Who watches the watchmen?

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Não sou fã de banda desenha sobre heróis embebidos em super poderes, que fazem questão de combinar com fatos de látex rasca e colantes aberrantes. Pior do que as bandas desenhadas de super heróis, só mesmo as adaptações dessas mesmas histórias ao cinema. O mau tenta dominar o mundo ou parte dele, aparece um super herói para lhe fazer frente, o mau ameaça a família do bom, o bom parte-lhe os dentes ou outra qualquer parte do corpo que cause repulsa na plateia e lá para o final de uma película, que emana “comercialismo”, o bom ganha a batalha, a gaja e mais uns aplausos.
Coisas lineares….dão-me asco. (Se bem que um mundo linear, com conceitos lineares sobre o que é o bem o que é o mau….seria secante mas claramente menos complicado).
Mas e se afinal de contas os super heróis não tiverem super poderes? E se os corpinhos franzinos dentro dos fatos não passarem de simples mortais preocupados com a vigilância das ruas? A ideia de “wathcmen” até nem é (completamente) original, mas agradou-me.
O filme, que os meus amigos nerd me obrigaram a ir ver, surpreendeu-me. Apresenta uma história alternativa (à real história do século XX). Os Estados Unidos da América venceram a guerra do Vietname, na década de 80 Nixon ainda é presidente, e os EUA preparam-se para uma guerra nuclear com a União Soviética. Com a morte de um dos “vigilantes” o resto dos seus companheiros (reformados) emergem novamente na luta contra o crime. Mas todos estão ligados a histórias passadas complicadas. O filme tem um bom argumento, com suspense, terror, violência, acção, romance, humor e um desfecho que contraria a linearidade típica das histórias de BD. O filme fez me pensar, raciocinar um pouco e sentir uma angústia que muitas vezes desponta a meio de um dia de trabalho quando olhamos para o mundo e vemos que há coisas que não podem ser alteradas.
Em “watchmen” não há maus, não há bons. Há escolhas (algumas deprimentes é verdade) que depois de tomadas marcam para um sempre.
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