénua e errada. Aguardámos, aguardámos e nada, reinava o silêncio. 

Um ano depois desta perda, o senhor que nos tinha oferecido o Peter, decidiu oferecer-nos um irmão mais novo. Mais um rafeiro lindo de morrer, que mais uma vez nos conquistou e que tem estado connosco desde essa data.

 Mas esta história termina com um volte-face completamente inesperado. Em Dezembro, recebi uma chamada que dava conta que o Peter tinha aparecido, que tinha sido entregue numa clínica por duas senhoras. Inicialmente, tentei explicar à senhora que estava equivocada, depois caí em mim, depois fui a correr para a clínica. Chorei, desesperei, ri, abracei o Peter, deixei-o saltar para o meu colo. E o coração apertou-se bastante. Ele não reconhecia o nome, não me reconhecia. Mas nada disso importava, ele estava ali a responder à minha persistente pergunta: Será que está bem? Estava, lindo, bem alimentado, escovado, bem tratado. Depois do choque, e tendo em conta todos os sinais de bem estar que o canito apresentava, decidi procurar os seus possíveis segundos donos. Apesar dos esforços, ninguém reclamou uma possível tutela do Peter. Já passaram dois meses e ele já se habituou novamente à família e é um amor. Um amor que estamos a tratar bem e a proteger para que não voltemos a ter surpresas desagradáveis.


Ler mais

Recordar o bom tempo

Partilha a tua sensação
A tempestade Stephanie decidiu agravar o que já tem sido bastante mau e desagradável. Nada melhor que recordar um passeio em altitude, em Linhares da Beira. É uma aldeia histórica do distrito da Guarda. Lembro-me que quando era pequenita, era um sitio quase de família. Quando nos faltavam ideias de passeias, lá iamos nós a Linhares da Beira fazer um piquenique. E sempre que entrava alguém novo na família que não conhecia bem estas paragens, lá regressávamos mais uma vez. Linhares da Beira é uma aldeia sossegada e que apesar de ter o cunho das Aldeias Históricas de Portugal, não vive sobrelotada de turistas. Se gostam de passeios calmos e se não se importarem de serem seguidos pelos cães da aldeia em busca de umas migalhas, então devem mesmo conhecer Linhares.




 
Ler mais

Uma imposição dos dias cinzentos

Partilha a tua sensação


O cinzento dos dias pede doçura, carinho e conforto. Pede um aconchego que afaste o frio das gotas encorpadas, que dançam um irritante bailado orquestrado pelo vento manhoso. O cinzento dos dias pede Bolo de Toranja. (Acompanhem com uma Infusão de Limonete. Não se vão arrepender. Espreitem aqui.)
 

Ingredientes
Sumo de uma toranja grande e sumarenta
raspa de uma toranja grande
1 pitada de sal
1 e 1/2 chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de farinha com fermento
1 colher de café de fermento
1/2 chávena de leite de soja
1 colher de sopa de mel
4 ovos

Batemos as claras em castelo, juntamente com a pitada de sal. Reservamos. Batemos as gemas com o açúcar e o leite de soja até obtermos uma mistura esbranquiçada. Juntamos o mel, a raspa e o sumo da toranja. Batemos tudo muito bem. Adiccionamos a farinha e o fermento. Misturamos bem. No final envolvemos as claras em castelo com a ajuda de uma vara de arames. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC, durante 30 minutos.



Ler mais

Falar de domingo a meio da semana

2 sensações partilhadas
Aos domingos quando almoço em casa de familiares não gosto de aparecer de mãos a abanar. Para mim o domingo é um dia de celebração. Celebração da família que geralmente se reúne, do convívio, do tempo livre, dos mimos, dos sonhos, da descoberta de histórias. Ao domingo o tempo rende e estica, apesar de passar a correr. Quando era pequena, morava numa casa humilde, mas que possuía um grande pátio, que embora fosse um local privado, muitas vezes servia de pousio a toda a aldeia. Estava sempre cheio, ou era com as brincadeiras e patifarias das crianças da aldeia (nas quais me incluía) ou com grande jantaradas e almoçaradas familiares, aos domingos. Fizesse sol ou fizesse chuva, remediava-se uma mesa ou várias mesas compridas e havia lugar sempre para mais um. Cresci com avós, bisavós, tios, meios tios, segundos tios, terceiros primos e por ai fora, numa família grande, que tinha gosto em partilhar um prato e dois dedos de conversa naquele pátio. Sempre aos domingos. E ninguém chegava de mãos a abanar. As fotografias demosntram isso mesmo. Mesas repletas de comida e sorrisos rasgados. Portanto, sim, os domingos são especiais. Mesmo hoje, quando o tempo voa e os domingos se sobrepõem a novos domingos. São sempre especiais. A minha forma de contribuir é mimar os que amo com iguarias confeccionadas por mim, ou ajudar no que posso para que esses almoços e jantares aconteçam. Um contributo simples.

Aqui fica uma sugestão de uma receita muito simples com que podem abrilhantar as entradas de um almoço de família.

  Ingredientes
150gr de farinha de trigo
150gr de queijo (eu usei queijo da ilha)
100gr de manteiga
1 gema de ovo
Sementes de Sésamo q.b.

Misturamos a farinha e o queijo previamente ralado num tigela. Adicionamos a manteiga e areamos com a ponta dos dedos até os ingredientes ficarem bem combinados. Misturamos a gema de ovo  e as sementes de sésamo e mexemos até formar uma pasta. Envolvemos a massa em película aderente e levamos ao frigorífico durante 30 minutos. Numa superfície enfarinhada, estendemos a massa finamente. Com um cortador (formato a gosto) cortamos as rodelas. Levamos ao forno, previamente aquecido a 200ºC, durante 10 minutos.

Ler mais

Fazer perdurar o fim-de-semana

Partilha a tua sensação
Há alguns meses atrás inaugurámos uma nova tradição cá em casa. O pequeno-almoço de domingo tem de ser especial, diferente dos pequenos-almoços  rotineiros, tem de nos dar aquela energia positiva para desejarmos que o fim-de-semana nunca mais acabe, mas se tiver que terminar ou menos que nos tenha proporcionado boas sensações. No entanto, apesar de diferentes, estes manjares matinais têm de se encaixar na nova filosofia de uma vida mais saudável. Este fim-de-semana, antes de partirmos para Linhares da Beira, deleitamo-nos com umas Wafles de Canela com Geleia de Marmelo. Sim, a Geleia de Marmelo revela muita gulodice, mas como as Waffles quase não têm açúcar e a sua constituição é maoritariamente de farinha de trigo integral, acho que o mal ficu dividido pelas aldeias.




Ingredientes
50gr de farinha de trigo
100gr de farinha de trigo intgral
30gr de açúcar
1 ovo
40gr de manteiga
1 colher de café de fermento
1 colher de café de canela
250ml de leite

Juntamos o ovo, com a manteiga e com o açúcar. Depois de os ingredientes estarem bem misturados, adiccionamos as farinhas, o fermento, a canela e o leite. Mexemos bem. Confeccionamos segundo as indicações da máquina de fazer Waffles.



Ler mais
Próximo publicaçãoMensagens mais recentes Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial