Um bolo que assinala uma nova etapa

4 sensações partilhadas
Uma das grandes resoluções para este ano foi o de adquirir hábitos mais saudáveis. Uma decisão que tenho seguido, mas que na semana passada acabou por ganhar todo um outro peso. Por perscrição médica, tenho de banir o sal e o açúcar da minha alimentação. Pensei: logo a mim que gosto tanto de um bom petisco e que não resisto a um bom doce, a uma boa gulodice. Da sensação de perda de controlo sobre o meu corpo, sobre a minha alimentação, passei para uma vontade incontrolável de comer chocolates. O fruto proibido é sempre o mais apetecível. Há pessoas que são muito organizadas e racionais em relação à sua alimentação. Conseguem reflectir sobre o que é saudável ou não e em três tempos orientam a sua ingestão de alimentos para o que é mais conveniente à saúde e "à formosura". Infelizmente, eu sou o oposto. Basta o meu olfacto encontrar algo interessante, que o resto dos sentidos vão atrás. Penso no meu bolo chifon de chocolate. Onde é que ele vai ficar nesta equação? Para já fica quietinho, apenas na imaginação. Agora tenho de encontrar novos caminhos alimentares, novas formas de eu própria ver a cozinha e a culinária e aprender novas regras, mas também descobrir novos sabores. E para não pensar muito sobre o assunto, este fim-de-semana iniciei a busca por novos ingredientes mais equilibrados. Alfarroba, foi este o ingrediente rei e senhor do meu fim-de-semana. A farinha de alfarroba é utilizada para substituir o cacau. Enquanto que o cacau possui até 23 por cento de gordura e 5 por cento de açúcar, a alfarroba possui 0,7 por cento de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose). Os sabores são bastante diferentes e custa olhar para um bolo que parece de chocolate/ou de cacau, mas que depois de provado o sabor nada se assemelha a esses ingredientes mais gulosos. Mas acreditem vale a pena experimentar e introduzir este ingrediente na alimentação do dia a dia.




Ingredientes
2 ovos
1 iogurte natural (usei iogurte de soja)
1 medida de açúcar (a medida é o copo do iogurte)
1/2 medida de óleo
2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
1 colher de sobremesa de fermento em pó
2 medidas de farinha de trigo
1 medida de amido de milho

Batemos as claras em castelo e reservamos. Numa tigela grande misturamos as gemas, o açúcar e o óleo. Batemos até todos os ingredientes estarem ligados. Juntamos o iogurte, as diferentes farinhas e o fermento. Depois destes ingredientes ficarem bem unidos, juntamos as claras. Levar ao forno, pré-aquecido a 150º, durante 20 minutos.

 
Muito obrigada a todos e a todas que me fizeram chegar mensagens positivas de apoio. 


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Revitalização interior

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A minha vontade em me tornar uma pessoa mais saudável, de corpo e espirito tem ganho contornos que me agradam. Fico admiradissima como uma mente aberta nos pode levar a experimentar novos alimentos e novas formas de alimentação. Eu confesso, sempre fui uma pessoa bastante esquisita no que toca à alimentação. Mas tudo muda, quando chega a altura certa. 

Aqui fica uma sugestão que podem preparar para o pequeno-almoço. Um sugestão que há uns anos não teria coragem ou necessidade em experimentar. Mas, acreditem com este batido vão sentir uma revitalização interior.

Ingredientes
2 cenouras grandes
2 maçãs
400 ml de leite de soja
sementes de chia q.b.

Colocamos todos os ingredientes num liquidificador e batemos até obtermos uma mistura cremosa e homogénea.



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Um início do dia com sabor americano

Uma partilha
Por norma não gosto de acordar tarde aos fins-de-semana. Sinto que o tempo livro de que disponho é tão escasso, que seja sábado ao domingo o meu cerébro está programado para me fazer madrugar. Não quer dizer que a esta minha regra subconsciente não tenha várias excepções. Hoje foi um desses domingos, em que custou imenso sair do conforto quente da cama. Quando o consegui fazer e apesar de não ser muito adepta de panquecas, decidi experimentar confeccionar pela primeira vez esta iguaria.  Todos os dias merecem uma receita especial. Este domingo preguiçoso, ficou bem servido com as panquecas de chocolate.

Ingredientes
90gr de farinha para bolos
1 ovo
2 colheres de sopa de açúcar
150 ml de leite
2 colheres de sopa de chocolate em pó.

Juntamos todos os ingredientes e mexemos bem. Aquecemos uma frigideira anti-aderente e colocamos cerca de 2 colheres de sopa da massa muito lentamente. Deixamos alourar e viramos a massa cuidadosamente. Repetimos até a massa acabar. Servimos com mel, com frutas ou com compotas.



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Mirtilos e chocolate ao pequeno almoço

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No começo de cada ano, as resoluções  para uma nova etapa acumulam-se, umas atrás das outras, em posts its, em cadernos pessoais, em posts no facebook. Confesso que metade dos meus desejos e vontades de recomeço nunca me acompanham até ao final do ano. Porém, há uma que renasce sempe com as doze passas e o brinde de espumante: ser mais saudável. Comer de forma equilibrada, fazer desporto, tentar equilibrar o corpo e a mente. Nunca consegui. Mas nos últimos anos o esforço tem sido maior. Há mais informação disponível sobre produtos e dietas saudáveis. A maturidade tem-me feito afastar da comida Fast-Food que eu tant gosto. E aprendi que cada secção das nossas vidas tem o seu lugar: o trabalho não se deve sobrepor à vida pessoal, nem vice-versa. Além disso, acompanhar outros blogs/projectos na internet também ajuda. Uma das coisas que mudei neste início de ano foi o pequeno-almoço. Para mim é a refeição mais importante. Todavia, apercebi-me que vinha a cometer muitas asneiras, que não me deixavam bem com o meu corpo, nomeadamente ao nível digestivo. Desde que entrámos em 2014, passei a degustar um pequeno-almoço à base de leite de soja, por vezes um iogurte natural, granola, torradas e fruta. É incrível, como uma simples refeição pode mudar o modo como encaramos o resto do dia. Depois de adquirir algumas granolas em grandes superfícies, decidi experimentar os produtos vendidos por um projecto que acompanho na internet, a DoSemente. Têm de experimentar. A minha granola é de mirtilo e chocolate. Porque apesar desta minha nova visão e vontade em mudar alguns hábitos nefastos, a verdade é que não pretende perder a minha essência de Gulosa.


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Little taste of Britain

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"Pastelar" é uma das coisas que me deixa feliz, verdadeiramente feliz. Sentir os ingredientes, transmitir-lhes os meus humores, invadir a casa com cheiros agradáveis a coisas reais (sim não há ambientador melhor que o odor da maçã assada, ou da tangerina banhada em chocolate negro, e por aí fora)...são para mim sensações que valem um ou dois euromilhões. Se há alguns anos, me dissessem que a mesa da cozinha, o forno e uma série de tralha, como formas e tabuleiros, constituiriam para mim uma constante e adorável aventura, não acreditaria. É na cozinha que muitas vezes encontro uma serenidade indescritível e é também na cozinha que muitas vezes demonstro o amor que sinto pelos outros. Porque cozinhar/pastelar não é um serviço, é um modo de amar, tratar, cuidar e inspirar os outros. Desde o início do ano que ainda não tinha vivido a minha cozinha. Para começar de forma simples, mas apetitosa, deitei mãos à massa e confeccionei uns belos Scones de Passas e de Pinhões, que combinam perfeitamente com o tempo chuvoso.



Ingredientes
320gr de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de sal
30gr de açúcar
30 gr de manteiga (à temperatura ambiente)
2dl de leite
30gr de corintos
50gr e pinhões


Peneiramos a farinha para uma tigela juntamente com o fermento, o sal e o açúcar. Adicionamos a manteiga, as passas e o pinhões. Juntamos o leite e amassamos tudo rapidamente até ligar todos os elementos.Polvilhamos a superfície de trabalho com farinha e estendemos a massa, com a ajuda de um rolo, até obter uma placa com cerca de 2 cm de espessura. Cortamos a massa em rodelas de cerca de 5cm de diâmetro com um corta bolachas ou com a boca de um copo. Colocamo-las num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelamos a superfície da massa com leite. Levamos ao forno, pré-aquecido a 150ºC, durante aproximadamente 20 minutos.




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Recomeçar

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No outro dia li, num blogue que habitualmente sigo, que Janeiro é uma espécie de segunda-feira do ano inteiro. Senti-me a concordar com a frase assim que esta assentou no meu cérebro. Custa entrar na rotina, custa enfrentar a lista mental de resoluções de ano novo e tudo serve de desculpa para procrastinar, para não sair da zona de conforto. Porque pela frente está um livro inteiro de 365 dias para preencher com aquilo que somos e que queremos ser. Teremos coragem para pegar na caneta e rabiscar?


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